terça-feira, 9 de março de 2010

Azinheira (Quercus rotundifolia)

Azinheira (Quercus rotundifolia)

A azinheira (Quercus rotundifolia) é uma árvore da família das Fagáceas que pode atingir 20m de altura e tem uma copa ampla e arredondada. O seu tronco é curto e tortuoso com casca acinzentada, parda, com fendas pouco profundas e ramos densos, oblíquos e sinuosos.


Tem folha persistente de forma oval ou elipse alongada e com cor verde-escura na página superior e uma cobertura de finos pêlos brancos na página inferior. As flores masculinas são pequenos cachos amarelos e as flores femininas são verde-acizentadas que no Verão dão lugar a bolotas (fruto) constituídas pelo aquénio e cúpula.


A azinheira cresce espontâneamente no nosso país em toda a área de influência mediterrânica. A sua madeira é dura e resistente à putrefacção.

O nosso rebentozinho

Fotografia do nosso rebento

Nasceu o nosso mais recente e primeiro rebentinho. Tem cerca de 5 cm de raiz e umas folhinhas muito bonitas a desabrochar. Demos-lhe o nome de carvalhinho por ser o primeiro e também por ser muito pequenino.

Actualmente, as condições atmosféricas, devido à constante geada, neve, granizo e chuva, os progressos do “nosso bebé” não são muito notáveis. Mas com muito carinho, água e melhores dias de calor que virão, ele poderá crescer saudável.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Carvalhiça/Carvalho Anão (Quercus lusitanica)

Carvalhiças/Carvalho Anão (Quercus lusitanica)

De nome científico Quercus lusitanica, a Carvalhiça pertence ao reino vegetal, família Fagaceae. Ao nível da morfologia externa apresenta-se na forma de um arbusto, de ramos prostrados, que forma normalmente matos rasteiros de cerca de 30cm.
As flores surgem entre Maio e Junho, agrupadas separadamente por sexo em espigas alongadas pendentes, designadas por amentilhos.
O seu fruto é a bolota e tem 10-15mm.
(folhas das Quercus lusitanica)


É uma espécie cujo habitat passa por zonas de clima suave, com solos arenosos, requerendo por vezes alguma humidade. Exemplos de habitat: Marrocos e Ocidente da Península Ibérica.

O estilo das folhas são opostas, compostas, imparipinuladas, com 25 a 30 cm de comprimento por 5-13 folíolos não peciolados, aproximadamente, lanceolados, sendo um deles o terminal, cada um com 3 a 9 cm de comp. e 0,8 a 2,5 cm de larg., acuminados, serrados e acunheados, com a página superior brilhante e verde mais escuro que na inferior.
















O ciclo de vida de um carvalho




















Esta imagem mostra o crescimento de um carvalho

O fruto de um carvalho é a sua bolota. Nessa bolota encontra-se uma pequena semente que irá cair na terra quando ficar madura e germinar se o local onde caiu tiver boas condições. Após germinar irá começar a formar-se um caule e as raízes começam a ramificar-se assegurando uma boa fixação e uma boa absorção de nutrientes. Mais tarde o tronco engrossa chegando a ter 7 metros de diâmetro e forma-se no topo da árvore uma grande copa. Este crescimento é lento e demora vários anos. Ao fim de muitos anos o carvalho deixa de crescer, as raízes deixam de absorver o necessário para o crescimento e manutenção do carvalho, a copa não expõe grande parte das folhas ao sol e o tronco não consegue suportar o peso da árvore. O carvalho tem mais dificuldade em obter alimento e é alvo de fungos e outra infestações que o debilitam, perfurando-lhe o tronco e transformando-o em celuloso sem resistência e o carvalho acaba por tombar.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Carvalho-das-Canárias (Quercus canariensis)



O carvalho-das-canárias (Quercus canariensis) é uma árvore robusta que pode atingir os 30m de altura.

Esta espécie de carvalho, de folha caduca, é originária da zona mediterrânica ocidental (Sul de Espanha, Porugal e África do Norte).

Apresenta uma copla ampla e densa, e as suas folhas variam entre os 6 cm e os 18 cm, de forma elíptica-ovada, com 9 a 14 pares de dentes sub-agudos. A casca é profundamente fissurada e de cor castanha acizentada.

É caracterizado pelo seu arqueamento, por ramos grossos que saem do tronco e um agachamento forte.

Em Portugal, o carvalho das canárias pode ser encontrado na serra de Monchique e pelo Alentejo Litoral.
Quercus canariensis é uma espécie considerada em risco de extinção, encontrando-se protegida.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Carvalho-Cerquinho (Quercus faginea)

Foto do Carvalho-Cerquinho (Quercus faginea)

O carvalho-cerquinho é uma árvore de folha caduca, a sua altura media é de 20 metros.

A copa é ampla, arredonda, com ramificação e folhagem abundante e densa.

O tronco é geralmente direito, podendo ser tortuoso.

As folhas são denominadas mascerescentes por se manterem muito tempo na árvore após terem murchado, bem como por se conservarem verdes durante o Inverno. Têm uma consistência rígida, com margens dentadas ou com recortes pouco acentuados. O seu comprimento longitudinal pode ir dos 2cm aos 11cm. A página inferior é de cor acinzentada e mantém uma pelagem estrelada e simples mesmo nas árvores adultas.

O seu fruto é a bolota cilíndrica e tem entre 15 a 33 mm.

A casca é acinzentada ou parda-acinzentada, com muitas gretas pouco profundas nos indivíduos mais velhos.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Carvalho-alvarinho (Quercus robur)



O carvalho-alvarinho é uma árvore de folha caduca que apresenta uma copa ampla, podendo ultrapassar os 40 metros de altura. Possui uma casca bastante espessa.

Tem preferência por climas temperados húmidos e solos frescos e profundos.

O seu período de vida é muito longo, podendo chegar aos milhares de anos.

O fruto é uma glande ovóide. A frutificação ocorre entre Setembro e Outubro.

(http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://www.aphotofungi.com)

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Que bolotas devo semear?


No "1º Dia Mundial da Bolota" - 10 de Novembro de 2009 - foram distribuídos 400 pacotinhos com bolotas de carvalho-negral para os alunos, funcionários e professores semearem um pouco por todo o lado.

Devem semear-se apenas as bolotas de espécies autóctones.

Existem várias espécies de carvalhos autóctones portuguesas. De um modo muito genérico, podemos indicar a distribuição das quatro mais representativas (pode consultar neste blog quais as espécies autóctones de Portugal e quais as introduzidas):

Carvalho-negral (Qurcus pyrenaica) - Interior a Norte do rio Tejo
Carvalho-alvarinho (Quercus robur) - Litoral a Norte do rio Tejo
Azinheira (Quercus ilex) - Interior a Sul do Tejo
Sobreiro (Quercus suber) - Litoral a Sul do Tejo

Semeie as bolotas recolhidas de árvores da mesma zona. Assim assegura que irão sobreviver às condições climáticas dessa região.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Qual a melhor altura para semear as bolotas?


Um nevão para animar: turma 9ºC
"Um milhão de carvalhos para a Serra da Estrela"
Covão d`Ametade - Novembro de 2007

As bolotas perdem capacidade de germinação com o passar do tempo.

Idealmente, a sementeira deveria ser logo a seguir á sua recolha. A maioria das bolotas sobrevive aos rigores do Inverno enterradas no solo. Claro que muitas serão comidas antes de germinarem, mas esse também é uma das suas “funções” no ecossistema.

Se não forem semeadas logo após a sua recolha, tente semeá-las ainda no Outono. Caso opte por semeá-las mais tarde, acondicione-as devidamente (ver blog 18 de Fevereiro) e faça-o na Primavera.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Aproveitamento económico do carvalho-negral

A primeira recolha de bolotas: turma 9ºC
Outubro 2007
Participação no projecto "Um milhão de carvalhos para a Serra da Estrela"

A utilização actual mais comum do carvalho-negral (Quercus pyrenaica) é o seu aproveitamento para lenha. Devido às características do seu desenvolvimento – crescimento de várias árvores muito juntas – este tipo de exploração é rentável e sustentável através do corte selectivo.

A sua madeira já não tem a utilidade de outros tempos – portes, soalhos, mobílias, pipas – pois foi sendo substituído por outras espécies, algumas com impacto negativo no ambiente (ex.: carvalho-americano – Quercus rubra).

Mas os maiores benefícios desta espécie são a longo prazo. A manutenção da biodiversidade, do solo e da qualidade da água, o seu efeito retardador de incêndios, entre outros, são vantagens para o Homem dificilmente quantificáveis para o nosso futuro. Quanto valem exactamente…? Seguramente muitos milhões$$$!!!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Importância ambiental do carvalho-negral: solo e água

Recolha de bolotas de carvalho-negral (Quercus pyrenaica) pela turma do 11ºA
Outubro de 2009
Muitos são "repetentes" do projecto "Um milhão de carvalhos para a Serra da Estrela" no ano lectivo 2007/2008

O carvalho-negral (Quercus pyrenaica) desenvolve-se bem em solos soltos, arenosos, de origem granítica ou xistosa e, preferencialmente, ricos em água.

Não tolera solos de origem calcária.

Frequentemente ocorre em lameiros e margens de ribeiras juntamente com outras árvores como, por exemplo o freixo (Fraxinus angustifolia).

A sua presença possibilita a instalação de um estrato herbáceo rico e abundante.

A queda das suas folhas permite uma boa acumulação de matéria orgânica no solo.

Estes factores juntos permitem a manutenção e desenvolvimento do solo, assim como a retenção de água ao longo de todo o ano.

Mais uma vez se salienta a importância ambiental desta árvore. Permite uma grande biodiversidade, mantém o solo, retém água o que permite a recarga constante dos lençóis freáticos, sendo um agente retardador da propagação do fogo.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Importância ambiental do carvalho-negral: interacções intra-específicas


Recolha de bolotas de carvalho-negral (Quercus pyrenaica) pela turma do 11ºA
Outubro de 2009
Muitos são "repetentes" do projecto "Um milhão de carvalhos para a Serra da Estrela" no ano lectivo 2007/2008

Os bosques de carvalho-negral, tal como as restantes formações de árvores autóctones portuguesas, são riquíssimos do ponto de vista da biodiversidade. Inúmeras plantas, animais, fungos (e já agora, protistas e bactérias) instalam-se nestes bosque, constituído ecossistemas de enorme importância ambiental.

Na Serra da Estrela muitas árvores, arbustos e ervas podem ser encontradas juntamente com o carvalho-negral, referindo-se aqui algumas delas:

Árvores:
Carvalho-alvarinho (Quercus robur )
Tranazeira (Sorbus aucuparia)
Castanheiro (Castanea sativa)
Arbustos:
Giesteira-branca (Cytisus multiflorus)
Tojo-gadanho (Genista falcata)
Silva-comum (Rubus ulmifolius)
Sargaço (Cistus monspeliensis)
Urze-vermelha (Erica australis)
Pilriteiro (Crataegus monogyna)
Gilbardeira (Ruscus aculeatus)
Trivisco-fêmea (Daphne gnidium)
Estrato herbáceo:
Dedaleira (Digitalis purpurea)
Estrelamim (Aristolochia longa)
Clinopódio (Clinopodium vulgare)
Feto-ordinário (Pteridium aquilinum)
Escorodónia (Teucrium scorodonia)
Rabo-de-cão (Cynosurus echinatus)

Os carvalhais de Quercus pyrenaica são igualmente ricos em fauna. Muitos animais encontram aí abrigo e alimento, quer nos carvalhos, quer no solo que estas árvores produzem, quer ainda nas outras espécies vegetais que aí se encontram.

Mamíferos, répteis, anfíbios, aves e muito invertebrados dependem dos carvalhais. Um dos melhores exemplos desta interdependência é o gaio (Garrulus glandarius). Este corvídeo tem como principal alimento as bolotas. Recolhe-as durante a época de frutificação (ver blog dia 22/02/2010) e esconde-as um pouco por todo o lado para se alimentar delas durante o resto do ano. É um ave com excelente memória... mas são milhares as bolotas que enterra. Uma parte fica esquecida e pode germinar, nascendo mais carvalhos!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Distribuição do carvalho-negral

Recolha de bolotas de carvalho-negral junto ao aeródromo da Covilhã
Outubro 2009 - Turma 11ºC

O carvalho-negral (Quercus pyrenaica) é uma árvore autóctone de Portugal, Espanha, França (litoral atlântico), Itália e Norte de Marrocos.

Genericamente, pode considerar-se como a árvore mais representativa da região centro-norte interior, encontrando-se um pouco por toda a Beira-Baixa, Beira-Alta, Trás-os-Montes e Alto-Douro, sendo bastante abundante em alguns destes locais.

Pode ainda ser encontrada a Norte do Rio Tejo nas montanhas do Minho e na Serra de Sintra, e também a Sul do Tejo na Serra de São Mamede, Serra de Ossa e Serra de Monfurado.

É em Portugal que se encontra a maior área do carvalho-negral do mundo - um verdadeiro tesouro ambiental a preservar!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O carvalho-negral (Quercus pyrenaica)

Um carvalho-negral (Quercus pyrenaica) na vertente Este da Serra da Estrela

O carvalho-negral é uma árvore de folha caduca ou marcescente.

As suas folhas são subcoriáceas, com recortes muito profundos, glabras na página superior e pubescentes na página inferior, o que lhes confere um toque aveludado.

A casca é cinzento-escura, muito gretada. Apresenta uma copa ampla e arredondada, podendo atingir os 25 metros.

O período de floração ocorre nos meses de Abril e Maio.

O fruto é uma bolota (ver blog dia 20/11/2009). A frutificação ocorre entre Setembro e Novembro.

Marcescente - secam e ficam na árvore.
Subcoriáceas – consistência um pouco inferior à do couro.
Glabras – desprovido de pêlos.
Pubescentes – revestido por um conjunto de pêlos fracos e densos.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Como semear as bolotas no campo?

Um milhão de carvalhos para a Serra da Estrela
Novembro de 2007 - turma: 9ºC

As bolotas devem ser enterradas na horizontal, a uma profundidade correspondente ao dobro do seu comprimento de modo a ficarem mais protegidas dos predadores (ex.: javalis).

Pode ainda optar-se por colocar 2 a 3 bolotas por cova de modo a que se algum animal as descobrir, alguma se possa salvar (esperemos que não esteja com muita fome!!!).

Obtenha mais informações neste blog (19 de Novembro de 2009).