terça-feira, 16 de março de 2010

Amieiro (Alnus glutinosa)

Amieiro (Alnus glutinosa)



O Amieiro (Alnus glutinosa), também conhecido por Alder, é uma árvore ripícola mediterrânea que cresce em regiões de clima temperado húmido. O Amieiro é uma árvore que atinge uma altura máxima de 35 m e raramente ultrapassa os 120 anos de idade.


As folhas são caducas, simples, verde-escuras brilhantes na página superior e verde mais claro na página inferior, redondas e com 4 a 10 cm de comprimento, 7,5 cm de largura e 5 a 8 pares de nervuras laterais; as margens são duplamente dentadas com longos pêlos amarelos nas axilas das nervuras.


A casca é um ritidoma liso e lustroso cinzento-escuro durante os primeros 20-30 anos, passa a ser acastanhado-enegrecido, primeiro com o aspecto escamado e depois gretado (longitudinais), mas sem descasque.


Os frutos são pequenos cones globosos com pedúnculo vermelho, de 1 a 2 cm de comprimento, contêm sâmaras com uma asa estreita que se dispersam no Outono.


É originária da Europa, Oeste da Ásia e Norte de África; espontânea em Portugal.


Ripícola: Que vive nas ribas ou margens dos rios
Pedúnculo: pé ou haste da flor ou do fruto.

http://asminhasplantas.blogspot.com/2007_09_01_archive.html

segunda-feira, 15 de março de 2010

O Pinheiro-bravo (Pinus pinaster)

Possui um tronco com casca espessa, rugosa, de cor castanho-avermelhada e profundamente fendida, cuja madeira é resinosa, pesada e pouco flexível. Esta madeira é utilizada para mobiliário e na construção naval. A resina é usada na indústria de tintas, vernizes e colas.

A sua copa tem forma piramidal em árvores jovens e forma arredondada em árvores adultas. Na forma adulta, atinge uma altura de 20 a 35 metros.

Pinus pinaster

Possui um tronco com casca espessa, rugosa, de cor castanho-avermelhada e profundamente fendida, cuja madeira é resinosa, pesada e pouco flexível. Esta madeira é utilizada para mobiliário e na construção naval. A resina é usada na indústria de tintas, vernizes e colas.

As folhas do Pinus pinaster são persistentes, em forma de agulhas agrupadas aos pares.

Quanto ao fruto, é a pinha, que quando amadurece, no Verão, liberta pequenas sementes, os pinhões.

Pinhas de Pinus pinaster

A família está a crescer…

Aqui estamos nós outra vez. A família bologtar está cada vez mais a crescer… Mais 11 rebentos nasceram. As temperaturas que se têm sentido nos últimos tempos, têm contribuído para o crescimento das carvalhos. É claro que o amor e o carinho que nós lhes damos também é fulcral.

Aqui estão algumas fotos que mostram os últimos progressos.

Os nossos rebentos

Não se esqueçam, as temperaturas que agora estão são muito boas para o crescimento das bolotas. Também se tem que ter o cuidado que agora com as temperaturas mais elevadas, tem que se fazer uma rega mais cuidada.

Esperamos poder trazer boas notícias em breve. =)

sexta-feira, 12 de março de 2010

Importância Económica das Florestas Autóctones

O azereiro (Prunus lusitanica) é uma das espécies autóctones raras em Portugal.

As espécies autóctones constituem uma elevada relevância económica, na medida em que estão mais adaptadas às condições do solo e clima do território, sendo mais resistentes a pragas, doenças e a períodos longos de seca e de chuvas intensas, em comparação com as espécies introduzidas, ajudando, também, na manutenção da fertilidade do espaço rural, do equilíbrio biológico das paisagens e da diversidade dos recursos genéticos;
São também componentes relevantes no pastoreio de ovinos, na actividade apícola e no suporte aos cogumelos silvestres, sendo igualmente importantes como locais de refúgio e reprodução para grande número de espécies animais autóctones (algumas delas em vias de extinção);
As florestas autóctones assumem um papel importante na produção de madeiras nobres e derivados.

Apesar da sua relevância na actividade económica as florestas autóctones estão sujeitas a ameaças como incêndios, pragas, doenças, invasão por espécies não autóctones e cortes prematuros e desordenados.
Florestas autóctones: área de árvores originárias do próprio território. São naturais da zona em questão, não foram importados.

Dia da floresta autóctone: Comemora-se a 23 de Novembro e foi estabelecido para divulgar a importância ambiental e económica da conservação das florestas naturais e a necessidade de as salvaguardar da destruição.

Cerca de 30% do território continental português é ocupado por florestas, o que representa uma mais-valia na conservação da biodiversidade, na produção de oxigénio, na fixação de CO2, na protecção do solo e do regime hídrico.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Importância ambiental das florestas autóctones

Uma floresta autóctone é uma floresta cujas árvores são originárias do próprio território onde habitam.
As florestas autóctones estão mais adaptadas às condições de solo e climatérricas do território e, comparadas com as espécies introduzidas, são mais resistentes a pragas, doenças e períodos de secas e chuvas intensas.

Estas florestas ajudam a manter a fertilidade do espaço rural, o equilibrio biológico das paisagens e a diversidade dos recursos genéticos e ainda proporcionam uma elevada diversidade de fauna.
As florestas autóctones são componentes importantes no suporte aos cogumelos silvestres e também para locais de refúgio e reprodução para um grande numero de espécies de animais autóctones, estando algumas delas em vias de extinção.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Carrasco (Quercus coccifera)


O carrasco (Quercus coccifera) é um arbusto que atingi no máximo os 6 metros de altura.
Pertence a família Fagaceae. As suas folhas são perenes em forma de elipse e espinhosas são verdes escuras na parte superior e verdes amarelas no inferior.
Tem como flore os amentinhos amarelos e como fruto a bolota tem uma cúpula e com escamas que terminam em ponta rígida.
O tipo de solo tem humidade média e é pobre em húmus.

terça-feira, 9 de março de 2010

Sobreiro ( Quercus suber )


O sobreiro (Quercus suber) é uma árvore que atinge até aos 15metros de altura e que tem origem no Oeste da Região Mediterrânica.


A copla do sobreiro é ampla e pouco densa. O tronco ramifica-se em grossas pernadas, revestidas por cortiça.


As suas folhas são persistentes de cor verde-escuras na página superior e na página inferior são esbranquiçadas sendo estas revestidas por pêlos e exibem dentes muito pequenos, sendo estes ovais. As folhas apresentam uma forma oval e podem atingir 2 a 10 cm de comprimento. As margens são denticuladas.


O fruto desta espécie de árvore é a bolota, sendo esta castanho-avermelhada com uma cupula, estando esta coberta de escamas.

Azinheira (Quercus rotundifolia)

Azinheira (Quercus rotundifolia)

A azinheira (Quercus rotundifolia) é uma árvore da família das Fagáceas que pode atingir 20m de altura e tem uma copa ampla e arredondada. O seu tronco é curto e tortuoso com casca acinzentada, parda, com fendas pouco profundas e ramos densos, oblíquos e sinuosos.


Tem folha persistente de forma oval ou elipse alongada e com cor verde-escura na página superior e uma cobertura de finos pêlos brancos na página inferior. As flores masculinas são pequenos cachos amarelos e as flores femininas são verde-acizentadas que no Verão dão lugar a bolotas (fruto) constituídas pelo aquénio e cúpula.


A azinheira cresce espontâneamente no nosso país em toda a área de influência mediterrânica. A sua madeira é dura e resistente à putrefacção.

O nosso rebentozinho

Fotografia do nosso rebento

Nasceu o nosso mais recente e primeiro rebentinho. Tem cerca de 5 cm de raiz e umas folhinhas muito bonitas a desabrochar. Demos-lhe o nome de carvalhinho por ser o primeiro e também por ser muito pequenino.

Actualmente, as condições atmosféricas, devido à constante geada, neve, granizo e chuva, os progressos do “nosso bebé” não são muito notáveis. Mas com muito carinho, água e melhores dias de calor que virão, ele poderá crescer saudável.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Carvalhiça/Carvalho Anão (Quercus lusitanica)

Carvalhiças/Carvalho Anão (Quercus lusitanica)

De nome científico Quercus lusitanica, a Carvalhiça pertence ao reino vegetal, família Fagaceae. Ao nível da morfologia externa apresenta-se na forma de um arbusto, de ramos prostrados, que forma normalmente matos rasteiros de cerca de 30cm.
As flores surgem entre Maio e Junho, agrupadas separadamente por sexo em espigas alongadas pendentes, designadas por amentilhos.
O seu fruto é a bolota e tem 10-15mm.
(folhas das Quercus lusitanica)


É uma espécie cujo habitat passa por zonas de clima suave, com solos arenosos, requerendo por vezes alguma humidade. Exemplos de habitat: Marrocos e Ocidente da Península Ibérica.

O estilo das folhas são opostas, compostas, imparipinuladas, com 25 a 30 cm de comprimento por 5-13 folíolos não peciolados, aproximadamente, lanceolados, sendo um deles o terminal, cada um com 3 a 9 cm de comp. e 0,8 a 2,5 cm de larg., acuminados, serrados e acunheados, com a página superior brilhante e verde mais escuro que na inferior.
















O ciclo de vida de um carvalho




















Esta imagem mostra o crescimento de um carvalho

O fruto de um carvalho é a sua bolota. Nessa bolota encontra-se uma pequena semente que irá cair na terra quando ficar madura e germinar se o local onde caiu tiver boas condições. Após germinar irá começar a formar-se um caule e as raízes começam a ramificar-se assegurando uma boa fixação e uma boa absorção de nutrientes. Mais tarde o tronco engrossa chegando a ter 7 metros de diâmetro e forma-se no topo da árvore uma grande copa. Este crescimento é lento e demora vários anos. Ao fim de muitos anos o carvalho deixa de crescer, as raízes deixam de absorver o necessário para o crescimento e manutenção do carvalho, a copa não expõe grande parte das folhas ao sol e o tronco não consegue suportar o peso da árvore. O carvalho tem mais dificuldade em obter alimento e é alvo de fungos e outra infestações que o debilitam, perfurando-lhe o tronco e transformando-o em celuloso sem resistência e o carvalho acaba por tombar.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Carvalho-das-Canárias (Quercus canariensis)



O carvalho-das-canárias (Quercus canariensis) é uma árvore robusta que pode atingir os 30m de altura.

Esta espécie de carvalho, de folha caduca, é originária da zona mediterrânica ocidental (Sul de Espanha, Porugal e África do Norte).

Apresenta uma copla ampla e densa, e as suas folhas variam entre os 6 cm e os 18 cm, de forma elíptica-ovada, com 9 a 14 pares de dentes sub-agudos. A casca é profundamente fissurada e de cor castanha acizentada.

É caracterizado pelo seu arqueamento, por ramos grossos que saem do tronco e um agachamento forte.

Em Portugal, o carvalho das canárias pode ser encontrado na serra de Monchique e pelo Alentejo Litoral.
Quercus canariensis é uma espécie considerada em risco de extinção, encontrando-se protegida.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Carvalho-Cerquinho (Quercus faginea)

Foto do Carvalho-Cerquinho (Quercus faginea)

O carvalho-cerquinho é uma árvore de folha caduca, a sua altura media é de 20 metros.

A copa é ampla, arredonda, com ramificação e folhagem abundante e densa.

O tronco é geralmente direito, podendo ser tortuoso.

As folhas são denominadas mascerescentes por se manterem muito tempo na árvore após terem murchado, bem como por se conservarem verdes durante o Inverno. Têm uma consistência rígida, com margens dentadas ou com recortes pouco acentuados. O seu comprimento longitudinal pode ir dos 2cm aos 11cm. A página inferior é de cor acinzentada e mantém uma pelagem estrelada e simples mesmo nas árvores adultas.

O seu fruto é a bolota cilíndrica e tem entre 15 a 33 mm.

A casca é acinzentada ou parda-acinzentada, com muitas gretas pouco profundas nos indivíduos mais velhos.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Carvalho-alvarinho (Quercus robur)



O carvalho-alvarinho é uma árvore de folha caduca que apresenta uma copa ampla, podendo ultrapassar os 40 metros de altura. Possui uma casca bastante espessa.

Tem preferência por climas temperados húmidos e solos frescos e profundos.

O seu período de vida é muito longo, podendo chegar aos milhares de anos.

O fruto é uma glande ovóide. A frutificação ocorre entre Setembro e Outubro.

(http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://www.aphotofungi.com)

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Que bolotas devo semear?


No "1º Dia Mundial da Bolota" - 10 de Novembro de 2009 - foram distribuídos 400 pacotinhos com bolotas de carvalho-negral para os alunos, funcionários e professores semearem um pouco por todo o lado.

Devem semear-se apenas as bolotas de espécies autóctones.

Existem várias espécies de carvalhos autóctones portuguesas. De um modo muito genérico, podemos indicar a distribuição das quatro mais representativas (pode consultar neste blog quais as espécies autóctones de Portugal e quais as introduzidas):

Carvalho-negral (Qurcus pyrenaica) - Interior a Norte do rio Tejo
Carvalho-alvarinho (Quercus robur) - Litoral a Norte do rio Tejo
Azinheira (Quercus ilex) - Interior a Sul do Tejo
Sobreiro (Quercus suber) - Litoral a Sul do Tejo

Semeie as bolotas recolhidas de árvores da mesma zona. Assim assegura que irão sobreviver às condições climáticas dessa região.