Foi num instante que recolhemos cerca de 50 kg de bolotas. Os carvalhos-negrais são árvores aneiras, ou seja, têm uma maior produção de dois em dois anos. Este foi um ano de grande produção e rapidamente realizámos a apanha das bolotas para as distribuírmos no Dia Mundial da Bolota.
Desta vez a recolha realizou-se num novo local, junto ao complexo desportivo da Covilhã. Convém salientar que desfrutamos de um luxo cada vez mais raro numa cidade... a cerca de 1km da escola encontramos ainda vários carvalhos que, apesar de não constituírem uma mancha florestal, contribuem decisivamente para o equilíbrio ambiental da nossa cidade. Esperamos este "bom ambiente" se mantenha por muitos anos.
Apesar da chuva miudinha nenhum dos participantes desanimou. Pelo contrário, a apanha foi feita ainda com maior vontade do que no ano anterior.
Então, até quinta-feira!
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Vem aí o Dia Mundial da Bolota - 10 de Novembro de 2011
Está quase! E este ano é muito especial. É a terceira vez que comemoramos esta dia, mas desta vez já não estamos sozinhos.
Um pouco por todo o lado existem pessoas com preocupações ambientais. É frequente encontrarmos iniciativas de plantação de carvalhos ou mesmo de germinação e propagação de bolotas. A ideia de estabelecer uma data tem como grande objectivo unir o que tem andado disperso e isolado.
Este ano, o Dia Mundial da Bolota vai ser comemorado em vários locais do nosso país. Alguns participantes já não são estreantes em iniciativas de recuperação ambiental. Outros, a pretexto desta data, meteram mãos à obra e aderiram a esta ideia.
Poderemos pensar que ainda somos poucos... mas ainda agora começámos a "germinar"! Para o ano seremos mais, certamente!
Um pouco por todo o lado existem pessoas com preocupações ambientais. É frequente encontrarmos iniciativas de plantação de carvalhos ou mesmo de germinação e propagação de bolotas. A ideia de estabelecer uma data tem como grande objectivo unir o que tem andado disperso e isolado.
Este ano, o Dia Mundial da Bolota vai ser comemorado em vários locais do nosso país. Alguns participantes já não são estreantes em iniciativas de recuperação ambiental. Outros, a pretexto desta data, meteram mãos à obra e aderiram a esta ideia.
Poderemos pensar que ainda somos poucos... mas ainda agora começámos a "germinar"! Para o ano seremos mais, certamente!
Aderentes "oficiais" do Dia Mundial da Bolota
E.E.B. 2/3 do Couto Mineiro do Pejão - Oliveira do Arda, Castelo de Paiva
Agrup. de Escolas de Figueira de Castelo Rodrigo
Santa Casa da Misericórdia de Oliveira de Azeméis
Inst. de Promoção Social de Bustos - Bustos, Oliveira do Bairro
E.S. Quinta das Palmeiras - Covilhã
E.B. 2/3 do Tortosendo - Tortosendo, Covilhã
Escola da Solum e Solum Sul - Coimbra
E.E.B. João Franco - Fundão
E.B. Álvaro Velho - Lavradio, Barreiro
E.S. Amato Lusitano - Castelo Branco
E.S. Amato Lusitano - Castelo Branco
Convém referir que apenas se encontram mencionados os aderentes "oficiais", ou seja, entidades/pessoas que devolveram a "ficha de incrição" com a autorização de publicação do seu nome. Noutros locais esta data também será comemorada, mas não os divulgamos por não nos sentirmos autorizados para tal.
Para todos bom trabalho e um grande obrigado pela vossa adesão.
sábado, 5 de novembro de 2011
Saída de campo para a recolha de bolotas - 8 de Novembro
No âmbito da disciplina de Biologia e Geologia, a turma A do 11º ano realizará uma saída de campo no dia 8 de Novembro em que, para além de conhecerem aspectos essenciais da nossa fauna e flora, os alunos recolherão bolotas de carvalho negral (Quercus pyrenaica) para posterior sementeira.
Relembra-se aqui o material necessário (atenção que poderá chover):
O percurso será feito a pé, saindo da escola em direcção à zona do complexo desportivo, regressando à escola. A partida será às 14h00, com chegada prevista para as 17h00.
Os alunos deverão levar o material necessário, já previamente combinado nas aulas, sendo acompanhados pelo professor Jorge Carecho.
Início da saída de campo para a recolha de bolotas em Novembro de 2010 - lembram-se do vendaval?
Relembra-se aqui o material necessário (atenção que poderá chover):
- Guarda-chuva;
- Impermeável;
- Calçado adequado e bem atado para ninguém torcer o pé;
- Um par de meias de reserva para quando regressarem à escola ficarem com os pés quentinhos - não se esqueçam que ainda vamos seleccionar as bolotas depois da saída de campo;
- 1 garrafão de água (vazio) por cada 4 ou 5 alunos para se colocarem as bolotas;
- Um pano de cozinha por aluno para secarem as bolotas depois de seleccionadas;
- A boa disposição e vontade de trabalhar do costume!
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Apresentação PPTX do Dia Mundial da Bolota
Na nossa escola existem alguns monitores onde se divulgam regularmente informações internas para os alunos. Uma das formas de promover o Dia Mundial da Bolota tem sido a passagem de uma apresentação nesses monitores alguns dias antes de 10 de Novembro.
No primeiro ano que fizémos a divulgação era frequente ouvir-se comentários, tais como "O quê? Já há um dia mundial para as bolotas?", mas a mensagem foi passando e agora, para além de já quase ninguém estranhar, muitos alunos têm perguntado se este ano vai ocorrer a distribuição das bolotas. Como se costuma dizer, no inicio estranha-se e depois entranha-se.
Deixamos aqui um link para a apresentação que iremos utilizar este ano. Se acharem conveniente, poderão utilizar na vossa escola/instituição. É uma apresentação muito simples que pode ser editada do modo que acharem mais conveniente e adequada ao contexto da vossa comunidade.
No primeiro ano que fizémos a divulgação era frequente ouvir-se comentários, tais como "O quê? Já há um dia mundial para as bolotas?", mas a mensagem foi passando e agora, para além de já quase ninguém estranhar, muitos alunos têm perguntado se este ano vai ocorrer a distribuição das bolotas. Como se costuma dizer, no inicio estranha-se e depois entranha-se.
Deixamos aqui um link para a apresentação que iremos utilizar este ano. Se acharem conveniente, poderão utilizar na vossa escola/instituição. É uma apresentação muito simples que pode ser editada do modo que acharem mais conveniente e adequada ao contexto da vossa comunidade.
domingo, 30 de outubro de 2011
Bolotas engarrafadas!
Este ano vamos utilizar um novo recipiente para a recolha de bolotas. Usaremos garrafões de água, nos quais lhes faremos alguns furos nos lados e no fundo para que possa existir ventilação e para que o excesso de água escoe.
Os garrafões são mais robustos que os sacos de plástico utilizados noutros anos, mas a principal vantagem que antevemos é o facto de podermos controlar melhor a quantidade de bolotas que vão sendo recolhidas.
Determinámos a quantidade de bolotas de carvalho-negral que cabem num garrafão de 5l de água. Para isso, colocámos 100 aquénios de cada vez. Couberam mais de 500 (aproximadamente 100 bolotas/l).
No post anterior aludiu-se à quantidade de bolotas por kg. No entanto, no campo com vários alunos, não conseguimos saber com grande precisão a quantidade recolhida, a menos que se leve uma balança - tipo dinamómetro - mas neste caso teremos que andar constantemente a pesar vários sacos. Com os garrafões basta um olhar para fazemos essa estimativa .
Existe, no entanto, um inconveniente... para retirar as sementes dos garrafões necessitamos de uma dose q.b. de paciência uma vez que elas só saem uma a uma, ou de um canivete... pois teremos que destruir o garrafão!
(Nota: não utilizem garrafas de plástico como recipiente pois muitas bolotas não passam através do gargalo).
Os garrafões são mais robustos que os sacos de plástico utilizados noutros anos, mas a principal vantagem que antevemos é o facto de podermos controlar melhor a quantidade de bolotas que vão sendo recolhidas.
Determinámos a quantidade de bolotas de carvalho-negral que cabem num garrafão de 5l de água. Para isso, colocámos 100 aquénios de cada vez. Couberam mais de 500 (aproximadamente 100 bolotas/l).
No post anterior aludiu-se à quantidade de bolotas por kg. No entanto, no campo com vários alunos, não conseguimos saber com grande precisão a quantidade recolhida, a menos que se leve uma balança - tipo dinamómetro - mas neste caso teremos que andar constantemente a pesar vários sacos. Com os garrafões basta um olhar para fazemos essa estimativa .
Existe, no entanto, um inconveniente... para retirar as sementes dos garrafões necessitamos de uma dose q.b. de paciência uma vez que elas só saem uma a uma, ou de um canivete... pois teremos que destruir o garrafão!
(Nota: não utilizem garrafas de plástico como recipiente pois muitas bolotas não passam através do gargalo).
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Qual a quantidade de bolotas que devo recolher?
Quem pela primeira vez procede à recolha de bolotas para a sua distribuição no "Dia Mundial da Bolota" depara-se com a seguinte dúvida "Qual a quantidade que devo recolher?".
O peso médio de cada bolota depende muito da espécie. Uma única árvore produz bolotas de pesos muito diversificados. A idade da planta, as condições ambientais, a época do ano e as características individuais de cada carvalho influenciam também o peso de cada bolota.
Deixamos aqui um exemplo de 4 aquénios de carvalho-negral.
Apesar de serem sementes da mesma espécie, o peso e aspecto de cada uma difere bastante. Da esquerda para a direita o peso respectivo é 10g/10g/6g/3g. Note-se que a segunda bolota a contar da esquerda é a de maiores dimensões mas não é a que apresenta maior peso pois já foi parcialmente comida (nota-se um buraquito).
Na recolha de bolotas de uma determinada espécie devemos, se possível, apanhar sementes de várias árvores para obtermos pequenos carvalhos geneticamente diversificados. As bolotas recolhidas terão pesos diferentes, mas em cada espécie existe um número médio de sementes que perfazem 1kg:
Sobreiro: 150 a 200 bolotas/kg - com 1kg enchemos cerca de 10/13 pacotinhos, cada um com 15bolotas
Azinheira: 350 a 400 bolotas/kg - com 1kg enchemos cerca de 23/26 pacotinhos, cada um com 15 bolotas
Carvalho-negral: 200 a 250 bolotas/kg - com 1kg enchemos cerca de 13/16 pacotinhos, cada um com 15 bolotas
Carvalho-alvarinho: 250 a 300 bolotas/kg - com 1kg enchemos cerca de 16/20 pacotinhos, cada um com 15 bolotas
Carvalho-cerquinho: 350 a 400 bolotas/kg - com 1kg enchemos cerca de 23/26 pacotinhos, cada um com 15 bolotas
Carvalho-de-monchique: 300 a 350 bolotas/kg - com 1kg enchemos cerca de 20/23 pacotinhos, cada um com 15 bolotas
Carrasco: 300 a 350 bolotas/kg - com 1kg enchemos cerca de 20/23 pacotinhos, cada um com 15 bolotas
Carvalhiça: 450 a 500 bolotas/kg - com 1kg enchemos cerca de 20/23 pacotinhos, cada um com 15 bolotas
Vejamos este caso prático... Se pretendermos distribuír pacotinhos com bolotas a 5 turmas, cada uma com 26 alunos, necessitamos de 130 pacotinhos. Caso as bolotas sejam de carvalho-negral - 1kg dá para 13 pacotinhos - necessitamos de 10 kg (pode parecer muito, mas esta quantidade recolhe-se rapidamente).
Claro que nos pacotinhos vão ser colocadas apenas as bolotas que estão em perfeitas condições. Convém por isso recolher mais do que o peso referido (12-15 kg, por exemplo) de modo a compensar as perdas.
O peso médio de cada bolota depende muito da espécie. Uma única árvore produz bolotas de pesos muito diversificados. A idade da planta, as condições ambientais, a época do ano e as características individuais de cada carvalho influenciam também o peso de cada bolota.
Deixamos aqui um exemplo de 4 aquénios de carvalho-negral.
Apesar de serem sementes da mesma espécie, o peso e aspecto de cada uma difere bastante. Da esquerda para a direita o peso respectivo é 10g/10g/6g/3g. Note-se que a segunda bolota a contar da esquerda é a de maiores dimensões mas não é a que apresenta maior peso pois já foi parcialmente comida (nota-se um buraquito).
Na recolha de bolotas de uma determinada espécie devemos, se possível, apanhar sementes de várias árvores para obtermos pequenos carvalhos geneticamente diversificados. As bolotas recolhidas terão pesos diferentes, mas em cada espécie existe um número médio de sementes que perfazem 1kg:
Sobreiro: 150 a 200 bolotas/kg - com 1kg enchemos cerca de 10/13 pacotinhos, cada um com 15bolotas
Azinheira: 350 a 400 bolotas/kg - com 1kg enchemos cerca de 23/26 pacotinhos, cada um com 15 bolotas
Carvalho-negral: 200 a 250 bolotas/kg - com 1kg enchemos cerca de 13/16 pacotinhos, cada um com 15 bolotas
Carvalho-alvarinho: 250 a 300 bolotas/kg - com 1kg enchemos cerca de 16/20 pacotinhos, cada um com 15 bolotas
Carvalho-cerquinho: 350 a 400 bolotas/kg - com 1kg enchemos cerca de 23/26 pacotinhos, cada um com 15 bolotas
Carvalho-de-monchique: 300 a 350 bolotas/kg - com 1kg enchemos cerca de 20/23 pacotinhos, cada um com 15 bolotas
Carrasco: 300 a 350 bolotas/kg - com 1kg enchemos cerca de 20/23 pacotinhos, cada um com 15 bolotas
Carvalhiça: 450 a 500 bolotas/kg - com 1kg enchemos cerca de 20/23 pacotinhos, cada um com 15 bolotas
Vejamos este caso prático... Se pretendermos distribuír pacotinhos com bolotas a 5 turmas, cada uma com 26 alunos, necessitamos de 130 pacotinhos. Caso as bolotas sejam de carvalho-negral - 1kg dá para 13 pacotinhos - necessitamos de 10 kg (pode parecer muito, mas esta quantidade recolhe-se rapidamente).
Claro que nos pacotinhos vão ser colocadas apenas as bolotas que estão em perfeitas condições. Convém por isso recolher mais do que o peso referido (12-15 kg, por exemplo) de modo a compensar as perdas.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Armazenamento de bolotas - um novo dispositivo
Um dos principais objetivos deste blog é a partilha de experiências de todo o tipo de trabalhos que se podem desenvolver na germinação e propagação de carvalhos autóctones. A experiência e a experiementação dão-nos sempre ideias para inovações. Por vezes conseguimos, mas nem sempre.
Deixamo-vos aqui um novo método para o armazenamento de bolotas...
Geralmente, a quantidade de sementes que podemos recolher é bastante elevada, mas a sua guarda prolongada causa-lhes desidratação e as lagartas que nelas se desenvolvem produzem imensos estragos. Já nos aconteceu que no espaço de 3 semanas mais de 60% das bolotas recolhidas se deterioraram irremediavelmente.
Uma das soluções para o seu armazenamento é a colocação num frigorifico. O frio inibe o desenvolvimento de lagartas, mas não na sua totalidade. O ambiente dentro deste electrodoméstico é um pouco agressivo para as bolotas na medida que facilmente as desidrata. Mas os maiores problemas são o pouco espaço disponivel que o frigorifico de nossa casa nos oferece e o surgimento totalmente indesejado de lagartas no seu interior - estas lagartas conseguem mesmo roer um saco.
Queremos armazenar uma grande quantidade de bolotas, mantendo-as num ambiente com elevada humidade e livrar-mo-nos das lagartas. Estamos a experiementar um dispositivo que, aparentemente, responde a estes desafios.
Este dispositivo é bastante simples de montar. É necessário apenas um balde (ou outro contentor), um saco de rede, um pano e um pouco de água.
Após a seleccção das bolotas em água (as boas ficam no fundo), examine-as novamente para eliminar as que apresentam furos. As restantes coloque-as dentro do saco de rede, sem as deixar secar.
Prenda o saco de rede à asa do balde de modo a que a sua parte inferior fique a cerca de 10 cm do fundo do balde. Despeje água de modo a obter um nível com cerca de 5 cm de profundidade. Tape com um pano. Acondicione o recipiente num local fresco, escuro e com alguma humidade, tal como uma garagem
Este dispositivo permitiu que a humidade no seu interior permanecesse cerca 30-40% acima da humidade relativa do ar circundante (esta medição foi efetuada com um higrómetro). Para além disso, as lagartas que saem das bolotas não se espalham na divisão onde se encontram as sementes pois caem para a água. Não observámos desenvolvimento de fungos nas bolotas. No espaço de duas semanas as perdas foram inferiores a 2%. Ainda desconhecemos a eficácia deste mecanismo para o armazenamento a longo prazo (até à primavera), mas a curto prazo (armazenamento durante 1 mês) parece-nos ser eficaz.
Deixamo-vos aqui um novo método para o armazenamento de bolotas...
Geralmente, a quantidade de sementes que podemos recolher é bastante elevada, mas a sua guarda prolongada causa-lhes desidratação e as lagartas que nelas se desenvolvem produzem imensos estragos. Já nos aconteceu que no espaço de 3 semanas mais de 60% das bolotas recolhidas se deterioraram irremediavelmente.
Uma das soluções para o seu armazenamento é a colocação num frigorifico. O frio inibe o desenvolvimento de lagartas, mas não na sua totalidade. O ambiente dentro deste electrodoméstico é um pouco agressivo para as bolotas na medida que facilmente as desidrata. Mas os maiores problemas são o pouco espaço disponivel que o frigorifico de nossa casa nos oferece e o surgimento totalmente indesejado de lagartas no seu interior - estas lagartas conseguem mesmo roer um saco.
Queremos armazenar uma grande quantidade de bolotas, mantendo-as num ambiente com elevada humidade e livrar-mo-nos das lagartas. Estamos a experiementar um dispositivo que, aparentemente, responde a estes desafios.
Este dispositivo é bastante simples de montar. É necessário apenas um balde (ou outro contentor), um saco de rede, um pano e um pouco de água.
Prenda o saco de rede à asa do balde de modo a que a sua parte inferior fique a cerca de 10 cm do fundo do balde. Despeje água de modo a obter um nível com cerca de 5 cm de profundidade. Tape com um pano. Acondicione o recipiente num local fresco, escuro e com alguma humidade, tal como uma garagem
Este dispositivo permitiu que a humidade no seu interior permanecesse cerca 30-40% acima da humidade relativa do ar circundante (esta medição foi efetuada com um higrómetro). Para além disso, as lagartas que saem das bolotas não se espalham na divisão onde se encontram as sementes pois caem para a água. Não observámos desenvolvimento de fungos nas bolotas. No espaço de duas semanas as perdas foram inferiores a 2%. Ainda desconhecemos a eficácia deste mecanismo para o armazenamento a longo prazo (até à primavera), mas a curto prazo (armazenamento durante 1 mês) parece-nos ser eficaz.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Recolha de bolotas promovida pela QUERCUS - Núcleo Regional da Guarda
O Núcleo Regional da Guarda da Quercus vai promover uma apanha de bolotas no próximo dia 15 de Outubro.
Muitas destas bolotas serão distribuídas em diversas escolas na comemoração do "Dia Mundial da Bolota".
Participem nesta excelente iniciativa!!!
Muitas destas bolotas serão distribuídas em diversas escolas na comemoração do "Dia Mundial da Bolota".
Participem nesta excelente iniciativa!!!
domingo, 9 de outubro de 2011
Inscrição no "Dia Mundial da Bolota"
No próximo dia 10 de Novembro vamos comemorar o "Dia Mundial da Bolota".
Para aderir a esta iniciativa preencha o seguinte formulário:
Obtenha aqui as instruções para a construção de pacotinhos para as bolotas...
...e instruções para a sua elaboração.
Para aderir a esta iniciativa preencha o seguinte formulário:
Obtenha aqui as instruções para a construção de pacotinhos para as bolotas...
...e instruções para a sua elaboração.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
O manual da Bolota 2011 - Obtenha aqui a versão integral (em pdf)
Após a publicação parcial ao longo de vários dias do "Manual da Bolota 2011" disponibilizamos agora a versão integral em pdf.
Faça o download deste manual neste link...
...ou numa das caixas laterais (lado direito).
Boas sementeiras!
Faça o download deste manual neste link...
...ou numa das caixas laterais (lado direito).
Boas sementeiras!
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
"O Manual da Bolota 2011" - Bichos... e outros percalços
Aprender com a experiência
Lagartas
As bolotas são os locais escolhidos por alguns insectos para que a sua descendência se desenvolva. Por isso, quando se guardam as bolotas, mesmo quando sujeitas a tratamento para eliminar estas “pragas”, irão surgir “visitantes” indesejados capazes de furar papel, cartão e sacos de plástico, podendo aparecer em locais menos próprios. Quanto maior for o tempo entre a recolha e a sementeira, e se a temperatura de acondicionamento for elevada, mais lagartas surgirão.
Cada bolota é um ser vivo único. Apesar dos carvalhos as produzirem em grande quantidade, apenas uma pequena parte delas originará uma árvore ou arbusto adulto. Não são, por isso, seres programáveis ou obedientes às nossas ordens e desejos. Para cada uma existiria um procedimento próprio e singular, impossível de ser totalmente conhecido.
Apesar deste manual pretender ser um auxiliar para o sucesso da sua germinação e propagação, só com a prática se vão conseguindo, de ano para ano, melhorar os procedimentos e adaptá-los às especificidades de cada espécie e de cada local. Por isso, não desanime se nem tudo correr logo como deseja. Analise o que terá feito correctamente e pense em soluções para melhorar. O importante é nunca desistir!Lagartas
As bolotas são os locais escolhidos por alguns insectos para que a sua descendência se desenvolva. Por isso, quando se guardam as bolotas, mesmo quando sujeitas a tratamento para eliminar estas “pragas”, irão surgir “visitantes” indesejados capazes de furar papel, cartão e sacos de plástico, podendo aparecer em locais menos próprios. Quanto maior for o tempo entre a recolha e a sementeira, e se a temperatura de acondicionamento for elevada, mais lagartas surgirão.
A espera
Nem todas as bolotas que semeou irão germinar, mesmo que as condições e procedimentos tenham sido perfeitos. E cada uma germinará ao seu ritmo.Os carvalhos são plantas de crescimento lento. Não espere encontrar, após poucos anos, uma floresta no local onde semeou ou plantou os pequenos carvalhos. Vai demorar mais algum tempo.
sábado, 24 de setembro de 2011
"O Manual da Bolota 2011" - Os pequenos carvalhos
Época de germinação
Após a dormência durante o Inverno, grande parte das bolotas germinarão. Algumas começam a exibir o caulículo (parte aérea) logo no início de Fevereiro ou mesmo antes, outras dão sinal de vida apenas em finais de Junho. Convém esclarecer que quando a parte aérea se torna visível já a germinação se tem iniciado, mas não é visível, pois a primeira estrutura a surgir é a radícula que se desenvolve para o interior do solo.
Ervas daninhas
Muitas escolas e instituições plantam simbolicamente uma árvore no “Dia da árvore” que corresponde ao início da Primavera. Curiosamente, para os tipos climatéricos existentes em Portugal Continental, não é uma data aconselhável. O final do Outono e o início do Inverno são as melhores épocas. Se possível, para as espécies de folha caduca ou marcescente (folha que seca sem se desprender da árvore), plante as pequenas árvores após a queda das folhas (ou após secarem, nas espécies marcescentes).
Árvores e arbustos
Ao longo deste manual tratámos os nossos carvalhos autóctones como se todos eles fossem árvores, o que não é verdade. Sabemos que as actividades de requalificação ambiental são mais atractivas se na nossa mente o resultado final for uma floresta bem desenvolvida. No entanto, alguns dos nossos carvalhos – Quercus coccifera (carrasco) e Quercus lusitanica (carvalhiça) – que não ultrapassam o porte arbustivo, são também eles elementos fundamentais dos nossos ecossistemas e “merecem” a mesma atenção que os restantes, apesar de em adultos nunca se tornarem tão majestosos e imponentes.
Após a dormência durante o Inverno, grande parte das bolotas germinarão. Algumas começam a exibir o caulículo (parte aérea) logo no início de Fevereiro ou mesmo antes, outras dão sinal de vida apenas em finais de Junho. Convém esclarecer que quando a parte aérea se torna visível já a germinação se tem iniciado, mas não é visível, pois a primeira estrutura a surgir é a radícula que se desenvolve para o interior do solo.
Ervas daninhas
Surgirão, certamente, outras plantas nos vasos ou no viveiro. Convém que sejam retiradas manualmente (monda manual). No entanto, se ainda não estiver familiarizado com o aspecto de um pequeno carvalho “recém-nascido”, não realize esta acção sob pena de o destruir. Espere que alguns carvalhos despontem. Poderá confirmar que o aspecto das suas folhas e a sua maior consistência os distinguem das herbáceas que aí se desenvolveram. Proceda então à monda.
Rega
Mantenha o solo húmido mas não encharcado. A frequência desta acção varia consoante as condições ambientais e a espécie em causa. Não espere que as pequenas plantas apresentem sinais de secura. No entanto, a rega excessiva também desidrata as plantas.Época e local de plantação
Com este procedimento, os seus pequenos carvalhos serão definitivamente colocados na Natureza. A escolha do local é fundamental para o futuro desenvolvimento das árvores (reveja o item “Semear no campo”).Muitas escolas e instituições plantam simbolicamente uma árvore no “Dia da árvore” que corresponde ao início da Primavera. Curiosamente, para os tipos climatéricos existentes em Portugal Continental, não é uma data aconselhável. O final do Outono e o início do Inverno são as melhores épocas. Se possível, para as espécies de folha caduca ou marcescente (folha que seca sem se desprender da árvore), plante as pequenas árvores após a queda das folhas (ou após secarem, nas espécies marcescentes).
Plantação definitiva
Na véspera regue os carvalhos que vai plantar. A plantação definitiva implica traumatismos na raiz. De modo a diminuir o impacto neste órgão, a planta deve ser retirada do vaso (ou do solo – veja “Extracção das árvores de um viveiro”) com muito cuidado e plantada juntamente com o torrão de terra que a envolve.
Abra uma cova um pouco mais profunda do que o torrão de terra que envolve a raiz. Coloque um pouco do solo superficial no fundo da cova. Insira a raiz de modo a que o início da parte aérea da planta fique ligeiramente abaixo da superfície. Calque a terra para que a planta não possa ser arrancada. Se possível, regue novamente os carvalhos.Extracção das árvores de um viveiro
É um procedimento invasivo que deve ser feito com muito cuidado. Insira uma pá obliquamente de modo a retirar a raiz. Para atenuar os efeitos de uma manipulação inexperiente, aconselhamos que não separe a raiz do torrão de terra que a envolve. A porção a retirar deverá ter o dobro ou o triplo de comprimento da parte aérea. Coloque num saco ou recipiente, mantendo a planta vertical e assegurando que a raiz não desidrata. Este processo requer que a árvore passe para o local da plantação definitiva o mais brevemente possível.Árvores e arbustos
Ao longo deste manual tratámos os nossos carvalhos autóctones como se todos eles fossem árvores, o que não é verdade. Sabemos que as actividades de requalificação ambiental são mais atractivas se na nossa mente o resultado final for uma floresta bem desenvolvida. No entanto, alguns dos nossos carvalhos – Quercus coccifera (carrasco) e Quercus lusitanica (carvalhiça) – que não ultrapassam o porte arbustivo, são também eles elementos fundamentais dos nossos ecossistemas e “merecem” a mesma atenção que os restantes, apesar de em adultos nunca se tornarem tão majestosos e imponentes.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
"O Manual da Bolota 2011" - A rega das bolotas
Hidratação do embrião
Se a sementeira tiver sido efectuada no campo, a água da chuva será a forma natural das sementes permanecerem hidratadas. No entanto, se as semeou num local próximo de si (ex. no seu jardim) poderá regá-las com regularidade.Se a sementeira for em vasos ou mesmo em viveiro, a rega é absolutamente essencial. Não é necessário encharcar as sementes. Este tratamento não implica a sua germinação mais rápida mas é fundamental para manter alguma (e não demasiada) humidade no solo, o que mantém o conteúdo hídrico da semente. Sem água no seu interior a bolota não se conserva e, chegada a Primavera, não germinará.
Frequência e cuidados na rega
A frequência deste procedimento deve adequar-se às condições do meio – localização, época do ano, permeabilidade do terreno, etc. Importa manter o solo sempre húmido mas não encharcado.A colocação da água, que não deverá ser calcária, deve ser cuidadosa para evitar o arrastamento da terra. Regue, de preferência, de manhã ou ao final da tarde.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
"O Manual da Bolota 2011" - A sementeira das bolotas
Tipo de solo
Sugerimos quatro modalidades: recolha e sementeira imediata; selecção para semear no campo; selecção para semear em viveiro; e selecção para semear em vasos.
Tenha atenção ao tipo de solo, orientação das encostas, disponibilidade de luz e água no local. Se possível, semei-as num local que replique as condições que existiam no bosque onde as recolheu. Cada espécie de carvalho ocupa um nicho ecológico próprio.
Semear em viveiro
Semear em vasos
Observe o tipo de solo em que os carvalhos de onde recolheu as bolotas vivem. A menos que note sinais de subdesenvolvimento, esse tipo de substrato será indicado.
Os nossos carvalhos autóctones são, de um modo geral, pouco exigentes relativamente à constituição do solo. Com excepção do sobreiro, carvalho-alvarinho, carvalho-negral e carvalho-de-monchique que não toleram terrenos calcários, mesmo em solos esqueléticos algumas espécies sobrevivem.
Para a sementeira em vaso/viveiro não é necessário comprar terra de jardim. Desde que o solo não seja muito compacto e argiloso (neste caso poderá misturá-lo com alguma matéria orgânica) ou demasiado pedregoso e que não retenha água, quase todos os tipos se adequam. Claro que quanto melhor for o substrato maior será o sucesso da germinação e do desenvolvimento das jovens árvores, mas não se esqueça que existem muitos outros factores. O teor de humidade no interior da semente é absolutamente essencial – um bom solo sem pequenas regas frequentes será uma desilusão.
Profundidade de sementeira
As bolotas devem ser semeadas horizontalmente, sem a cúpula, a uma profundidade 1 a 2 vezes o seu comprimento, consoante o local onde se efectua.Modalidades de sementeira
Recomendamos sempre a sementeira no Outono. Para semear na Primavera é necessário acondicionar adequadamente as sementes, o que no caso das bolotas nem sempre é fácil.Sugerimos quatro modalidades: recolha e sementeira imediata; selecção para semear no campo; selecção para semear em viveiro; e selecção para semear em vasos.
Sementeira após a selecção
O ideal é semear as bolotas o mais rapidamente possível. Contudo, podem ser acondicionadas no frigorífico, num recipiente que permita que “respirem”, para serem semeadas até algumas (poucas) semanas após a colheita. No entanto, devem ser sempre asseguradas condições que mantenham o embrião - no interior da bolota - com humidade adequada. Se o embrião desidratar não germinará.Semear no campo
As bolotas semeadas no campo ficam sujeitas à predação por aves e mamíferos. Convém, neste caso, colocar 3 bolotas (sem cúpula) em cada cova, a uma profundidade de 2 a 3 vezes o comprimento da semente, e depois de cobertas com terra, calcar o solo que as cobre. Deste modo ficarão menos acessíveis aos predadores e, caso sejam descobertas, talvez alguma do trio escape.Tenha atenção ao tipo de solo, orientação das encostas, disponibilidade de luz e água no local. Se possível, semei-as num local que replique as condições que existiam no bosque onde as recolheu. Cada espécie de carvalho ocupa um nicho ecológico próprio.
De um modo geral, evite locais demasiado expostos à luz ou com demasiada sombra, locais muito encharcados ou encharcáveis assim como muito secos. Atente à existência de outras árvores que retirem luz ou que, tal como o eucalipto, não permitem o desenvolvimento de outras plantas.
Por fim, analise a zona de sementeira com a seguinte perspectiva – se considerar que será sujeita a agressões tais como o pastoreio, limpeza de mato, entre outros, não avance com a tarefa, pois os pequenos carvalhos que irão germinar serão destruídos antes de apresentarem um porte arbóreo. Se possível, contacte uma entidade pública (câmara municipal, junta de freguesia, parque natural, entre outros) ou um particular que possua um terreno e que esteja interessado na preservação ambiental.
Semear em viveiro
Se semear no chão num local protegido – viveiro – abra covas em fileira, colocando uma bolota por cova, de profundidade 1 a 2 vezes o seu comprimento. Mantenha algum espaço entre elas de modo a que quando se obtiverem pequenas árvores estas possam ser retiradas com a raiz, individualmente, sem interferirem com as outras (espaçadas 15cm entre si). Convém calcar o solo e no Inverno cobrir o local com folhas ou palha para as proteger da geada.
Semear em vasos
A sementeira em vasos permite a germinação das bolotas em qualquer casa. As pequenas plantas crescem e desenvolvem-se junto a nós, o que para muitas pessoas é motivador.
Os vasos poderão ser qualquer tipo de recipiente. Uma garrafa de plástico ou um pacote de leite serve perfeitamente. Convém abrir-se 2 ou 3 pequenos furos na parte inferior para escoar o excesso de água e colocar estes recipientes numa espécie de tabuleiro estanque que funcione como colector.A sementeira em vasos tem ainda a vantagem de na altura da plantação as pequenas árvores estarem aptas a serem transportadas. Acresce que estes recipientes podem ser mudados de lugar em qualquer altura, o que pode ser necessário na eventualidade de o sítio escolhido inicialmente não se demonstrar o mais adequado.
Nesta modalidade, enche-se cada recipiente com terra até cerca de 5cm do topo, coloca-se 1 bolota, e tapa-se com terra o equivalente ao comprimento da semente. Junte os diversos recipientes num mesmo local – o “bolotário”.Localização do “bolotário” ou do viveiro
O local do viveiro ou onde se colocam os vasos deverá ter exposição solar, sem ser excessiva (evitar a exposição a Sul), assim como estar protegido contra os ventos dominantes e animais que possam alimentar-se das bolotas ou dos pequenos carvalhos.quarta-feira, 21 de setembro de 2011
"O Manual da Bolota 2011" - A selecção das bolotas
A recolha de bolotas no campo nunca é muito selectiva. É preferível apanhar uma grande quantidade do que sermos muito selectivos e no final do dia chegarmos a casa “de mãos a abanar”.
Selecção em casa ou no laboratório
Separe a cúpula do aquénio. Para elegermos as boas sementes devemos colocá-las num recipiente com água. As boas bolotas são como os ovos… ficam no fundo. As que flutuam já não estão em condições.
Seleccione as que ficaram no fundo. Verifique-as novamente eliminando aquelas que apresentam buracos ou fungos (após este procedimento poderá passar directamente para a fase de secagem).
Para “matar o bicho”
Neste momento já tem bolotas muito boas! No entanto, ainda poderá melhorar a sua qualidade. Mesmo que não sejam observáveis buracos, algumas ainda estão infectadas com insectos que as utilizam como alimento.
A sua eliminação é muito simples e não requer qualquer tratamento químico. Coloque-as cerca de 2 horas em água a 45ºC. Lembre-se que quando as colocar nesta água morna a temperatura diminui. Reaqueça-a e inicie a contagem das 2 horas quando a água atingir novamente os 45ºC.
Secagem
Espalhe as sementes de modo a que percam o excesso de água do seu exterior. Pode limpá-las com um pano, mas evite a sua exposição ao sol. Tenha atenção que esta secagem deve ser muito ligeira. Este procedimento não deverá provocar qualquer desidratação no interior das bolotas, servindo apenas para que estas não ganhem fungos enquanto não são semeadas ou para que possam ser colocadas em pacotinhos de papel para serem distribuídas.
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