quinta-feira, 14 de junho de 2012

50.000 visualizações!

No final do dia 7 de junho o nosso contador de visitantes atingiu as 50.000 visualizações (os acessos do administrador e restantes autores não são contabilizados).

Este blog foi criado no dia 19 de Novembro de 2009. No entanto, a contagem das visualizações de página iniciou-se apenas a 1 de Julho de 2010, ou seja, há cerca de 2 anos.

A maioria dos acessos provém de Portugal (cerca de 35.000) e do Brasil (cerca de 12.000), havendo também centenas de acessos provenientes dos Estados Unidos, Espanha, França, Alemanha, Rússia e Itália… talvez seja este o primeiro passo para a internacionalização do Dia Mundial da Bolota.


Muitos visitantes contactam-nos através do nosso e-mail, procurando informações sobre a germinação de bolotas,  reflorestação com carvalhos ou como implementar projectos de educação ambiental em escolas. A consulta do Manual da bolota e o Dia Mundial da Bolota têm também contribuído para as consultas ao blog.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

O carrasco do nosso bolotário

O carrasco (Quercus coccifera) é um arbusto que se encontra um pouco por todo o país, com exceção do Minho e Douro Litoral. Na Beira Baixa pode ser encontrado em regiões de elevada influência mediterrânea. Nunca o encontrámos na Covilhã. Como queríamos ter mais uma espécie de Quercus na nossa escola, semeámos algumas bolotas recolhidas perto de Condeixa-a-Nova. Queríamos também averiguar até que ponto as condições climatéricas da nossa cidade permitiriam a germinação destas sementes.

Quercus coccifera - exemplar único ou o primeiro de muitos?

Após uma longa espera, eis que há cerca de duas semanas, o primeiro (e até agora único) carrasco despontou. Ainda nos parece um pouco cedo para retirar conclusões fiáveis... outros carrascos poderão ainda despontar. Mas esta espécie consegue germinar na Covilhã. No entanto, em cerca de vinte sementes, apenas uma teve sucesso. Talvez o frio e a geada tenham um significativo papel inibidor do seu desenvolvimento.

Convém sublinhar que a germinação de uma bolota não implica o sucesso de um carvalho. O estio e os próximos rigores invernais irão determinar a sobrevivência deste espécime. Mas ainda que vingue por cá, teremos que analisar outro aspeto fundamental... será capaz de se reproduzir e originar descendência? Aguardemos... mais alguns anos...

domingo, 3 de junho de 2012

Habitat e distribuição dos castanheiros (Castanea sativa)

Os castanheiros (Castanea sativa) têm como habitat lugares frescos de regiões montanhosas. Atingem os 1800m de altitude, desenvolvendo-se, geralmente, em solos siliciosos e soltos.
Os castanheiros são originários dos Balcãs, Ásia menor e Cáucaso. Foram introduzidos noutras regiões devido ao seu fruto, tais como a região mediterrânea, o centro e oeste da Europa, Canárias, Madeira, Açores. Na Península Ibérica encontra-se em toda a região Norte (rara nos Pirinéus) e ao longo das montanhas do centro e do Sul.
Nota: o estudo de grão de pólen com alguns milhares de anos sugerem que esta espécie pode ser autóctone da Península Ibérica.

Bibliografia: Flora ibérica
                  Portugal-Atlas do Ambiente


Nota: o castanheiro não produz bolotas, mas é uma espécie da mesma família dos carvalhos (Fagaceae). Partilha com eles várias semelhanças morfológicas, anatómicas e ecológicas. Em muitos locais os castanheiros e os carvalhos-negrais ocupam os mesmos habitats.

sábado, 2 de junho de 2012

Habitat e distribuição do carvalho-de-monchique (Quercus canariensis)


O carvalho-de-monchique (Quercus canariensis) constitui bosques de pequenas dimensões, podendo ser encontrado juntamente com sobreiros, carvalhos-negrais e outras espécies. Este carvalho tem preferência por solos siliciosos e descarbonatados.
Normalmente, encontra-se até aos 700m de altitude e em casos mais raros até aos 1000m.
Esta árvore distribui-se pelo Sul e Este da Península Ibérica e noroeste de África, em enclaves frescos e abrigados, tais como na serra de Monchique, Andaluzia ocidental, Serra Morena e na Catalunha.

(Acedo C. 2004)

Referências:
Acedo C., 2004. Taxonomia del gereno Quercus
Flora Iberica
Portugal - Atlas do Ambiente.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Habitat e distribuição do carrasco (Quercus coccifera)


O carrasco (Quercus coccifera) é um arbusto que habita terrenos calcários, secos, pedregosos e, com menor frequência, terrenos com maior teor em sílica. Esta espécie forma matos densos e intrincados, encontrando-se em altitudes entre os 0 e os 1200m, que em muitos casos representam formações secundárias resultantes da degradação de azinhais.
O seu habitat natural localiza-se nas regiões mediterrânicas, especialmente na zona ocidental. Esta espécie constitui uma parte importante da vegetação do Sul e Este da Península Ibérica, sendo raro encontrá-los noutra zona da Península. 


                                                                (Acedo C.,2004)
Bibliografia:
- Acedo C., Taxonimia del genero Quercus
- Flora Iberica
- Portugal - Atlas do Ambiente

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Habitat e distribuição do carvalho-cerquinho (Quercus faginea subsp. broteroi)

O carvalho-cerquinho (Quercus faginea subsp. broteroi) é uma espécie característica do litoral centro e sul, encontrando-se maioritariamente na Península Ibérica. Em Portugal, distribui-se pelas Beiras, Estremadura, Alentejo e Algarve.
Habita preferencialmente margens de rios e ribeiros, encostas e fundos de vales, preferindo um clima mediterrâneo temperado e relativamente chuvoso. Distribui-se até aos 1000m de altitude, geralmente em solos ricos em sílica ou pobres em calcário.


(Acedo C., 2004)

Bibliografia:
Acedo C., 2004 - Taxonomia del genero Quercus
Flora Iberica
Portugal-Atlas do Ambiente

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Habitat e distribuição do pedamarro (Quercus faginea subsp. faginea)

O pedamarro (Quercus faginea subsp. faginea) pode encontrar-se em zonas de clima mediterrânico-continental e submediterrânico, em altitudes que vão dos 200 aos 1900m. Apesar desta espécie se desenvolver em todos os tipos de solo, demonstra alguma preferência por solos calcários e argilosos, em condições de humidade de transição entre o carvalho-alvarinho e a azinheira.
É a subespécie de Quercus faginea que tem maior área de distribuição, sendo mais comum no centro-norte da Península Ibérica.
(Acedo C., 2004)

Bibliografia:
Acedo C., 2004 - Taxonomia del genero Quercus
Flora Iberica
Portugal-Atlas do Ambiente

terça-feira, 29 de maio de 2012

Habitat e distribuição da azinheira (Quercus illex subsp. ballota)

A azinheira (Quercus ilex subsp. ballota) encontra-se normalmente em ambientes secos, sendo pouco exigente quanto à natureza do solo. Habita principalmente zonas de clima mediterrânico de influência continental, que se caracterizam por um longo período de secura estival e oscilações térmicas diárias e anuais elevadas.
Na Península Ibérica esta espécie distribui-se até aos 1400m de altitude, não sendo encontrada apenas em zonas de elevada influência atlântica e nas zonas costeiras excessivamente áridas do sudoeste da península.

(Acedo C. ,2004)

Bibliografia: 
Acedo C., 2004 - Taxonomia del genero Quercus
Flora Iberica
Portugal - Atlas do Ambiente 

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Habitat e distribuição da carvalhiça (Quercus lusitanica)

A carvalhiça (Quercus lusitanica) pode ser encontrada sob pinheiros e sobreiros ou em matagais, até altitude de 600m. Habita terrenos ricos em sílica, preferindo solos arenosos em zonas de clima suave.
A sua distribuição é maioritariamente na Península Ibérica e Marrocos. Na Península Ibérica pode ser encontrada na zona ocidental da Andaluzia, sendo muito raro na Galiza. Em Portugal, habita na zona mais ocidental do centro e sul de Portugal, bem como, desde o vale do Tejo até ao sul da Beira Baixa.


(Acedo C. ,2004)

Bibliografia:
-Acedo C., 2004 Taxonomia del genero Quercus
-Flora Ibérica
-Portugal - Atlas do ambiente

domingo, 27 de maio de 2012

Habitat e Distribuição do Carvalho-negral (Quercus pyrenaica)


Os carvalhos-negrais (Quercus pyrenaica) formam bosques de grande extensão, situados em solos ricos em sílica e, mais raramente, em solos calcários.
Desenvolvem-se em climas sub-atlânticos ou ibérico-continental e distribuem-se entre os 400 e 1600 metros de altitude, substituindo progressivamente as azinheiras.
Distribuem-se na Península Ibérica, em especial na metade Norte, no oeste e sudoeste de França, e em Marrocos.
                                                             (Acedo C., 2004 )
Bibliografia:
Acedo C., 2004- Taxonomia del genero Quercus
Flora Ibérica
Portugal - Atlas do Ambiente

sábado, 26 de maio de 2012

Habitat e distribuição do carvalho-alvarinho (Quercus robur)

Os carvalhos-alvarinhos (Quercus robur) distribuem-se principalmente em solos ácidos, profundos e frescos. Na ausência destes, desenvolvem-se em solos argilosos e densos. Prefere climas com períodos longos de chuva, em que a época seca do verão não seja muito prolongada.
Estes carvalhos encontram-se facilmente na parte Norte e Noroeste da Península Ibérica, atingido altitude de 1300m. Na Europa, predomina nas partes Oeste e Norte, estendendo-se até aos montes Balcãs, Urais e Cáucaso.

(Acedo C. 2004)

                                                      

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Habitat e distribuição do sobreiro (Quercus suber)


O sobreiro (Quercus suber), de todas as árvores do território português, é a que atinge maior expansão, formando bosques extensos. Encontra as condições propícias ao seu desenvolvimento em zonas frescas e abrigadas, com solos férteis, pouco compactados e permeáveis, ricos em silício.
É uma espécie altamente adaptada ao clima mediterrânico. A sua área de distribuição está concentrada na região do mediterrâneo ocidental, sendo muito característica em algumas zonas do nosso país.

(Acedo C.,2004)
Referências:
Acedo C.,2004.Taxonomia del genero Quercus;
Flora Ibérica;
Portugal - Atlas do Ambiente.


sexta-feira, 27 de abril de 2012

As bolotas demoram a germinar... e são um pouco "envergonhadas"

O despontar da parte aérea resultante da germinação de uma bolota é, frequentemente, muito lenta. A exposição solar, o teor em água no solo, a temperatura, a profundidade a que a semente se encontra, entre outros fatores, poderão influenciar o tempo que as primeiras folhas demoram a "espreitar" à superfície.

Este ano a germinação das nossas sementes tem sido mais lenta que em anos anteriores. Mas a paciência deve ser o ambiente que envolve o desenvolvimento de espécies de crescimento lento, como são os carvalhos. Por expêriencia própria sabemos que algumas bolotas só dão sinais de germinação em Junho!!! Há que saber esperar...

Mas não pensem que a vida debaixo do solo é monótona. Quando surgem os primeiros tecidos fotossintéticos de uma bolota já há muito a raíz iniciou o seu desenvolvimento.

Por estes dias dissecámos um dos nossos "bolotinhos" em que aparentemente nada se passava, ou seja, não havia qualquer indício do desenvolvimento da semente.

Olhando de cima para este "bolotinho" ficamos um pouco desapontados... as bolotas parecem ter desistido de germinar!

Mas se procurármos melhor, e como o recipiente é transparente, por vezes é possivel observar a raíz se olharmos lateralmente.

Afinal há vida no solo!

Com muito cuidado retirámos alguma da terra que se encontrava mais acima (é um procedimento que se deve evitar pois corre-se o risco de danificar irreversivelmente a germinação da bolota).

Surpreendidos???
A parte aérea desta bolota já se encontra em crescimento. Não era visivel à superfície devido à profundidade a que foi colocada. Mas cá está ela!!!

Retirámos a planta totalmente do recipiente. Reparem no comprimento da raíz.

A raíz já está tão desenvolvida que por não ter mais espaço para crescer em profundidade começou a enrolar-se no fundo do "bolotinho".

As bolotas parecem ser um pouco "envergonhadas". Saibamos esperar.

ATENÇÂO: continuem a regar todos os vasos. Esta demonstração deve ser evitada (ou então utilizem apenas um vaso) pois este procedimento pode danificar o pequeno carvalhito. No caso de a realizarem, coloquem a bolota novamente num vaso e reguem abundantemente de modo a evitar a desidratação da raíz.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A influência do clima na germinação das bolotas

As condições ambientais provocam ritmos de germinação distintos. Esta dedução empírica tem agora uma expressão mais tangível visto que a ligação entre três bolotários distintos nos permitiu realizar essa verificação.

Bolotário da E. B. Álvaro Velho - Lavradio, Barreiro
(um blog muito bom para se seguir: http://alvarovelho.net/cefjard/)

Na E. B. Álvaro Velho as bolotas de sobreiro e carvalho-cerquinho já germinaram. A parte aérea dos sobreiros despontou logo em janeiro enquanto que a dos restantes carvalhos surgiu mais tarde, em fevereiro e março. As temperaturas mais amenas do concelho do Barreiro deverão ter estado na origem deste desenvolvimento mais precoce. Os sobreiros do bolotário da Covilhã continuam sem dar sinais de vivacidade. Esperam, certamente, pelas tempearturas mais favoráveis dos dias primaveris, reservando-se para uma época em que a possibilidade de geada seja nula.

Bolotário da E.E.B. João Franco - Fundão

 
Na nossa escola temos algumas sementes a germinar no interior do edificio. Mas estas bolotas de carvalho-negral não foram colocadas aí imediatamente após a sua colheita. A sua sementeira foi tardia, tendo passado algum tempo no frigorífico. Em mais de quarenta vasos só observamos a germinação em dois. No bolotário da E.E.B. João Franco os acontecimentos têm sido bem mais empolgantes. Logo no final de janeiro os pequenos carvalhos-negrais começaram a despontar. A sala onde estavam, descrita como "muito solarenga e quentinha", terá certamente ajudado na rápida germinação, assim como os atentos cuidados que as bolotas receberam.
Bolotário "interior" da E.S. Quinta das Palmeiras - Covilhã

A Covilhã e o Fundão são localidades muito próximas, sem diferenças climatéricas significativas. As variações no ritmo da germinação estarão, muito provavelmente, relacionadas com o tempo de exposição das bolotas às baixas temperaturas que terão sido responsáveis pelo atraso no despontar das primeiras folhas.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A influência da altitude no desenvolvimento dos órgãos dos carvalhos-negrais

O carvalho-negral é uma árvore de altitude. É raro abaixo dos 400m. O seu nome científico, Quercus pyrenaica, reflete a visão que o classificador, o botânico  alemão Karl Ludwing von Willdenow, tinha desta espécie. Devido à ocorrência desta espécie nessa cordilheira montanhosa, nas suas descrições refere que este carvalho "Habitat in Pyrenaeis" .



Carvalhos-negrais a cerca de 950m de altitude.
Na maioria dos indivíduos ainda não há sinais do desenvolvimento das primeiras folhas.

Não obstante da apetência do carvalho-negral pelas altitudes elevadas - na Peninsula Ibérica pode encontrar-se acima dos 2000m - o desenvolvimento das primeiras folhas e das estruturas reprodutoras é mais tardio por lá. Provavelmente, o principal fator associado à altitude são as baixas temperaturas que adiam o despontar destes órgãos.



Carvalhos-negrais a cerca de 600m de altitude.
As primeiras folhas já se encontram bem desenvolvidas em quase todos os indivíduos...

 ... assim como as primeiras inflorescências.

No mesmo dia tivemos a oportunidade de percorrer uma encosta com vários núcleos de carvalhos-negrais. As árvores com as copas mais frondosas ocorriam sobretudo a menor altitude enquanto que mais acima a maioria teimava em não libertar as folhas secas do ano anterior. Essas cairão definitivamente assim que despontarem as novas.


Giesta-branca (Cytisus multiflorus) - arbusto muito comum em zonas de distribuição natural do carvalho-negral e da azinheira. Em altitudes menores, muitos individuos exibem todas as suas flores. Esta giesta, a cerca de 950m, era a única que já apresentava alguma floração.

Este efeito da altitude, ao qual provavelmente está associada a temperatura, não afeta exclusivamente o carvalho-negral. Experimentem observar, num dia que façam uma viagem, as diferenças na floração das urzes, das estevas e das giestas ou as copas dos carvalhos, castanheiros e freixos. É um padrão que se repete. Quando já não encontrarem uma flor subam uma serra... pode ser que ainda vão a tempo!

quarta-feira, 21 de março de 2012

O Dia da Árvore - as primeiras folhas

Comemora-se hoje em Portugal o "Dia da Árvore" e estes seres também  parecem comemorar esta data. É por esta altura que nas espécies de folha caduca e/ou marcescente começam a despontar as primeiras folhas.

Este ano, devido à forte seca, há um pormenor que convém salientar: em muitas espécies, as folhas recém formadas são geralmente mais tomentosas (cobertas de pêlos) do que as mais velhas.

O tomento mais desenvolvido revela uma adaptação decisiva para o desenvolvimento destes órgãos. As jovens folhas perdem água com grande facilidade. A cutícula, que ainda se encontra em formação, ainda não é muito eficaz na conservação da água dentro da folha. A função do tomento torna-se assim crucial.

Uma densa camada de pêlos em redor da folha mantém a humidade à sua volta e diminui a acção desidratante do vento, muito comum nesta época. Esta "mini-atmosfera" húmida criada pelo tomento evita o emurchimento precoce da folha, permitindo o seu bom desenvolvimento.

 Carvalho-de-monchique do nosso "bolotário" - as primeiras folhas desta primavera vêm aumentar a copa deste pequeno exemplar 

 O carvalho-negral na Serra da Estrela - nos poucos carvalhais que ainda restam as primeiras folhas do ano apresentam uma coloração original, embora efémera

quinta-feira, 1 de março de 2012

Os "bolotinhos"

Depois da invenção dos "bolotões", surge agora a descoberta dos "bolotinhos".
O processo de construção é exatamente o mesmo, mas as garrafas a reutilizar não são de 1,5 l. São de 33 ou 50 cl.


Estas novas "mini-mini-estufas" surgiram para testar o seguinte... existirão diferenças na germinação de bolotas dentro ou fora de casa? Haverá uma significativa discrepância no sucesso, no ritmo de desenvolvimento e no inicio da germinação? Serão mais saudaveis os pequenos carvalhos? Quando posteriormente colocados no exterior essas pequenas árvores germinadas em condições "mais arificiais" serão menos resistentes?
Para testar estes aspectos decidimos, há algumas semanas atrás, realizar a germinação "indoor". Devido à falta de espaço (e também porque já não tinhamos mais garrafas de litro e meio) efectuou-se a sementeira nestes "bolotinhos". Aguardemos os resultados.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Plantação atrasada

Ainda não procedemos à plantação dos carvalhos germinados das bolotas recolhidas no Outono de 2010.

Tinhamos previsto realizá-la no final do Outono de 2011. Nessa altura os pequenos carvalhos, que cresceram durante a Primavera e o Verão, encontravam-se em repouso vegetativo - estavam sem folhas, preparadas para os rigores de Inverno. Seria a altura ideal para os plantar pois ainda existe alguma tempo para a acomodação das raízes antes de o solo gelar.

No entanto, devido à elevada secura que se tem verificado, foi necessário adiar a plantação. Vamos esperar que a chuva tenha saudades daqueles dias mais sombrios.

Monitorização da seca meteorológica 2011/2012 pelo Instituto de Meteorologia de Portugal

Na zona da Covilhã o clima exibe uma influência mediterrânea, tal como nas restantes vertentes de baixa altitude expostas a Este e Sul na Serra da Estrela. As plantações de Primavera não são tão indicadas como as do fim de Outono devido à secura estival que logo se avizinha. Mas, devido às condições excepcionais de seca moderada/severa que estamos a sentir, e com a possibilidade de ainda ocorrer alguma precipitação significativa, a plantação na Primavera poderá vir a ter maior sucesso... esperemos!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A germinação precoce das bolotas será prejudicial ao seu desenvolvimento?

As nossas bolotas ficaram acondicionadas num local em que a humidade se manteve bastante elevada (ver post de 19 de Outubro de 2011). Como consequência muitas ficaram cobertas de fungos, mas nem por isso deixaram de se mostrarem viáveis após a sua imersão em água.

Preparação dos "bolotões" para a sementeira das bolotas

Outra consequência da elevada humidade foi a germinação precoce de algumas bolotas. Terão alguma viabilidade? Se as semearmos serão mais facilmente afectadas pelas baixas temperaturas ou, pelo contrário, será um procedimento que favorece o seu desenvolvimento? Mais algumas semanas e já teremos respostas!

Registo da contagem das bolotas (germinadas precocemente e por germinar)

Carvalho-negral, sobreiro e carrasco - observa-se uma "resposta" diferente ao acondicionamento em condições de elevada humidade

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O tratamento térmico será prejudicial para as bolotas de carvalho-negral?

A eliminação de insectos que se alimentam de bolotas pode ser efectuada através de um tratamento térmico, colocando-as em água cerca de 2 horas a 45ºC. Este procedimento encontra-se testado com sucesso em bolotas de sobreiro (Quercus suber).

Separação das bolotas em dois grupos: germinadas precocemente e por germinar

Devido às características metabólicas semelhantes que existem entre as bolotas das várias espécies de carvalhos, supõe-se que este tratamento seja igualmente eficaz para as sementes do carvalho-negral (Quercus pyrenaica). Mas nada como experimentar...

Sementeira nos "bolotões"

Semeámos hoje várias bolotas de carvalho-negral, previamente tratadas termicamente, de modo a avaliar o sucesso da sua germinação. Neste lote, encontravam-se também algumas bolotas germinadas precocemente... será que a sua capacidade germinativa será afectada ou, pelo contrário, desenvolver-se-ão com maior vigor? Dentro de algumas semanas teremos a resposta.

As novas "bolotas" deste projecto!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Quercus pyrenaica e outras espécies (continuação)

Recebemos um comentário muito pertinente sobre a germinação de bolotas de Q. coccifera (ver post de 20 de Janeiro de 2012). Como esta espécie não é autóctone na Serra da Estrela o comentário revela alguma preocupação com o facto de se estar a introduzir uma espécie que, apesar de ser autóctone em Portugal, é exótica nesta serra. A defesa da floresta autóctone é um dos pilares em que assenta o nosso projecto. Felizmente existem muitas outras pessoas com o mesmo tipo de preocupação.
Por motivos técnicos (algo no blogger por configurar?) não conseguimos responder a este comentário. Mas esta questão merece um post próprio. Aproveitamos e revelamos um pouco do futuro de bologta…

A anterior publicação deste blog não é clara quanto ao motivo da germinação de bolotas de Q. coccifera. A sua germinação tem dois motivações fundamentais:


Quercus coccifera (carrasco)

A experimentação: verificar se as condições ambientais da Covilhã são favoráveis à germinação de bolotas desta espécie em viveiro e acompanhar a viabilidade do seu desenvolvimento. Se a germinação for bem sucedida, alguns destes carrascos serão plantados na nossa escola. Esta espécie não será plantada na Serra da Estrela pois, apesar de ser autóctone de alguns locais da Beira Baixa e da Beira Alta, não se encontra neste maciço. Apesar de, provavelmente, os mecanismos naturais de dessiminação de sementes (ex: aves) já terem trazidos bolotas desta espécie para esta serra, elas nunca originaram indivíduos adultos reprodutores pois as condições do meio são-lhe desfavoráveis.

Carrascal na Serra de Sicó

Jardim “bolotânico” na escola: na nossa escola existem alguns espaços onde podem ser plantadas algumas árvores. Nesses locais é viável a plantação de diferentes espécies de carvalhos autóctones – arbóreas e arbustivas. Deste modo teremos as várias espécies presentes em território nacional e que constituem o principal pilar da maioria dos nossos ecossistemas florestais. No nosso bolotário já existe um exemplar de uma espécie de carvalho natural apenas de algumas regiões do Sul de Portugal, o carvalho-de-monchique, a nossa primeira "importação" para o futuro jardim "bolotânico".

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Quercus pyrenaica e outras espécies

O carvalho-negral (Quercus pyrenaica) tem sido o nosso carvalho de eleição. É a espécie de Quercus  mais abundante na zona da Covilhã. Ainda encontramos vários exemplares, a pouco mais de meia hora a pé da nossa escola, o que torna fácil a recolha das suas sementes.


As bolotas guardadas foram novamente seleccionadas...

Este ano, para além do carvalho-negral,  utilizámos bolotas de outras espécies. O sobreiro ( Quercus suber), a azinheira (Quercus  ilex) e o carrasco (Quercus  coccifera) fazem agora parte do nosso bolotário. Vamos ver como se vão dar pelos ares aqui da Serra da Estrela.


... e contadas para determinarmos o sucesso da germinação de cada espécie.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Sementeira de bolotas (versão 2011-2012)

Neste ano lectivo só nos foi possivel realizar a sementeira das bolotas já em pleno Inverno.


Sementeira tardia mas animada

Este facto não deve ser encarado negativamente. O nosso conhecimento sobre o desenvolvimento das bolotas baseia-se bastante na experimentação. Este ano estaremos particularmente atentos à germinação destas sementes colocadas tardiamente na terra. Existirão diferenças significativas? A taxa de germinação será assim tão diferente do normal ou quase que não se notarão diferenças? O processo de acondicionamento das bolotas foi adequado?


Será que este grupo foi o que semeou mais bolotas...

É deste modo que se constrói o conhecimento ... experimentado, observando, medindo e testando novas situações! Assim teremos ainda mais um motivo para seguir um processo para nós já tão banal. Fiquem atentos!


... ou terá sido este?

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Quanto cresce um carvalho-negral no primeiro ano de vida?

O ritmo de crescimento de uma árvore depende de diversos factores. Existem condicionantes intrínsecas - as características genéticas individuais - e extrínsecas que condicionam o desenvolvimento de cada carvalho. Destas últimas salientam-se a disponibilidade de água e outros nutrientes, a exposição solar, os efeitos de possiveis predadores e doenças.

Estes dois pequenos carvalhos-negrais foram semeados no mesmo dia - em Novembro de 2010. O tipo de solo utilizado, a frequência da rega, a exposição solar e o local de desenvolvimento foram idênticos. No entanto, o crescimento foi bem distinto.

O caule do carvalho mais pequeno cresceu apenas cerca de 8 cm, tendo a copa um diâmetro máximo de cerca de 5 cm.
O caule do carvalho maior cresceu cerca de 22 cm e a copa atinge cerca de 16 cm de diâmetro.

Como as condições ambientais foram semelhantes, o diferente grau de desenvolvimento deve-se, muito provavelmete, às características genéticas individuais.

Carvalhos-negrais adultos da mesma idade apresentam também diferentes alturas. Alguns permanecem com um porte arbustivo enquanto que outros atingem mais de 25 metros de altura.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O "Dia Mundial da Bolota" na Santa Casa da Misericórdia de Oliveira de Azeméis

A cidade de Oliveira de Azeméis foi "brindada" com o Dia Mundial da Bolota.

Os meninos e as meninas da Santa Casa da Misericórdia semearam as bolotas em vasinhos. Agora é só esperar pela primavera para ver os pequenos carvalhitos a espreitar.
Obrigado aos pequenos participantes e à educadora Eliana Pinto que levou o Dia Mundial da Bolota para Oliveira de Azeméis.