quarta-feira, 12 de junho de 2013

O nosso bolotário mudou de sítio

O sol e as temperaturas amenas ajudam à germinação das bolotas e são essenciais ao bom desenvolvimento dos pequenos carvalhos. Uma boa disponibilidade de água é fundamental para a manutenção de um viveiro.

Este ano temos muitas dezenas de carvalhos para cuidar, o que torna pouco viável a rega com um regador.

A nossa experiência ensinou-nos que o sol quente da Beira-Baixa pode ser demasiadamente agressivo para os pequenos carvalhitos, podendo-lhes ser fatal ou, ao invés do pretendido, inibir-lhes o seu desenvolvimento nos meses de maior calor.

O local ideal para que as nossas pequenas árvores passem melhor o verão deverá ter alguma sombra e grande disponibilidade de água.

Procurámos, na nossa escola, um local com estas características... e não foi nada difícil de encontrar! Debaixo de uma árvore adulta que providência uma boa sombra, num local onde existe rega automática, eis a nova localização do nosso bolotário!


A nova localização do nosso bolotário - sombra e rega automática - um resort de verão para os nossos carvalhitos!

Os carvalhitos têm-se dado lindamente neste novo local e têm crescido a um bom ritmo.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Onde deverei plantar carvalhos com vista à recuperação ambiental?

As plantações com vista à recuperação ambiental deverão ser efetuadas em locais com as seguintes características:

- Pertencerem à área de distribuição natural da espécie;

- Apresentarem as condições ambientais (solo e clima, entre outras) nas quais a espécie se desenvolva. Quando encontrar exemplares dessa espécie observe as condições do meio. Tente depois encontrar essa mesmas condições noutro local;

- Não serem locais muito perturbados ou sujeitos a grande perturbações. Zonas que são frequentemente desmatadas e/ou sujeitas a intenso pastoreio ou agricultura não são indicadas;

- Não deverão existir muitos exemplares da espécie a plantar. Se isso acontecer, a regeneração ocorre naturalmente, não necessitando de repovoamento;
Os "plantadores" da Escola Secundária Quinta das Palmeiras - fevereiro de 2013

Tenham sempre presente que os melhores defensores (ou destruidores) das árvores são os proprietários dos terrenos. Contactem-os antes de procederem a uma plantação.

Aconselhamos que as plantações sejam efetuadas em terrenos públicos. Para tal deverão contactar uma Junta de Freguesia, uma Câmara Municipal ou outra instituição com intervenção na área ambiental (Parque Natural, Quercus, entre outros).

Os habitats de montanha são excelentes escolhas para a rearborização com espécies autóctones.
Encontram-se, frequentemente, desflorestadas; ocorre menor atividade agrícola; apresentam maior disponibilidade de água ao longo do ano.

Temos recebido relatos de que, por vezes, algumas destas instituições colocam entraves à plantação de árvores ou, pelo menos, tornam este processo tão burocrático que pode levar a alguma desmotivação. Mas a grande maioria presta um grande auxílio a estas iniciativas.

Também podem optar por contactar os organizadores do movimento "Plantar Portugal" (http://www.plantarportugal.org/) da sua área ou procurar on-line outras pessoas ou organizações que colaborem na recuperação ambiental.

Já agora, enviem os contactos dessas organizações para o nosso e-mail (bologta@gmail.com) de modo a podermos disponibilizar essa informação.

Boas plantações

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Ainda não plantei os meus carvalhitos. O que fazer com eles?

Este inverno chuvoso não foi muito convidativo para a realização de atividades ao ar livre, tais como a plantação dos carvalhitos que germinaram das bolotas distribuídas no Dia Mundial da Bolota.

Muitos participantes neste evento têm agora várias pequenas árvores em casa que ainda não foram plantados. O que fazer com elas?

Estes dois carvalhitos (e muitos outros) só serão plantados no próximo outono

Apesar de já estarmos em abril, ainda podem ser plantados em locais onde o solo esteja com um elevado conteúdo em água e que mantenha um nível de hidratação suficientemente elevado durante o verão (consulte o post  "Como plantar uma árvore" http://bologta.blogspot.pt/2013/01/como-plantar-uma-arvore.html).

Alguns carvalhos, tais como o carvalho-negral (Quercus pyrenaica) e o carvalho-alvarinho (Quercus robur) desenvolvem-se bem nas proximidades de cursos de água.

Dois carvalhitos com a mesma idade mas com tamanhos diferentes.
Um recipiente maior permite um melhor crescimento.

Outra possibilidade, mais aconselhável, é a sua manutenção em vasos durante o verão. A mudança para um recipiente maior permite um maior desenvolvimento do sistema radicular e, consequentemente, da parte aérea. É necessário, no entanto, prestar atenção a alguns pormenores:

- a rega deve ser regular e não deve realizar-se na altura mais quente do dia;

- durante a primavera os carvalhitos devem apanhar sol direto; no verão deverão ficar mais resguardados, sob uma sombra;

- se permanecerem no interior de uma habitação esse local não deverá ser muito quente - há a tendência para se pensar que ao estar abrigado da luz está protegido do calor... mas locais com sombra podem estar bem mais quentes do que os expostos diretamente ao sol;

- os vasos, especialmente recipientes transparentes, facilmente sobreaquecem com a exposição excessiva ao sol, destruindo-se as raízes mesmo com elevada disponibilidade de água no solo;

- se possível, transplantar os carvalhos para vasos maiores, tendo o cuidado de perturbar pouco a raiz, regando abundantemente antes e depois do processo.

terça-feira, 16 de abril de 2013

As primeiras folhas nesta primavera

O desenvolvimento das primeiras folhas dos carvalhos é um acontecimento sempre marcante. Independentemente do calendário astronómico, são as modificações nos seres vivos - e consequentemente na paisagem - que nos mostram o início da primavera.

Um carvalho-negral em plena renovação foliar (já agora, conseguem encontrar o cuco?)

Apesar de ser sempre do mesmo modo, os carvalhos-negrais (Quercus pyrenaica) são especialmente capazes de nos surpreender nesta mudança de estação. A intensidade da cor de algumas folhas e sua densidade tomentosa perder-se-à com o avanço da primavera. Mas agora é a altura de desfrutar... ou então esperar pelo próximo ano.

As folhas jovens são rosadas e muito tomentosas em ambas as páginas

Para os botânicos, esta época é fundamental. A floração de muitas plantas e várias características morfológicas são observáveis apenas nesta estação. Aproveitem-na!

Folhas jovens, raminhos, gemas e, brevemente, as flores - caractrísticas a observar na primavera

terça-feira, 9 de abril de 2013

Quanto pode pesar o aquénio de uma bolota?

As maiores bolotas dos carvalhos autóctones portugueses são de carvalho-negral (Quercus pyrenaica). As dimensões médias dos aquénios (o aquénio corresponde à bolota sem a cúpula) variam entre os 15 a 45 mm de comprimento por 10 a 25 mm de largura. Um aquénio "jeitoso" de carvalho-negral pesa cerca de 10g, mas a maioria apresenta um peso inferior. A maioria das espécies nacionais apresentam dimensões menores.

A variedade intraespecífica e as condições edafo-climáticas de um local influenciam, dentro de certos limites, as dimensões de uma semente.

Esta bolota foi recolhida de um carvalho-negral na freguesia do Ferro, concelho da Covilhã, durante o mês de novembro As restantes bolotas eram também de grande dimensões (cerca de 15g cada aquénio), mas esta era realmente gigante - 20,41g. Para nós, um verdadeiro record!


Esta bolota já foi semeada. Estamos agora um pouco na espectaitva... como será o carvalho que resultará da sua germinação? Desenvolver-se-à melhor do que os outros? Aguardemos...

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Arkive publica fotografias de Bologta

Conhecem Arkive (http://www.arkive.org/)? Esta organização sem fins lucrativos e de acesso livre, pretende ser um arquivo fotográfico e videofónico com informação científica sobre todas as espécies de seres vivos, tendo uma especial preocupação com espécies ameaçadas e/ou endemismos de distribuição restrita.

Em 2011 publicámos neste blog um post sobre um endemismo da Serra da Gardunha (Fundão) - a abrótea (Asphodelus bento-rainhae) - que partilha o seu restrito habitat com o carvalho-negral (Quercus pyrenaica), carvalho-alvarinho (Quercus robur) e castanheiro (Castanea sativa):




Em meados de 2012 fomos contactados por esta organização de modo a publicarem no seu site as nossas fotografias desta espécie, respeitando os direitos de autor. E lá estão elas em:


Arkive - um site a conhecer e explorar

segunda-feira, 1 de abril de 2013

O ciclo do sobreiro - Quercus suber

O sobreiro (Quercus suber) é oficialmente, desde o dia 22 de dezembro de 2011, a árvore nacional de Portugal.

As qualidades ambientais, económicas e sociais desta espécie são impressionantes... o montado é um sistema agro-silvo-pastoril que assegura elevados índices de biodiversidade, situação cada vez menos frequente nos sistemas agrícolas, pecuários ou florestais modernos.

O valor económico e social desta espécie é igualmente relevante. Ao contrário de outros tipos de produção florestal, em que a presença do Homem quase que só se nota na altura do abate, o montado permite o desenvolvimento de atividades económicas que criam riqueza e emprego direto (pequária, extração de cortiça) e indireto (comercialização de animais para consumo e transformação da cortiça) nas zonas onde existem montados de sobro.

A polivalência da cortiça é mundialmente famosa pela sua utilização em rolhas, como isolante acústico e térmico e mais recentemente em vestuário e acessórios, sendo um produto totalmente natural e biodegradável.


Deixamos aqui uma ilustração infográfica sobre o ciclo do sobreiro.
O original encontra-se em http://www.ciencia20.up.pt/attachments/article/531/RECinfo.pdf

quinta-feira, 21 de março de 2013

21 de Março - Dia da Árvore e Dia da Floresta

Comemora-se hoje, dia 21 de março, o Dia da Árvore e o Dia da Floresta.

Apesar de já não ser a melhor altura para a plantação de árvores em zonas de clima com influência mediterrânea - talvez este ano até seja uma exceção devido à elavada precipitação - muitas pessoas e organizações irão promover este tipo de atividades. Esperemos que o façam abundantemente... mas com espécies autóctones.

Para assinalármos esta data, deixamos aqui um vídeo surpreendente - o nascimento de um carvalho!


Este vídeo encontra-se no youtube em http://www.youtube.com/watch?v=ejw00NlVlVk

terça-feira, 19 de março de 2013

Será que os carvalhitos nos vasos estão vivos?

Os carvalhos de folha caduca ficam num estado vegetativo durante o inverno. Alguns parecem não querer acordar desta letargia. Como é conveniente plantá-los antes que a primavera surja em pleno, torna-se, por vezes, difícil perceber se os pequenos carvalhitos que passaram o inverno nos vasos sobreviveram a esta época mais rigorosa. A ausência das folhas torna esta tarefa aparentemente difícil.

As gemas deste pequeno carvalho-negral encontram-se em perfeitas condições. O caule está de excelente saúde, caso contrário não teria esta pigmentação esverdeada, sinal da sua capacidade fotossintética.

As folhas irão desenvolver-se a partir das gemas - este tema já foi abordado neste blog (http://bologta.blogspot.pt/2011/03/de-onde-surgem-as-folhas-num-carvalho.html).
Se as gemas estiverem bem de saúde então a planta está viva e, mais cedo ou mais tarde, surgirão as primeiras folhas.

O topo deste carvalhito já estava  "seco", mas na sua base existem provas da sua vitalidade - as gemas irão desenvolver-se formando pequenos ramos ou novas folhas.

Mesmo assim, e pela nossa experiência - sobretudo com o carvalho-negral (Quercus pyrenaica) - mesmo que toda a parte aérea da planta esteja morta, quer pela adversidade do tempo quer por ação dos herbívoros, frequentemente surgem da bolota que ainda se encontra enterrada no solo novas projeções que irão formar novos caules e despontarão novas folhas.

Apesar de aparentemente morto, este pequeno carvalho-negral foi plantado na natureza. Existe uma grande probabilidade de se regenerar a partir de células ainda vivas da parte subterrânea.

Nas nossas plantações utilizamos também os pequenos carvalhos que parecem já ter morrido. Frequentemente ficamos surpreendidos com o "ressuscitar" de alguns exemplares. Nunca menosprezem um pequeno carvalho. A sua resistência e resiliência são algumas das suas principais características.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A Serra da Estrela já tem mais carvalhos

No meio de blocos graníticos e de encostas nevadas, poucas são as árvores autóctones portuguesas que fazem desses locais o seu habitat. Mas é destes sítios ermos e frios que o carvalho-negral (Quercus pyrenaica) é originário. Apesar de surgir a menores altitudes - geralmente não menos de 400 metros - é o Quercus autóctone que por maiores altitudes se aventura.

Alunos do 12º ano cheios de vontade de plantar carvalhos.

A neve como fundo... é a Serra da Estrela com a sua roupa de inverno.

O nosso bolotário serviu de viveiro para os pequenos carvalhos que ocupam agora esta zona da Serra da Estrela. Muitas desta pequenas árvores já têm dois anos. Outras apenas um. Mas todas apresentavam uma raiz bem desenvolvida e já necessitavam de mais solo para crescerem convenientemente. 

Um trabalha afincadamente... mas a pose para a fotografia também faz parte da atividade.

Solos graníticos bem desenvolvidos.
Facilmente os nossos carvalhitos (e as nossas bolotas) irão criar raízes profundas.


A secura do último inverno não foi convidativa para a sua plantação. Ao invés, este ano, a elevada precipitação das últimas semanas e a presença de neve que lentamente irá derreter e hidratar generosamente o solo, tornam favorável a plantação e sementeira de carvalhos-negrais. Esta espécie é um carvalho de montanha, resistente ao frio e à neve, bem adaptado à altitude.


A paisagem ainda será melhor, e biologicamente mais rica, quando ficar um pouco mais arborizada, com espécies autóctones, claro!

Juntinhos estavam mais quentinhos!

Os participantes, alunos do 12º A, que nos últimos dois anos tantas bolotas recolheram e semearam, também eles bem adaptados (agasalhados) ao frio, despediram-se deste projeto com esta plantação. Muitos, provavelmente, irão repetir este tipo de iniciativa no futuro, e contribuir para requalificação ambiental de que todos nós necessitamos e dependemos.

Apesar de tão perto da Covilhã, o local da plantação foi uma descoberta para muitos participantes. E que paisagem encontraram!

60 carvalhos-negrais e 130 bolotas da mesma espécie. Um pequeno contributo para a recuperação ambiental. Mas ainda há tanta serra para recuperar...

Um agradecimento final à Associação Desportiva da Estação pela cedência de transporte e ao Gabinete Florestal da Câmara da Covilhã pela indicção do local de plantação.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Vamos plantar os nossos carvalhitos?

Os nossos carvalhitos estão prontos para serem plantados... ou melhor... finalmente o inverno trouxe a chuva necessária para que os solos estejam em condições de os receber. Alguns deles esperam por este momento há já dois anos (o inverno passado foi de seca extrema).

Local da plantação

A nossa plantação será orientada por um técnico especializado do Gabinete Florestal da Câmara Municipal da Covilhã. Esta entidade, em colaboração com o Parque Natural da Serra da Estrela, destinou um local para esta plantação nas Penhas da Saúde, freguesia de Cortes do Meio, a cerca de 1400-1500m de altitude, junto à Ribeira da Nave da Areia.

Previsão meteorológica

Como ainda temos algumas bolotas de carvalho-negral guardadas, o seu destino não será um vaso, mas o solo frio da Estrela. Não se esqueçam do material para a plantação e de roupa bem quentinha!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Carvalhos "escondidos"

Nesta época do ano as temperaturas já estão mais elevadas, a chuva é frequente e abundante e os dias começam a ficar maiores. É o advento da primavera. Para as nossas plantas autóctones estas condições já são mais favoráveis ao seu desenvolvimento e crescimento, quando comparadas com as verificadas no início do inverno.

Algumas plantas anuais aproveitam estas condições para impulsionar o seu desenvolvimento, antes que o verão, quente e seco, destrua as suas frágeis estruturas celulares.

Vaso com um pequeno carvalho-negral "imerso" em ervas daninhas

As árvores, plantas persistentes e de elevada longevidade, demoram mais tempo a construir os seus tecidos, mais complexos e resistentes. Assim, nesta "pré-primavera", os campos enchem-se de plantas herbáceas enquanto que as árvores de folha caduca parecem adormecidas, insensíveis às mudanças ambientais.

Em compensação, o verão e o outono são as estações em que as árvores de folha caduca exibem as suas folhas cheias de vitalidade. A suas estruturas celulares mais resistentes e um sistema de raízes que penetra profundamente o solo em busca da água quase inexistente à superfície, permitem-lhes esta façanha, inacessível à grande maioria das pequenas plantas anuais.

O mesmo vaso após monda manual

Os vasos onde temos os pequenos carvalhos repetem esta "lógica" natural. Alguns assemelham-se a "viveiros" de ervas daninhas. Nos vasos em que os carvalhos ainda não desenvolveram folhas, estas pequenas árvores passam praticamente despercebidas. Mesmo aqueles que já apresentam folhas, parecem perdidos por entre as apressadas ervas.

Vasos com carvalhos-negrais ainda sem folhas onde foi realizada monda manual

Não é necessário retirar estas pequenas plantas dos vasos. No entanto, quer por razões estéticas, quer por poupança de nutrientes do solo, estas infestantes podem ser retiradas (monda). É apenas necessário ter o cuidado em arrancar as plantas de modo a que este procedimento não provoque o remeximento do solo e afete as raízes dos pequenos carvalhos.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

25 anos, 25 carvalhos

A Escola Secundária Quinta das Palmeiras comemora, este ano letivo, os seus primeiros 25 anos.


Os extensos espaços exteriores da nossa escola encontram-se bastante arborizados. Ainda assim, existem alguns locais que podem ser plantados. Como a escola faz 25 anos... o nosso presente são 25 carvalhos.




Começámos as plantações no dia 23 de Novembro - dia da árvore autóctone na escola - com a plantação de dois carvalhos-negrais e uma azinheira, pela turma do 12ºA. As turmas do 8º ano realizaram mais plantações até meados de dezembro.



A grande maioria dos alunos nunca tinha plantado uma árvore. Esta atividade permitiu-lhes a aprendizagem deste procedimento.



Iremos concluír as plantações após a época das geadas. É que para além de carvalhos-negrais, carvalhos-alvarinhos, carvalhos-cerquinhos, sobreiros, azinheiras e carrascos, vamos plantar um carvalho-de-monchique que não se dá nada bem com as baixas temperaturas.



Qual será o tamanho destes carvalhos quando a escola fizer 50 anos?

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O primeiro carvalhito de 2013

A primeira bolota a germinar este ano foi semeada pela Joana Silva, aluna do 8º ano. Nada melhor do que aprender com quem sabe! Eis como foi..


- O vaso com a bolota foi colocado dentro de casa, abrigado do frio e da geada.

- O solo esteve sempre húmido.

- Recebeu sempre luz, mas não de forma direta.


Convém salientar que para além do cuidado que foi dispensado a esta bolota, também a pressa em germinar de cada carvalhito depende de muitos outros fatores. Este foi realmente bastante apressado!

No entanto, a maioria só começará a germinar lá para março ou abril.
Outros, mais molengões, só em maio ou junho (ou até mesmo em julho!) é que germinarão.
Não se deve por isso desanimar. Tal como nós, cada ser vivo tem um ritmo de crescimento próprio.

Agora, é só esperar, e nunca esquecer de ir regando a bolota, ou o carvalhito.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Como plantar uma árvore

A pedido de alguns leitores deste blog, enunciamos aqui os principais passos para a plantação de um carvalho, ou outro tipo de árvore:

- regar previamente as árvores nos vasos;


- retirar o carvalhito com o torrão de terra que envolve a raiz com muito cuidado;


- abrir uma cova com uma profundidade e largura bastante superior ao torrão de terra. Deste modo, a pequena árvore terá maior facilidade em desenvolver as suas raízes pois a terra remexida oferecerá menor resistência ao desenvolvimento radicular;


- colocar a árvore na cova previamente aberta para o efeito, tendo o cuidado de colocar a parte de cima do torrão de terra ligeiramente abaixo da superfície do terreno envolvente (esta técnica permite a criação de uma pequena depressão no local de implantação da árvore, funcionando como coletor de água);


- tapar a cova com a terra retirada durante a abertura da cova;

- calcar (ou pressionar com as mãos) ligeiramente em redor do caule para compactar a terra;

- colocar uma estaca (pode ser um ramo velho) para assinalar a presença da pequena árvore, evitando que a estaca penetre no torrão de terra e danifique a raiz;


- regar, se possível.

Boas plantações, de preferência  com carvalhos ou outras árvores autóctones!