domingo, 3 de junho de 2012

Habitat e distribuição dos castanheiros (Castanea sativa)

Os castanheiros (Castanea sativa) têm como habitat lugares frescos de regiões montanhosas. Atingem os 1800m de altitude, desenvolvendo-se, geralmente, em solos siliciosos e soltos.
Os castanheiros são originários dos Balcãs, Ásia menor e Cáucaso. Foram introduzidos noutras regiões devido ao seu fruto, tais como a região mediterrânea, o centro e oeste da Europa, Canárias, Madeira, Açores. Na Península Ibérica encontra-se em toda a região Norte (rara nos Pirinéus) e ao longo das montanhas do centro e do Sul.
Nota: o estudo de grão de pólen com alguns milhares de anos sugerem que esta espécie pode ser autóctone da Península Ibérica.

Bibliografia: Flora ibérica
                  Portugal-Atlas do Ambiente


Nota: o castanheiro não produz bolotas, mas é uma espécie da mesma família dos carvalhos (Fagaceae). Partilha com eles várias semelhanças morfológicas, anatómicas e ecológicas. Em muitos locais os castanheiros e os carvalhos-negrais ocupam os mesmos habitats.

sábado, 2 de junho de 2012

Habitat e distribuição do carvalho-de-monchique (Quercus canariensis)


O carvalho-de-monchique (Quercus canariensis) constitui bosques de pequenas dimensões, podendo ser encontrado juntamente com sobreiros, carvalhos-negrais e outras espécies. Este carvalho tem preferência por solos siliciosos e descarbonatados.
Normalmente, encontra-se até aos 700m de altitude e em casos mais raros até aos 1000m.
Esta árvore distribui-se pelo Sul e Este da Península Ibérica e noroeste de África, em enclaves frescos e abrigados, tais como na serra de Monchique, Andaluzia ocidental, Serra Morena e na Catalunha.

(Acedo C. 2004)

Referências:
Acedo C., 2004. Taxonomia del gereno Quercus
Flora Iberica
Portugal - Atlas do Ambiente.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Habitat e distribuição do carrasco (Quercus coccifera)


O carrasco (Quercus coccifera) é um arbusto que habita terrenos calcários, secos, pedregosos e, com menor frequência, terrenos com maior teor em sílica. Esta espécie forma matos densos e intrincados, encontrando-se em altitudes entre os 0 e os 1200m, que em muitos casos representam formações secundárias resultantes da degradação de azinhais.
O seu habitat natural localiza-se nas regiões mediterrânicas, especialmente na zona ocidental. Esta espécie constitui uma parte importante da vegetação do Sul e Este da Península Ibérica, sendo raro encontrá-los noutra zona da Península. 


                                                                (Acedo C.,2004)
Bibliografia:
- Acedo C., Taxonimia del genero Quercus
- Flora Iberica
- Portugal - Atlas do Ambiente

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Habitat e distribuição do carvalho-cerquinho (Quercus faginea subsp. broteroi)

O carvalho-cerquinho (Quercus faginea subsp. broteroi) é uma espécie característica do litoral centro e sul, encontrando-se maioritariamente na Península Ibérica. Em Portugal, distribui-se pelas Beiras, Estremadura, Alentejo e Algarve.
Habita preferencialmente margens de rios e ribeiros, encostas e fundos de vales, preferindo um clima mediterrâneo temperado e relativamente chuvoso. Distribui-se até aos 1000m de altitude, geralmente em solos ricos em sílica ou pobres em calcário.


(Acedo C., 2004)

Bibliografia:
Acedo C., 2004 - Taxonomia del genero Quercus
Flora Iberica
Portugal-Atlas do Ambiente

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Habitat e distribuição do pedamarro (Quercus faginea subsp. faginea)

O pedamarro (Quercus faginea subsp. faginea) pode encontrar-se em zonas de clima mediterrânico-continental e submediterrânico, em altitudes que vão dos 200 aos 1900m. Apesar desta espécie se desenvolver em todos os tipos de solo, demonstra alguma preferência por solos calcários e argilosos, em condições de humidade de transição entre o carvalho-alvarinho e a azinheira.
É a subespécie de Quercus faginea que tem maior área de distribuição, sendo mais comum no centro-norte da Península Ibérica.
(Acedo C., 2004)

Bibliografia:
Acedo C., 2004 - Taxonomia del genero Quercus
Flora Iberica
Portugal-Atlas do Ambiente

terça-feira, 29 de maio de 2012

Habitat e distribuição da azinheira (Quercus illex subsp. ballota)

A azinheira (Quercus ilex subsp. ballota) encontra-se normalmente em ambientes secos, sendo pouco exigente quanto à natureza do solo. Habita principalmente zonas de clima mediterrânico de influência continental, que se caracterizam por um longo período de secura estival e oscilações térmicas diárias e anuais elevadas.
Na Península Ibérica esta espécie distribui-se até aos 1400m de altitude, não sendo encontrada apenas em zonas de elevada influência atlântica e nas zonas costeiras excessivamente áridas do sudoeste da península.

(Acedo C. ,2004)

Bibliografia: 
Acedo C., 2004 - Taxonomia del genero Quercus
Flora Iberica
Portugal - Atlas do Ambiente 

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Habitat e distribuição da carvalhiça (Quercus lusitanica)

A carvalhiça (Quercus lusitanica) pode ser encontrada sob pinheiros e sobreiros ou em matagais, até altitude de 600m. Habita terrenos ricos em sílica, preferindo solos arenosos em zonas de clima suave.
A sua distribuição é maioritariamente na Península Ibérica e Marrocos. Na Península Ibérica pode ser encontrada na zona ocidental da Andaluzia, sendo muito raro na Galiza. Em Portugal, habita na zona mais ocidental do centro e sul de Portugal, bem como, desde o vale do Tejo até ao sul da Beira Baixa.


(Acedo C. ,2004)

Bibliografia:
-Acedo C., 2004 Taxonomia del genero Quercus
-Flora Ibérica
-Portugal - Atlas do ambiente

domingo, 27 de maio de 2012

Habitat e Distribuição do Carvalho-negral (Quercus pyrenaica)


Os carvalhos-negrais (Quercus pyrenaica) formam bosques de grande extensão, situados em solos ricos em sílica e, mais raramente, em solos calcários.
Desenvolvem-se em climas sub-atlânticos ou ibérico-continental e distribuem-se entre os 400 e 1600 metros de altitude, substituindo progressivamente as azinheiras.
Distribuem-se na Península Ibérica, em especial na metade Norte, no oeste e sudoeste de França, e em Marrocos.
                                                             (Acedo C., 2004 )
Bibliografia:
Acedo C., 2004- Taxonomia del genero Quercus
Flora Ibérica
Portugal - Atlas do Ambiente

sábado, 26 de maio de 2012

Habitat e distribuição do carvalho-alvarinho (Quercus robur)

Os carvalhos-alvarinhos (Quercus robur) distribuem-se principalmente em solos ácidos, profundos e frescos. Na ausência destes, desenvolvem-se em solos argilosos e densos. Prefere climas com períodos longos de chuva, em que a época seca do verão não seja muito prolongada.
Estes carvalhos encontram-se facilmente na parte Norte e Noroeste da Península Ibérica, atingido altitude de 1300m. Na Europa, predomina nas partes Oeste e Norte, estendendo-se até aos montes Balcãs, Urais e Cáucaso.

(Acedo C. 2004)

                                                      

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Habitat e distribuição do sobreiro (Quercus suber)


O sobreiro (Quercus suber), de todas as árvores do território português, é a que atinge maior expansão, formando bosques extensos. Encontra as condições propícias ao seu desenvolvimento em zonas frescas e abrigadas, com solos férteis, pouco compactados e permeáveis, ricos em silício.
É uma espécie altamente adaptada ao clima mediterrânico. A sua área de distribuição está concentrada na região do mediterrâneo ocidental, sendo muito característica em algumas zonas do nosso país.

(Acedo C.,2004)
Referências:
Acedo C.,2004.Taxonomia del genero Quercus;
Flora Ibérica;
Portugal - Atlas do Ambiente.


sexta-feira, 27 de abril de 2012

As bolotas demoram a germinar... e são um pouco "envergonhadas"

O despontar da parte aérea resultante da germinação de uma bolota é, frequentemente, muito lenta. A exposição solar, o teor em água no solo, a temperatura, a profundidade a que a semente se encontra, entre outros fatores, poderão influenciar o tempo que as primeiras folhas demoram a "espreitar" à superfície.

Este ano a germinação das nossas sementes tem sido mais lenta que em anos anteriores. Mas a paciência deve ser o ambiente que envolve o desenvolvimento de espécies de crescimento lento, como são os carvalhos. Por expêriencia própria sabemos que algumas bolotas só dão sinais de germinação em Junho!!! Há que saber esperar...

Mas não pensem que a vida debaixo do solo é monótona. Quando surgem os primeiros tecidos fotossintéticos de uma bolota já há muito a raíz iniciou o seu desenvolvimento.

Por estes dias dissecámos um dos nossos "bolotinhos" em que aparentemente nada se passava, ou seja, não havia qualquer indício do desenvolvimento da semente.

Olhando de cima para este "bolotinho" ficamos um pouco desapontados... as bolotas parecem ter desistido de germinar!

Mas se procurármos melhor, e como o recipiente é transparente, por vezes é possivel observar a raíz se olharmos lateralmente.

Afinal há vida no solo!

Com muito cuidado retirámos alguma da terra que se encontrava mais acima (é um procedimento que se deve evitar pois corre-se o risco de danificar irreversivelmente a germinação da bolota).

Surpreendidos???
A parte aérea desta bolota já se encontra em crescimento. Não era visivel à superfície devido à profundidade a que foi colocada. Mas cá está ela!!!

Retirámos a planta totalmente do recipiente. Reparem no comprimento da raíz.

A raíz já está tão desenvolvida que por não ter mais espaço para crescer em profundidade começou a enrolar-se no fundo do "bolotinho".

As bolotas parecem ser um pouco "envergonhadas". Saibamos esperar.

ATENÇÂO: continuem a regar todos os vasos. Esta demonstração deve ser evitada (ou então utilizem apenas um vaso) pois este procedimento pode danificar o pequeno carvalhito. No caso de a realizarem, coloquem a bolota novamente num vaso e reguem abundantemente de modo a evitar a desidratação da raíz.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A influência do clima na germinação das bolotas

As condições ambientais provocam ritmos de germinação distintos. Esta dedução empírica tem agora uma expressão mais tangível visto que a ligação entre três bolotários distintos nos permitiu realizar essa verificação.

Bolotário da E. B. Álvaro Velho - Lavradio, Barreiro
(um blog muito bom para se seguir: http://alvarovelho.net/cefjard/)

Na E. B. Álvaro Velho as bolotas de sobreiro e carvalho-cerquinho já germinaram. A parte aérea dos sobreiros despontou logo em janeiro enquanto que a dos restantes carvalhos surgiu mais tarde, em fevereiro e março. As temperaturas mais amenas do concelho do Barreiro deverão ter estado na origem deste desenvolvimento mais precoce. Os sobreiros do bolotário da Covilhã continuam sem dar sinais de vivacidade. Esperam, certamente, pelas tempearturas mais favoráveis dos dias primaveris, reservando-se para uma época em que a possibilidade de geada seja nula.

Bolotário da E.E.B. João Franco - Fundão

 
Na nossa escola temos algumas sementes a germinar no interior do edificio. Mas estas bolotas de carvalho-negral não foram colocadas aí imediatamente após a sua colheita. A sua sementeira foi tardia, tendo passado algum tempo no frigorífico. Em mais de quarenta vasos só observamos a germinação em dois. No bolotário da E.E.B. João Franco os acontecimentos têm sido bem mais empolgantes. Logo no final de janeiro os pequenos carvalhos-negrais começaram a despontar. A sala onde estavam, descrita como "muito solarenga e quentinha", terá certamente ajudado na rápida germinação, assim como os atentos cuidados que as bolotas receberam.
Bolotário "interior" da E.S. Quinta das Palmeiras - Covilhã

A Covilhã e o Fundão são localidades muito próximas, sem diferenças climatéricas significativas. As variações no ritmo da germinação estarão, muito provavelmente, relacionadas com o tempo de exposição das bolotas às baixas temperaturas que terão sido responsáveis pelo atraso no despontar das primeiras folhas.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A influência da altitude no desenvolvimento dos órgãos dos carvalhos-negrais

O carvalho-negral é uma árvore de altitude. É raro abaixo dos 400m. O seu nome científico, Quercus pyrenaica, reflete a visão que o classificador, o botânico  alemão Karl Ludwing von Willdenow, tinha desta espécie. Devido à ocorrência desta espécie nessa cordilheira montanhosa, nas suas descrições refere que este carvalho "Habitat in Pyrenaeis" .



Carvalhos-negrais a cerca de 950m de altitude.
Na maioria dos indivíduos ainda não há sinais do desenvolvimento das primeiras folhas.

Não obstante da apetência do carvalho-negral pelas altitudes elevadas - na Peninsula Ibérica pode encontrar-se acima dos 2000m - o desenvolvimento das primeiras folhas e das estruturas reprodutoras é mais tardio por lá. Provavelmente, o principal fator associado à altitude são as baixas temperaturas que adiam o despontar destes órgãos.



Carvalhos-negrais a cerca de 600m de altitude.
As primeiras folhas já se encontram bem desenvolvidas em quase todos os indivíduos...

 ... assim como as primeiras inflorescências.

No mesmo dia tivemos a oportunidade de percorrer uma encosta com vários núcleos de carvalhos-negrais. As árvores com as copas mais frondosas ocorriam sobretudo a menor altitude enquanto que mais acima a maioria teimava em não libertar as folhas secas do ano anterior. Essas cairão definitivamente assim que despontarem as novas.


Giesta-branca (Cytisus multiflorus) - arbusto muito comum em zonas de distribuição natural do carvalho-negral e da azinheira. Em altitudes menores, muitos individuos exibem todas as suas flores. Esta giesta, a cerca de 950m, era a única que já apresentava alguma floração.

Este efeito da altitude, ao qual provavelmente está associada a temperatura, não afeta exclusivamente o carvalho-negral. Experimentem observar, num dia que façam uma viagem, as diferenças na floração das urzes, das estevas e das giestas ou as copas dos carvalhos, castanheiros e freixos. É um padrão que se repete. Quando já não encontrarem uma flor subam uma serra... pode ser que ainda vão a tempo!

quarta-feira, 21 de março de 2012

O Dia da Árvore - as primeiras folhas

Comemora-se hoje em Portugal o "Dia da Árvore" e estes seres também  parecem comemorar esta data. É por esta altura que nas espécies de folha caduca e/ou marcescente começam a despontar as primeiras folhas.

Este ano, devido à forte seca, há um pormenor que convém salientar: em muitas espécies, as folhas recém formadas são geralmente mais tomentosas (cobertas de pêlos) do que as mais velhas.

O tomento mais desenvolvido revela uma adaptação decisiva para o desenvolvimento destes órgãos. As jovens folhas perdem água com grande facilidade. A cutícula, que ainda se encontra em formação, ainda não é muito eficaz na conservação da água dentro da folha. A função do tomento torna-se assim crucial.

Uma densa camada de pêlos em redor da folha mantém a humidade à sua volta e diminui a acção desidratante do vento, muito comum nesta época. Esta "mini-atmosfera" húmida criada pelo tomento evita o emurchimento precoce da folha, permitindo o seu bom desenvolvimento.

 Carvalho-de-monchique do nosso "bolotário" - as primeiras folhas desta primavera vêm aumentar a copa deste pequeno exemplar 

 O carvalho-negral na Serra da Estrela - nos poucos carvalhais que ainda restam as primeiras folhas do ano apresentam uma coloração original, embora efémera

quinta-feira, 1 de março de 2012

Os "bolotinhos"

Depois da invenção dos "bolotões", surge agora a descoberta dos "bolotinhos".
O processo de construção é exatamente o mesmo, mas as garrafas a reutilizar não são de 1,5 l. São de 33 ou 50 cl.


Estas novas "mini-mini-estufas" surgiram para testar o seguinte... existirão diferenças na germinação de bolotas dentro ou fora de casa? Haverá uma significativa discrepância no sucesso, no ritmo de desenvolvimento e no inicio da germinação? Serão mais saudaveis os pequenos carvalhos? Quando posteriormente colocados no exterior essas pequenas árvores germinadas em condições "mais arificiais" serão menos resistentes?
Para testar estes aspectos decidimos, há algumas semanas atrás, realizar a germinação "indoor". Devido à falta de espaço (e também porque já não tinhamos mais garrafas de litro e meio) efectuou-se a sementeira nestes "bolotinhos". Aguardemos os resultados.