terça-feira, 20 de setembro de 2011

"O Manual da Bolota 2011" - A selecção das árvores

Escolha as espécies autóctones

A melhor forma de seleccionar a(s) espécie(s) a semear é pela observação local. Os carvalhos que encontramos serão, por princípio, característicos da região. São eles que nos fornecem facilmente as bolotas para semear e estão, por selecção natural, melhor “adaptados” às condições ambientais desse meio.
Cuidado com as espécies exóticas
Em alguns locais existem plantações de espécies introduzidas (ex: Quercus rubra – carvalho-americano, entre outros) que, por serem exóticas, interferem negativamente nos ecossistemas nacionais. Estas espécies não deverão ser utilizadas.
Idade e saúde dos carvalhos
Prefira sementes de árvores não muito jovens nem demasiado velhas.  Não apanhe bolotas de árvores doentes. Se possível, recolha-as de várias árvores, pois a variabilidade genética será maior.
Carvalhos autóctones
Espécies de carvalhos autóctones de Portugal continental:
- Quercus coccifera (carrasco)
- Quercus suber (sobreiro)
- Quercus ilex (azinheira)
- Quercus canariensis (carvalho-de-monchique)
- Quercus robur (carvalho-alvarinho)
- Quercus pyrenaica (carvalho-negral)
- Quercus faginea (carvalho-cerquinho)

No mapa seguinte encontram-se as zonas de predomínio das espécies arbóreas mais significativas.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

"O Manual da Bolota 2011" - A recolha das bolotas

Constituição de uma bolota
A bolota é o fruto dos carvalhos (Quercus sp.). A parte superior chama-se cúpula que rodeia, parcialmente, uma única semente - um aquénio.

Época de recolha das bolotas
A melhor época para a sua recolha é a partir de meados de Setembro até meados de Novembro, altura em que os carvalhos se encontram em plena produção de bolotas, as quais apresentam um tom acastanhado quando maduras.

As bolotas que se podem recolher
Recolha apenas bolotas maduras, mas seja um pouco selectivo. As melhores são as que apresentam um aspecto saudável, com bom calibre e sem sinais de “bicho” ou fungos. Bolotas demasiadamente escuras ou leves, quando comparadas com outras da mesma espécie, devem ser evitadas. Mas não seja cuidadoso em demasia. Nesta fase, privilegie o número relativamente à quantidade. Em casa ou no laboratório irá proceder à grande selecção (ver “Selecção das bolotas”).


Recolha da árvore ou do solo
As bolotas não têm que ser recolhidas directamente da árvore, apesar destas, quando maduras, serem as mais indicadas. Se assim fosse, muitas seriam colhidas imaturas e a quantidade seria muito escassa, pois as árvores mais produtivas são bastante altas. Pode recolhê-las directamente do chão, desde que não tenham caído há demasiado tempo - após uma noite ventosa encontram-se muitas acabadas de cair. Nesta fase, não perca tempo a separar o aquénio da cúpula. Deixe isso para mais tarde. Se recolher bolotas de várias espécies, a cúpula poderá ser a única forma de as diferenciar.

domingo, 18 de setembro de 2011

"O Manual da Bolota 2011" - O Dia Mundial da Bolota

A sua origem

Sem a influência do Homem, grande parte do nosso país seria um enorme carvalhal. Quando o percorremos, de Norte para Sul ou do litoral para o interior, observamos, com enorme preocupação, que na maioria do território pouco ou nada existe destas florestas autóctones.
Foi com esta preocupação que iniciámos uma série de actividades de recuperação ambiental.
O Dia Mundial da Bolota, oficialmente, ainda não existe. Este nome arrojado surgiu para chamar a atenção para este problema, sendo um pretexto para a união de esforços no sentido da preservação e recuperação da Natureza e educação ambiental.
Comemorámos, em 2009, na Escola Secundária Quinta das Palmeiras, na cidade da Covilhã, o 1º Dia Mundial da Bolota. E ainda não conseguimos parar!
O blog “bologta: a bolota que tem um blog”
Este blog funciona como um ponto de encontro através do qual os participantes divulgam as actividades realizadas e a realizar, partilham informações da nossa flora e trocam experiências sobre a germinação e propagação de bolotas e carvalhos, encontrando-se disponível para todas as pessoas.

Comemoração do “Dia Mundial da Bolota”
Durante este dia distribuímos uns pacotinhos com bolotas de carvalhos autóctones de Portugal aos alunos, funcionários e professores da nossa escola.
Estes pacotinhos de papel, com cerca de 15 a 20 bolotas, contêm impressas instruções para a sementeira e germinação destas sementes.
A sementeira pode ser realizada no campo ou em casa, em pequenos vasos, envolvendo, preferencialmente, todas as pessoas lá de casa. Assim, no ano seguinte, todos terão pequenos carvalhos para plantar.
Mas este dia pode ser comemorado de qualquer outra forma (ou mesmo noutra data). O importante é que façamos algo que contribua para a protecção e requalificação da nossa floresta autóctone.
Adesão ao “Dia Mundial da Bolota”
Um movimento conjunto é mais forte e abrangente do que uma iniciativa individual. Só assim faz sentido aderir ao Dia Mundial da Bolota.
Para participar basta que nos contactem, com alguma antecedência, para o seguinte e-mail: bologta@gmail.com. Contactá-los-emos logo de seguida.
Sigam-nos também em http://bologta.blogspot.com.
Uma iniciativa independente
O Dia Mundial da Bolota é uma criação do autor deste manual, tendo surgido em 2009 na Escola Secundária Quinta das Palmeiras (Covilhã).
É uma iniciativa inteiramente independente que não movimenta qualquer quantia monetária, encargo ou obrigatoriedade de fidelização. O tipo de actividades a implementar fica ao critério dos aderentes, podendo eles próprios criar novas ideias e estratégias que enriqueçam este dia. Pedimos apenas que partilhem connosco o que fizeram e que permitam a divulgação no blog “bologta: a bolota que tem um blog” para que esta iniciativa tome, de ano para ano, uma maior expressão e relevância.

sábado, 17 de setembro de 2011

"O Manual da Bolota 2011" - Introdução

Pensar global, agir local…
Sustentabilidade ambiental…
Captura de carbono…
Defesa da floresta autóctone…
Protecção da Natureza…
Educação ambiental…
Como abordar estas preocupações ambientais individualmente, numa escola ou noutra organização? Que actividades podem mobilizar uma comunidade e contribuir para uma efectiva mudança local?
Este manual pretende ser um pequeno mas precioso auxiliar para todos aqueles que queiram realizar uma série de actividades simples  de conservação da Natureza que fomentem, efectivamente, uma nova atitude relativamente ao nosso património natural.
A presente edição foi concebida com base na nossa experiência assim como numa aprofundada pesquisa bibliográfica. Optámos por elaborar um manual sucinto e de fácil consulta, ao invés de um trabalho mais extenso sobre carvalhos e bolotas e a sua propagação. No entanto, já está em curso a elaboração de um guia mais aprofundado.
O manual da bolota 2011 está longe de estar completo. Deverá servir para uma primeira implementação deste tipo de actividades. O local onde vivemos e as espécies que utilizamos obrigam-nos a adoptar técnicas e processos específicos. Nesta aprendizagem surgem novas soluções que, com a vossa colaboração, constarão certamente no manual da bolota 2012.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

"O Manual da Bolota" e o "Dia Mundial da Bolota"

Pela terceira vez vamos comemorar o "Dia Mundial da Bolota"! Por isso, não se esqueçam de assinalar no vosso calendário:

Dia Mundial da Bolota - 10 de Novembro

As duas primeiras "comemorações" decorreram apenas no local onde surgiu esta ideia, na ES Quinta das Palmeiras, na Covilhã.
Este ano queremos que mais escolas, organizações ou pessoas em nome individual também participem.
Para auxiliar os "aderentes" que se iniciem neste projecto, criou-se o "Manual da Bolota" que será disponibilizado neste blog do seguinte modo:
- Publicação faseada do manual em "posts" (a realizar ao longo dos próximos dias);
- Disponibilização em PDF da versão integral do manual (a realizar após a publicação dos "posts" referidos).
A partir de amanhã inicia-se a divulgação do "Manual da Bolota"

Para a adesão a esta iniciativa, dúvidas e esclarecimentos contactem-nos pelo seguinte e-mail:

Adiram a esta iniciativa. Juntos esta ideia terá maior expressão.

O autor desta iniciativa e deste blog
Jorge Carecho

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Um ano com muitas bolotas!

Já olharam para os carvalhos neste final de Verão? Aqui na Covilhã os carvalhos-negrais estão carregadinhos de bolotas! Era de certa forma espectável. Estas árvores são "aneiras", ou seja, têm picos de produção a cada dois anos. Em 2009 a produção foi abundante, ao contrário do que sucedeu no ano transacto.
Carvalho-negral em plena produção - Covilhã, Setembro de 2011

Por isso vão juntando garrafas de plástico e pacotes de leite já utilizados. Este ano necessitam de muitos vasos para tantas (e boas, esperemos) bolotas.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Que agradável surpresa!!

Muitas pessoas dizem que as férias são demasiadamente longas e que há tempo para tudo e mais alguma coisa, o que não é totalmente verdade. Passamos pouco tempo em casa e, no pouco tempo que lá estamos, começamos a ganhar rotinas. Parece tudo igual, mesmo que o tempo passe.
A mim aconteceu-me isso. Ganhei a rotina de todos os dias ir dar uma 'espreitadela' aos carvalhos. Pareciam-me sempre iguais, do mesmo tamanho, parecia que tinham estagnado (o que nunca acontece, são seres em crescimento). Mas bastaram 3 ou 4 semanas longe dessa rotina para achar uma diferença abismal (um pouco exagerado). O que é certo e verdade é que desde a última vez que vi os carvalhos parecem-me outros.
Os mais pequenos têm mais folhinhas e o maior, que tem mais de 30cm, cresceu cerca de 10cm, o que, para meu espanto, é uma grande diferença!


terça-feira, 26 de julho de 2011

Se for passear à floresta...

... siga as indicações (retiradas do "Portal da Segurança" do Ministério da Administração Interna):

- Não deite fósforos ou cigarros para o chão.
- Não deite pela janela do automóvel cinzas ou pontas de cigarro.
- Leve a refeição preparada.
- Não acenda fogueiras. As fogueiras só podem ser feitas nos locais próprios, e com os seguintes cuidados especiais:
  • remova as folhas secas;
  • ponha um círculo de pedras em redor do fogo;
  • molhe bem o local à volta;
  • mantenha por perto um recipiente com água;
  • vigie-a atentamente;
  • apague-a muito bem com água e terra;
  • nunca faça fogueiras em dia de muito vento;
  • não abandone na floresta nenhum lixo, incluindo garrafas de vidro.
http://www.portalseguranca.gov.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=53:incendios-florestais-prev&catid=127:inc-florestal-prot-civil&Itemid=57

terça-feira, 12 de julho de 2011

Um resistente a mais de 1400 metros de altitude.

Serra da Estrela... a montanha mais alta de Portugal continental. Assim que a subimos, as fragas e rochas abundam cada vez mais na paisagem. As árvores, pelo contrário, parecem desaparecer. E nós, conformados com este desfecho, talvez nunca nos tenhamos questionado... como seria esta serra sem nós?
Após séculos de pastoreio intensivo e com as consequentes queimadas sazonais, com a sobreexploração continuada de recursos florestais e com a falta de ordenamento territorial que assolou o nosso país nestas últimas décadas, ninguém suspeitaria que, especialmente entre os 800 e os 1600 metros de altitude, deveria ser uma árvore a dominar a paisagem! Surpreendidos? Desconfiados? Só se nos esquecermos que a nossa natureza é a de desafiar continuamente a Natureza.
Quando subirem esta serra imaginem-na parcialmente coberta de carvalhos-negrais. Mas o Homem e os seus animais de pastoreio (e mais recentemente a negligência), parecem ter sacudido todos os troncos, ramos e folhas destas árvores do maciço granítico.
Carvalho-negral junto à estrada nacional 338, perto da entrada para o Covão d`Ametade

Mas algumas árvores autóctones, por resistência ou apenas obra do acaso, teimaram em ficar. Este carvalho-negral, um dos últimos no andar altitudinal intermédio da Estrela, não é o mais belo da espécie. É, certamente, o mais solitário destas montanhas, em que os carvalhais de altitude já nem na mais anciã memória remanescem.
Já que esta serra tem sido tantas vezes transformada nuns "Pirinéus à porituguesa", seria bom relembrar que o nome desta espécie - Quercus pyrenaica - reflete a sua abundância nesta cadeia monatnhosa... não vá alguém lembrar-se que esta árvore não é suficientemente turística ou que o facto de as suas folhas caírem para a estrada, ou outro pensamento brilhante qualquer, lhe dite a sua sentença final.
Um carvalho não faz uma floresta... mas faz-nos perguntar do que é feito delas!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

20.000 visitantes!!!

Hoje, dia 29 de Junho de 2011, o nosso contador de visitantes atingiu as 20.000 visualizações (os acessos do administrador e restantes autores não são contabilizados).
Este blog foi criado no dia 19 de Novembro de 2009. No entanto, a contagem das visualizações de página iniciou-se apenas a 1 de Julho de 2010, ou seja, há cerca de 1 ano.
A maioria dos acessos provém de Portugal (cerca de 13.000) e do Brasil (cerca de 5.600). Muitos visistantes contactam-nos através do nosso e-mail, procurando informações sobre a germinação de bolotas, reflorestação com carvalhos ou como implementar projectos de educação ambiental em escolas.

20.000 visiatntes em cerca de 1 ano

A todos que nos consultam, e aos quais esperamos ser úteis, o nosso muito obrigado!

sábado, 25 de junho de 2011

Reenvasamento dos carvalhitos

No nosso bolotário alguns dos bolotões foram o berço de mais do que um carvalhito. Como este ano não recolhemos muitas bolotas, pois os carvalhos-negrais da Covilhã não produziram muitas, e de modo a que cada carvalhito tenha o seu próprio vaso de onde poderá retirar mais nutrientes e água, procedemos ao seu reenvasamento, em vasos (reutilizámos garrafas de 1,5l) em que aumentámos o volume de solo.

Reenvasamento de carvalhos

Este procedimento teve ainda outro objectivo... durante este Verão as raízes terão mais solo e, como tal, terão um maior reservatório de água, tendo menos hipótese de desidratação. Quando os plantármos na Serra da Estrela, no Outono, este solo extra servirá também como elemento estabilizador que deverá permitir uma melhor aclimatização das pequenas árvores ao seu novo meio.

Manipulação cuidadosa das pequenas árvores

No entanto há que ter alguns cuidados no reenvasamento. As raízes deverão ser manipuladas com muito cuidado. Mesmo que aparentemente não parecem ocorrer estragos, grande parte das estruturas funcionais destes órgãos são microscópicas, sofrendo sempre danos com estes procedimentos.

Malta alegre e trabalhadora!

Outro aspecto absolutamente fundamental é assegurar que as raízes fiquem o menor tempo possível expostas ao ar (apenas deverão ficar expostas as raízes quando pretendemos separar árvores que se desenvolveram no mesmo recipiente). Devem ser colocadas em terra logo que possível e imediatamente regadas. Se ocorrer uma desidratação severa, que numa raíz exposta ao ar ocorre em pouquíssimos minutos, a planta poderá morrer.

Estes reenvasadores cumpriram todas as normas de higiene: bata e luvas para um trabalho mais asseado!

Resumindo, uma manipulação cuidadosa mas rápida e uma boa hidratação possibilitam que o reenvasamento seja benéfico, proporcionando um habitat onde os carvalhitos mais se desenvolverão muito melhor.

O nosso bolotário, agora com mais vasos

sábado, 18 de junho de 2011

Hoje finalmente tive um tempinho para tratar das bolotas.

Depois da aula de Terça-feira, em que estivemos a colocar os pequenos carvalhos em vasos maiores para que possam crescer mais 'saudáveis', resolvi fazer o mesmo cá em casa. Como tinha vários carvalhos a desenvolver-se numa mesma garrafa cortada ao meio, resolvi separá-los e colocá-los cada um em seu vaso ou garrafa, assim as suas raízes nao têm de andar a 'chocar' e a 'lutar' por água ou nutrientes, para além de que têm mais espaço estando sozinhas.

Deixo a dica e façam todos o mesmo, assim, em Setembro, teremos mais e melhores carvalhos para plantar na Serra da Estrela.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Um insecto "assustador" mas completamente inofensivo

O lucano ou cabra-loura (Lucanus cervus) é um insecto muito associado aos carvalhais.
O seu aspecto "terrível" esconde por completo o facto de ser totalmente inofensivo para o Homem.
As suas mandíbulas de grandes dimensões, presentes unicamente nos machos, servem apenas para atraír as fêmeas (gostos não se discutem), para ameaçar outros machos e, em último caso, lutar com outro macho da mesma espécie, como se fosem dois judocas feiosos a tentarem arremessar-se mutuamente.
A dependência destes animais por árvores de folhas caduca, especialmente por carvalhos, é muito acentuada. Por isso mesmo, e porque muitos carvalhais caducifólios estão em regressão na Europa, esta espécie poderá estar (ou já estará?) em risco. Também a captura de exemplares vivos por coleccionadores tem contribuído para a diminuição das populações desta espécie.
Lucanus cervus junto a um carvalho-cerquinho na Serra de Sintra

As larvas desta espécie alimentam-se de madeira em avançado estado de decomposição, enquanto que os adultos consomem seiva de feridas e de frutos maduros.
O período larvar pode durar até 7 anos, vivendo no solo e em troncos mortos. A fase adulta é muito mais curta e dedicada grandemente à reprodução.
Nesta época do ano conseguimos observar os adultos sobre os troncos e ramos dos carvalhos.
Também podemos encontrar os machos na base destas árvores essencialmente em duas situações:
- estando mortos, poderá significar que já se reproduziram, morrendo pouco tempo depois;
- estando vivos, encontram-se geralmente debilitados, cansados e atordoados pela queda do cimo da árvore, provavelmente arremessados por um rival. Nesta situação, eles estão muito vulneraveis pois podem ser pisados ou, por ignorância e receio, ser propositadamente mortos.
Se encontrarem algum, obviamente, não o mate. Podem mesmo dar-lhe uma ajudinha recolocando-o (mesmo com a mão, gentilmente - não, ele não vos vai morder :) no tronco do carvalho ou junto dele. O máximo que vos poderá acontecer é ele levantar voo em direcção à arvore e assustar-vos, o que será muito pouco provável.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Os meus carvalhos já estão crescidinhos...

Ainda não tinha dado notícias sobre as bolotas que semeei já há algum tempo...
Passaram os meses mais rigorosos de Inverno abrigadas nas escadas da minha casa num local com muito sol, tendo sido regadas com alguma frequência. Depois de algum tempo nasceram os meus quatro pequenos carvalhos.
Com a chegada do bom tempo passei os vasos para o jardim e ficam lá muito bem!


Aspecto dos vasos no meu jardim

Vaso maior (com dois carvalhos)

Vaso mais pequeno (com dois carvalhos)

terça-feira, 7 de junho de 2011

Saída de campo... mas onde páram os carvalhos?

Ontem, dia 6 de Junho, as turmas A e B do 12º ano realizaram uma saída de campo nas imediações da cidade da Covilhã - entre o Jardim do Lago e a "variante" (E.N. n.º 18).
O trabalho de campo consistiu na monitorização de alguns aspectos ambientais tais como "Parâmetros ambientais: água e resíduos", "Práticas agrícolas, ocupação e utilização do solo" e " Habitats: fauna e flora".

Percorreu-se uma zona de baixa densidade populacional mas de intensa actividade agrícola, com predominância de policultura e associação de culturas.
Esta zona, se não hovesse intervenção do Homem, seria dominada por carvalhos-negrais, podendo ainda encontra-se alguns sobreiros e azinheiras.


Infelizmente, a ocorrência destas árvores é, nesta zona, completamente residual, encontrando-se apenas um pequeno núcleo de carvalhos-negrais (pouco mais de meia dúzia de árvores adultas ao longo de um percurso com cerca de 4km).
No Jardim do Lago encontramos vários carvalhos... americanos.
A sensibilização de proprietários, agricultores, arquitectos e autarcas para a valorização e preservação das nossas árvores autóctones tem um longuíssimo caminho pela frente.
Cabe a todos nós, e em especial e estes "finalistas", dar o seu contributo para esta mudança tão necessária para a sustentabilidade do nosso futuro.