sexta-feira, 4 de novembro de 2016

O Manual da Bolota - 2016

Publicámos este manual, pela primeira vez, em 2011, com o compromisso de o atualizar anualmente, com base nas nossas experiências e com os contributos de todos os que connosco desejam um ambiente mais rico, diversificado... e com mais bolotas!


Boas leituras... e boas sementeiras!

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Este tempo quente terá favorecido a produção de bolotas?

Amanhã teremos a resposta a esta questão, visto que iremos realizar uma saída de campo para a sua recolha.


Além da recolha de bolotas, teremos outras tarefas a realizar, tais como: identificação de elementos da fauna e flora; interpretação de relações e dinâmicas dos ecossistemas; observação e interpretação de aspetos da geomorfologia;

Saída de campo em 2015

Para esta saída de campo, não nos devemos esquecer do seguinte: levar impermeável, agasalho e calçado adequado; máquina fotográfica digital, mochila e garrafão de plástico para as bolotas (os garrafões não se rompem nas silvas e a sua abertura é suficientemente larga para conseguir colocar as grandes bolotas que vamos recolher); levar almoço; as deslocações serão feitas a pé, por isso vamos estar cheios de vontade de caminhar!

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Vem aí o 8º Dia Mundial da Bolota - 10 de Novembro de 2016

E serão 8 anos consecutivos a comemorar esta data!!!

Desde 2009 que se comemora o Dia Mundial da Bolota... pelo menos nós e mais alguns milhares de pessoas que ao longo destes anos têm semeado bolotas e plantado pequenos carvalhitos das espécies autóctones de cada região.


Para participar, basta recolher previamente bolotas de carvalhos autóctones para que no dia 10 de novembro (ou outra data que vos seja mais conveniente) se realizem as seguintes actividades:

- semear bolotas no campo, a partir das quais se desenvolverão os carvalhos;

- semear bolotas em vasos, para no ano seguinte obter pequenos carvalhos para plantar;

- distribuir bolotas a elementos de uma organização - escolas, escuteiros, etc. - para que as possam semear no campo ou em vasos (terão pequenos carvalhos para serem plantados no próximo ano);

- dinamizar outro tipo de atividades, tais como caminhadas para semear bolotas, workshops sobre sementeira, elaboração de cartazes alusivos a esta data, oficinas de cozinha com receitas de com bolotas...

... ou qualquer ouro tipo de iniciativa que nos lembre que de uma só bolota pode nascer um arbusto, uma árvore ou uma floresta!


A comemoração do Dia Mundial da Bolota não carece de nenhuma inscrição prévia. É uma atividade a ser desenvolvida autonomamente. Para vos ajudar, disponibilizamos neste blog alguns materiais que vos poderão ser úteis, tais como o Manual da Bolota e um ficheiro editável para a construção de pacotinhos para as bolotas.

Contamos com a vossa participação de modo a que localmente possamos contribuir para a conservação e recuperação dos bosques e florestas autóctones.

E se possível, divulguem esta data para semearmos o Dia Mundial da Bolota um pouco por todo o lado.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Bolotas a espreitar...

É no final do verão e início do outono que as bolotas, formadas na primavera, começam a aumentar significativamente o seu tamanho devido à maior taxa de acumulação de substâncias de reserva.

Nesta altura, o aquénio começa a salientar-se da cúpula, a qual, até agora, era a parte visível da bolota, protegendo o embrião no seu interior.

Bolota de Quercus faginea a "espreitar" no início de outubro, próximo da Serra de Sicó

Quando a acumulação de reservas estiver praticamente completa, o aquénio ficará mais escuro, tomando um aspeto mais "maduro", e tenderá a separar-se da cúpula, permitindo assim a dispersão da semente.

Mais algumas semanas e estarão prontas para o Dia Mundial da Bolota que se aproxima!

Fiquem atentos às novidades durante os próximos dias!

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Sobreiros no início da primavera

O sobreiro (Quercus suber), a árvore nacional de Portugal, é, certamente, o carvalho de folha persistente mais importante, abundante e representativo da nossa flora autóctone.

Por mais posts que se publiquem, nunca serão suficientes para revelar todos os benefícios desta espécie, quer sejam ambientais, industriais, agrícolas ou outros (até na indústria do vestuário esta árvore tem um papel relevante... mas isso será assunto para outro post).

Folhas e casca de um sobreiro, na Beira Alta, em meados de março deste ano
Devido à permanência de folhas ao longo de todo o ano, os sobreiros, tal como as restantes árvores de folhagem persistente, não exibem diferenças sazonais muito significativas. Não quer com isso dizer que não hajam aspetos morfológicos que só podem ser observados em algumas alturas do ano... temos é que estar um pouco mais atentos!

Folhagem de um sobreiro no final do inverno, na Beira Alta, em meados de março.
Um dos aspetos que devemos notar é a diferença na densidade da folhagem, sendo geralmente maior no verão do que no inverno.

Copa de um sobreiro próximo da nascente do rio Alviela, no último dia de março. 
Outro, é a presença das gemas, de onde se desenvolvem folhas e ramos, durante a primavera. As folhas jovens, mais claras, brilhantes e espinhosas, conferem um colorido especial, ainda que algo discreto, à copa destas árvores. Em anos de descortiçamento, o contraste com o avermelhado da sua casca recém exposta, constitui um dos marcos da paisagem em zonas de montado.

As pequenas gemas de um grande sobreiro, próximo dos Olhos-de-Água do rio Alviela.


Os sobreiros fotografados para este post são de regiões diferentes, pelo que fica sempre a interrogação... as diferenças morfológicas devem-se às distintas características dos locais ou a fatores genéticos intra-específicos? Provavelmente a resposta será... devem-se a estes dois fatores.

E perto da vossa casa, qual é o aspeto dos sobreiros neste início de primavera?

terça-feira, 12 de abril de 2016

Relatório do Estado do Ambiente 2015

Encontra-se publicado no site da Agência Portuguesa do Ambiente o Relatório do Estado do Ambiente 2015.


Na mesma página encontramos os diversos Relatórios do Estado do Ambiente, desde 1999.

Clique para aceder aos Relatórios do Estado do Ambiente

Este site disponibiliza uma grande quantidade e diversidade de informações, relativas ao ambiente em Portugal, com aplicações nas mais diversas áreas.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Carrascos no início da primavera

Os carrascos - Quercus coccifera - são pequenos carvalhos de folha persistente, pelo que apresentam folhas durante todo o ano.

Matagal de Quercus coccifera

Frequentemente, formam matos muito espinhosos - um aspecto característico conferido pelas suas folhas  - onde muito dificilmente podemos progredir a pé.

Matagal de Quercus coccifera - pormenor das folhas do topo de um carrasco

Apesar de continuamente apresentarem folhas, e de não verificarmos a alternância de revestimento característico das espécies de carvalhos caducos, ao longo do ano encontramos diferenças entre as diversas estações do ano.

Gemas em desenvolvimento num carrasco

No início da primavera, das gemas começam a surgir as novas folhas e ramos, permitindo o crescimento e/ou renovação da parte aérea destes arbustos.

As primeiras folhas deste ano

É também nesta estação que os animais se tornam mais activos e muita da biodiversidade de um carvalhal, seja ele arbustivo ou arbóreo, se manifesta.

Borboleta sobre um carrasco (Pararge aegeria, também conhecida como "malhadinha")

Nos carrascais, é possível observarem-se bolotas em plena primavera, mas esta sementes não amadureceram nesta estação. Algumas bolotas desta espécie demoram dois anos a crescer e maturar.

Bolotas de um carrasco na primavera - as que se observam na imagem já não irão crescer mais... simplesmente completaram a sua maturação no outono passado.
Como o seu desenvolvimento foi reduzido, permaneceram muito inseridas dentro da cúpula, não se desprendendo.

As fotografias deste post foram tiradas próximo da nascente do rio Alviela - concelho de Alcanena - no último dia de março de 2016.

Para saberem mais sobre as gemas de carvalhos: De onde surgem as folhas num carvalho-negral?

sexta-feira, 11 de março de 2016

A "Semana da bolota" em Montemor-o-novo

Fica aqui a divulgação deste bolotesco evento:


Para saberem mais, cliquem neste link: Semana da bolota em Montemor-o-Novo

Estará presente o chef Pedro Mendes, cujo livro já foi recomendado neste blog: Bolotas na cozinha

Para quem for fica a sugestão de recolherem umas bolotas de sobreiro e azinheira e semearem-nas para haver cada vez mais bolotas! E já agora, digam-nos como foi (por e-mail ou comentando este post).

Boa semana da bolota!

terça-feira, 1 de março de 2016

Plantações e sementeiras de inverno

A chuva abundante que caíu nas últimas semanas permitiram um boa hidratação do solo.

Assim que tivemos uma aberta de bom tempo, metemos mão à obra, e retomamos as nossas atividades ao ar livre.

As bolotas de carvalho-negral e sobreiro foram armazenadas no frigorífico, em latas com tampas perfuradas. Agora, foi só pegar nelas e levá-las para o local da sementeira.

Os carvalhitos desenvolveram-se em vasos e nos bolotões.

Bolotas recolhidas neste outono e carvalhitos germinados ao longo do ano transato receberam finalmente o seu "batismo de terra".

Seria bom que a primavera se mantivesse chuvosa para manter o solo bem húmido até à chegada do verão, altura em que estamos a torcer para que as raízes já estejam compridas o suficiente e tenham tido a sorte de alcançar um local onde a água esteja presente durante o estio.

Mais uma cavadela... mais uma cova para um carvalhito crescer.

Em terrenos inclinados há que ter o cuidado, ao abrir a cova, de colocar a terra na parte de baixo ...

... de modo a funcionar como barreira para a água, retendo-a em redor da árvore. 

Assim, temos um sistema de auto-rega pois a água da chuva desce a encosta e fica retida em redor da árvore.

No entanto, antes de plantar, devem-se preparar estacas para marcar os locais onde se plantam as pequenas árvores. Enquanto forem pequenas sabemos onde estão e não pisamos.

Na falta de enxadas - foi tanta a vontade que se partiram os cabos - serve bem um martelo de geólogo.

A genuína técnica florestal - uma cava, outro planta e outro manda!

Apesar de só agora publicarmos estas fotos, a sementeiras e plantações realizaram-se logo no início de fevereiro.

Só neste local foram semeadas cerca de 300 bolotas - maioritariamente de carvalho-negral, mas também de sobreiro - e plantados cerca de 40 carvalhos-negrais, e mais duas dezenas de indivíduos de outras espécies autóctones - sobreiros, azinheiras e carvalhos-cerquinhos.

E como vão as vossas plantações?

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Bolotas na cozinha... e na biblioteca!

O Dia Mundial da Bolota foi também comemorado na nossa biblioteca. Obviamente que neste espaço foi dado especial destaque a textos onde se utiliza a palavra "bolota". Poderiam ter sido poemas ou histórias (fica a ideia para o próximo ano!), mas optou-se por um outro género, que sendo menos literário, costuma transformar-se em algo bastante delicioso. As bolotas da nossa biblioteca foram oferecidas com receitas culinárias.

  Pacotinhos com bolotas e receitas                          Painel com receitas

Descansem os entusiastas da reflorestação! Como cada pacotinho continha apenas 6 bolotas, não vale a pena utilizá-las como alimento, a menos que a vossa dieta seja realmente hipocalórica. O objetivo é semeá-las para que, futuramente, hajam muitas bolotas para comer ou, simplesmente, para o meio ambiente ficar muito (mas mesmo muito) melhor.

Bolotas prontas a semear, para mais tarde colher.


A nossa equipa bibliotecária recomenda as seguintes formas de confeção das bolotas:

Podem ainda consultar o seguinte post deste blog: bolotas na cozinha (8 out 2014)

Bom apetite... e boas sementeiras!

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Comemora-se hoje o 7º Dia Mundial da Bolota - 10 de novembro de 2015

Pelo 7º ano consecutivo escolas, autarquias, produtores florestais e muitas outras instituições, assim como inúmeras pessoas a título individual ou coletivamente, estão a comemorar o Dia Mundial da Bolota.
Ora aqui tens um pacotinho com bolotas!

Esta iniciativa surgiu na Escola Secundária Quinta das Palmeiras (Covilhã) em 2009 de modo a contribuir ativamente para a recuperação das nossas principais florestas autóctones, os carvalhais.

 Tantos pacotinhos com bolotas para distribuir

Este ano, estamos mais uma vez, a distribuir pacotinhos com bolotas aos alunos, funcionários e professores da nossa escola, tendo o cuidado de lhes deixar a seguinte mensagem:


Mas as atividades do Dia Mundial da Bolota não se esgotam neste dia... ao longo de todo o ano vamos continuar a fazer sementeiras e plantações, a cuidar dos nossos carvalhitos e a aprender com novas experiências de conservação, germinação e propagação destas sementes.

Vamos ainda hoje semear as nossas bolotas?

Todos com bolotas da nossa melhor seleção.

Agora toca a semear todas estas bolotas!

Ainda este inverno, vamos realizar a habitual caminhada para a sementeira das bolotas no campo, aqui na Serra da Estrela! E vocês, onde vão semear as vossas?

Bom Dia Mundial da Bolota!

domingo, 8 de novembro de 2015

Já temos muitas bolotas para distribuirmos no 7º Dia Mundial da Bolota - 10 de novembro

Após mais uma saída de campo para recolher bolotas, está na altura de começarmos a chamar a esta época do ano o "verão da bolota".

Ficam aqui algumas fotografias desta rica tarde de trabalho, no campo e no laboratório!

Este ano a recolha foi muito seletiva

Era uma tarde de outono... mas passou-se bem melhor que muitos dias de verão.

Quem colhe tantas bolotas deste calibre e desta qualidade merece um grande elogio!

Bolotas para todos os gostos!

Quase todas as bolotas recolhidas permaneceram no fundo dos recipientes com água, sinal da sua qualidade e do cuidado dos coletores.

Falta referir a quantidade de bolotas recolhidas... cerca de 10.000! Um pouco menos do que nos anos anteriores, mas temos que ser justos... estavam quase todas sem buraquinhos nem fungos, devido ao cuidado redobrado dos coletores!

sábado, 7 de novembro de 2015

Armazenar bolotas sem problemas (2)

O armazenamento no frio evita que as reservas presentes nas bolotas sejam gastas. As baixas temperaturas inibem também o desenvolvimento de microorganismo prejudiciais para as sementes.
Temos reutilizado latas de leite em pó para bebé, tendo o cuidado de perfurar a tampa de plástico para permitir que as bolotas continuem a respirar.

Tampa perfurada para permitir a respiração das bolotas.

A etiquetagem é fundamental quando se armazenam várias latas. Para além da espécie (ou subespécie), anotamos sempre o local de recolha, o coletor (ou coletores), e as datas de recolha, armazenamento e termotratamento (se efetuado). temos o cuidado de pesar cada lote de bolotas assim que as guardamos e quando as utilizamos para monitorizarmos a perda de peso. Na altura da sementeira repetimos o processo de seleção e anotamos a percentagem de perdas, verificando se há relação entre a taxa de diminuição de peso e as perdas.

Etiqueta de um lote de Quercus pyrenaica
Para obter as etiquetas em pdf clique aqui

De modo a facilitar a identificação de cada lata, colocamos uma abreviatura na tampa que corresponde à espécie (CO-coccifera; SU-suber; IL-ilez; RB-robur; PY-pyrenaica; CA-canariensis; FG-faginea susbsp. faginea; BT-faginea subsp. broteroi; LS-lusitanica)

Latas com bolotas no frigorífico

Se sobrepuserem as latas tenham o cuidado de colocar algo entre elas (ex: 2 pauzinhos) de modo a evitar que a lata de cima tape os respiradouros das de baixo.
Este ano vamos também testar o armazenamento das bolotas em latas, mas fora do frigorífico, num local fresco.
Deixamo-vos aqui três notas finais:
- em algumas espécies poderá surgir bolor no interior das latas, mas isso não afeta as bolotas, bastando serem lavadas;
- não arrefeça em demasia o frigorífico pois pode provocar a congelação das bolotas, especialmente as que se encontram encostadas ao fundo do frigorífico;
- não guarde as bolotas para além da primavera pois elas perdem capacidade germinativa, além de que não há qualquer vantagem na sua sementeira tardia.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Amanhã vamos apanhar bolotas!

Para quem anda desconfiado com a possibilidade de mau tempo, fica aqui uma previsão para amanhã :)


O programa da saída de campo é o seguinte:

- Encontro junto ao portão da escola: 13:20;
- Partida a pé para a zona do Data Center: 13:25;
- Percurso: Escola – Jardim do Lago – Data Center – local de recolha - Data Center - Jardim do Lago – Escola;
- Regresso previsto para as 16:00;
- Chegada à escola prevista para as 17:00;
- Desenvolvimento de atividades laboratoriais até às 18:15.

Tipo de actividades:
- Identificação de elementos da fauna e flora;
- Interpretação de relações e dinâmicas dos ecossistemas;
- Observação e interpretação de aspetos da geomorfologia;
- Recolha e seleção de bolotas de carvalhos autóctones.

Aspetos fundamentais para a saída de campo:
- Devido à estação do ano, não esquecer de levar impermeável, agasalho e calçado adequado;
- Máquina fotográfica digital (opcional), mochila e garrafão para as bolotas;
- Merenda.

O local de recolha é o seguinte (a vermelho o percurso em terra batida):

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Armazenar bolotas sem problemas (1)

O armazenamento de bolotas é sempre um pouco problemático pois são sementes que necessitam de manter um elevado nível de humidade no seu interior. Ao contrário do que sucede com outras (as dos cereais, por exemplo) em que a germinação ocorre  mesmo após desidratação, o embrião presente em cada bolota mantém-se vivo apenas se houver água suficiente nas suas células.

 Como temos bolotas de várias espécies, imergimo-las em várias caixas.
Para mantermos a temperatura do banho-maria, realizamos este procedimento numa mala térmica.

Mas não é só o embrião que agradece a presença de água. Os ovos de muitos artrópodes (principalmente insetos)  eclodem e permitem o desenvolvimento dos bicharocos que se deliciam com o conteúdo das bolotas. O resultado é a "criação" de lagartas gordas e alegres! Sendo o nosso objetivo o seu armazenamento, não é nada agradável abrirmos uma caixa e encontrarmos mais lagartas que bolotas... ainda por cima com muitas estragadas por servirem de almoço e jantar para este bicharocos.

A temperatura da coluna de água é maior em cima do que em baixo...
...tentar manter as temperaturas entre os 42-45ºC

Acresce que se as bolotas forem guardadas num ambiente relativamente quente tendem a germinar antes de as semearmos. O calor é também um grande amigo dos bicharocos. A solução pode passar por armazenar as bolotas no frigorífico, mas para isso temos que nos livrar dos visitantes indesejados. Ainda para mais porque estes comilões têm uns dentes afiados (na realidade são peças bucais especializadas - aparelho bucal insetos) capazes de perfurar mesmo a caixa de plástico mais resistente. A solução para este problema chama-se termotratamento.

Armazenamento das bolotas no frio

Não é nada complicado termotratar as bolotas. Basta colocá-las em água quente (cerca de 42-45ºC) durante 2-3 horas. A esta temperatura e com este tempo de imersão, as bolotas continuam de boa saúde, coisa que já não se aplica aos bicharocos, que por serem metabolicamente mais ativos, não suportam tanto tempo de ausência de oxigénio a esta temperatura. As bolotas termotratadas têm maior probabilidade de germinarem mais precocemente, muito provavelmente devido ao amolecimento que a casca sofre durante o termotratamento, mas a sua posterior colocação no frio evita este acontecimento.

Nos próximos dias continuaremos a desenvolver este assunto. Até lá deixamo-vos aqui alguns posts antigos relacionados com este tema:
Armazenamento de bolotas - 15/11/2012
Armazenamento de bolotas - 16/11/2012
Seleção e termotratamento 6/11/2012
Germinação de bolotas termotratadas - 2/07/2012
Desenvolvimento precoce? - 13/02/2012
Termotratamento prejudicial? - 8/02/2012
Dispositivo de aramazenamento - 19/10/2011