sexta-feira, 6 de julho de 2012

O Dia Mundial da Bolota na final do Prémio Fundação Ilídio Pinho "Ciência na Escola"

O Dia Mundial da Bolota foi um dos projetos selecionados para a mostra final do prémio da Fundação Ilídio Pinho Ciência na Escola que decorreu em Matosinhos nos dias 3 e 4 de Julho.

Foi mais uma oportunidade para a divulgação desta nossa iniciatva junto de representantes de outras escolas. Esperamos ter conquistado mais alguns aderentes.

Dia Mundial da Bolota - Escola Secundária Quinta das Palmeiras, Covilhã - na Exponor 


 Folheto de divulgação do Dia Mundial da Bolota distribuído aos participantes nesta mostra final de trabalhos

terça-feira, 3 de julho de 2012

Um ano de bolotas em Coimbra (ano letivo 2011/2012)

O professor Paulo Rios Peralta introduziu em Coimbra o Dia da Bolota numa escola do 1º Ciclo. Eis o que nos conta...


"As comemorações do Dia da Bolota foram integradas num outro projeto já em desenvolvimento denominado Crescer com as árvores.

Este projeto envolveu as cinco turmas do primeiro ano das escolas da Solum e Solum Sul, num total de cerca de 115 alunos.

As atividades desenvolvidas visaram o desenvolvimento nos alunos e respetivas famílias do respeito pela floresta mediterrânica, levando-as a adotarem consciências ecológicas e de sustentabilidade dos ecossistemas.

Nesse sentido, alunos e respetivas famílias foram convidadas a recolherem bolotas que  posteriormente foram semeadas em alfobres e vasos.

Para além desta atividade, os alunos sensibilizaram os das restantes turmas a levarem bolotas para semearem perto de suas casas.


Das bolotas semeadas algumas nasceram e têm vindo a ser cuidadas pelos alunos.

Espera-se que estas venham a ser plantadas em espaço público, em parceria com outras instituições, nomeadamente Câmara Municipal de Coimbra, Junta de Freguesia de St.º António dos Olivais e ICN.
Basicamente foi este o trabalho desenvolvido diretamente com as bolotas.

Para além disso e no âmbito do respeito pela natureza, visitámos o Jardim Botânico no Dia do fascínio das plantas, onde os alunos puderam contactar com diferentes espécies e habitats, criaram trabalhos plásticos com uso de tintas naturais e tiveram a possibilidade de ter umavisita guiada pelo Jardim com o Sr. Professor Doutor Jorge Paiva."

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Um ano de bolotas na Covilhã (ano letivo 2011/2012)

A dinamização do Dia Mundial da Bolota na Escola Secundária Quinta das Palmeiras correu como planeado, ou seja, foram distribuídas bolotas de éspécies autóctones a alunos, funcionários e professores. A adesão e entusiamo de quase todos que as receberam foi excelente.

No próximo ano queremos melhorar alguns aspetos... não desejamos que a distribuição de bolotas se torne numa "rotina". Há que fazer algo de novo, por exemplo (aproveitando algumas ideias de outras escolas), dinamizar workshops sobre a sementeira, produzir doce de bolota, etc.

Apesar do feedback que recebemos de muitos alunos, funcionários e professores sobre a germinação das sementes nas suas casas, notamos que ocorre alguma dispersão entre o que cada um faz, e que há um potencial inato que pode ser melhor aproveitado... talvez uma atividade de plantação aberta a toda a escola no próximo outono promova uma melhor união.

Relativamente aos resultados das germinações realizadas no nosso bolotário, deixamos aqui os principais resultados:


Germinação de bolotas e desenvolvimento das folhas de Quercus pyrenaica:
O desenvolvimento das gemas dos carvalhos com 1 ano de idade inicia-se antes do surgimento  germinação da parte aérea das bolotas;


O termotratamento (água quente para eliminar parasitas) não provoca alterações na taxa de germinação nem na época de formação da folha a partir da bolota;
As bolotas que foram semeadas já com sinais de germinação apresentam a mesma taxa de sucesso germinativo mas a germinação precoce retarda o ritmo de formação de folhas a partir das bolotas;

A combinação de fatores de stress (acondicionamento prolongado no frigorífico, germinação no interior, sementeira tardia) reduzem substancialmente a taxa de sucesso germinativo pois provocam a morte do embrião;
A taxa de sucesso germinativo é igual em bolotas sem tratamento térmico e germinação normal, com tratamento térmico e germinação normal, sem tratamento térmico e germinação precoce;
As sementeiras tardias reduzem a taxa de sucesso germinativo;
A exposição solar, mantendo a hidratação do embrião, promove a germinação;


Resultados com outras espécies:
Quercus coccifera e Quercus suber germinam preferencialmente em vasos grandes, com bastante solo, e tardiamente (nas condições ambientais locais da Covilhã);
As gemas de espécies de folha persistente (Quercus ilex e Quercus canariensis) desenvolvem-se mais tarde do que as de Quercus pyrenaica (nas condições ambientais locais da Covilhã).

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Ajudem-nos a melhorar com as vossas experiências!

Um dos objetivos do Dia Mundial da Bolota consiste em que as escolas, trabalhando em rede, possam ser um motor de mudança para uma nova atitude relativamente ao ambiente, mais ativa e interventiva.

A germinação de bolotas, os cuidados que os carvalhitos necessitam e a dinamização de atividades colocam-nos sempre alguns problemas, sendo a inexperiência, talvez, a principal.
Uma das formas de futuramente contornar esta dificuldade será a partilha de experiências sobre o que correu bem e o que se poderá melhorar. Outro aspeto a partilhar serão as condições de germinação que poderão variar de espécie para espécie, tipo de solo, localização geográfica, entre outros. 
Mais uma ajudinha para o nosso bolotário - carvalhos germinados em casa de uma aluna
Neste sentido, foi pedido a cada escola aderente um pequeno texto para ser publicado neste blog. Deste modo, todos poderemos aprender com todos e ajudar aqueles que de futuro queiram aderir a esta iniciativa. As vossas experiências também contribuirão para que o Manual da Bolota - 2012 - possa ser melhorado.
No entanto, este pedido de colaboração não se restringe às escolas aderentes... qualquer pessoa que tenha alguma experiência na germinação de bolotas e desenvolvimento de carvalhos (nem que seja apenas uma bolota!) poderá enviar-nos um pequeno texto (fotografias opcionais) que teremos todo o gosto em publicar. Bolota a bolota... vamos aprendendo um pouco mais!
Brevemente, iremos publicar um "mini-relatório" com o trabalho desenvolvido este ano. Como germinamos bolotas desde 2007, e porque temos alunos do ensino secundário a dinamizar este projeto, temos alguns resultados experimentais algo extensos, contudo a partilha de resultados e opiniões são importantes e necessários, por muito simples que sejam.

Desde já, muito obrigado a todos.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

"Bolotinhas" de verão

As bolotas atingem o seu estado de maturação entre setembro e novembro, consoante a espécie e as condições ambientais. A formação destas sementes inicia-se na primavera, com a fecundação da oosfera, crescendo à custa dos compostos orgânicos produzidos por fotossíntese nas folhas, especialmente durante o verão.


No primeiro dia desta nova estação deixamos algumas imagens de bolotas de carvalho-negral, ainda muito imaturas, mas cheias de vontade de crescer. Reparem que a "cúpula" e o "aquénio", apesar de muito pouco desenvolvidos, já revelam a sua forma futura.


Do ponto de vista genético, estas sementes são diferentes dos carvalhos em que se encontram, pois resultam de reprodução sexuada. São entidades genéticas únicas, cada uma delas um novo ser vivo, ainda que apenas num estado embrionário muito pouco desenvolvido.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

50.000 visualizações!

No final do dia 7 de junho o nosso contador de visitantes atingiu as 50.000 visualizações (os acessos do administrador e restantes autores não são contabilizados).

Este blog foi criado no dia 19 de Novembro de 2009. No entanto, a contagem das visualizações de página iniciou-se apenas a 1 de Julho de 2010, ou seja, há cerca de 2 anos.

A maioria dos acessos provém de Portugal (cerca de 35.000) e do Brasil (cerca de 12.000), havendo também centenas de acessos provenientes dos Estados Unidos, Espanha, França, Alemanha, Rússia e Itália… talvez seja este o primeiro passo para a internacionalização do Dia Mundial da Bolota.


Muitos visitantes contactam-nos através do nosso e-mail, procurando informações sobre a germinação de bolotas,  reflorestação com carvalhos ou como implementar projectos de educação ambiental em escolas. A consulta do Manual da bolota e o Dia Mundial da Bolota têm também contribuído para as consultas ao blog.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

O carrasco do nosso bolotário

O carrasco (Quercus coccifera) é um arbusto que se encontra um pouco por todo o país, com exceção do Minho e Douro Litoral. Na Beira Baixa pode ser encontrado em regiões de elevada influência mediterrânea. Nunca o encontrámos na Covilhã. Como queríamos ter mais uma espécie de Quercus na nossa escola, semeámos algumas bolotas recolhidas perto de Condeixa-a-Nova. Queríamos também averiguar até que ponto as condições climatéricas da nossa cidade permitiriam a germinação destas sementes.

Quercus coccifera - exemplar único ou o primeiro de muitos?

Após uma longa espera, eis que há cerca de duas semanas, o primeiro (e até agora único) carrasco despontou. Ainda nos parece um pouco cedo para retirar conclusões fiáveis... outros carrascos poderão ainda despontar. Mas esta espécie consegue germinar na Covilhã. No entanto, em cerca de vinte sementes, apenas uma teve sucesso. Talvez o frio e a geada tenham um significativo papel inibidor do seu desenvolvimento.

Convém sublinhar que a germinação de uma bolota não implica o sucesso de um carvalho. O estio e os próximos rigores invernais irão determinar a sobrevivência deste espécime. Mas ainda que vingue por cá, teremos que analisar outro aspeto fundamental... será capaz de se reproduzir e originar descendência? Aguardemos... mais alguns anos...

domingo, 3 de junho de 2012

Habitat e distribuição dos castanheiros (Castanea sativa)

Os castanheiros (Castanea sativa) têm como habitat lugares frescos de regiões montanhosas. Atingem os 1800m de altitude, desenvolvendo-se, geralmente, em solos siliciosos e soltos.
Os castanheiros são originários dos Balcãs, Ásia menor e Cáucaso. Foram introduzidos noutras regiões devido ao seu fruto, tais como a região mediterrânea, o centro e oeste da Europa, Canárias, Madeira, Açores. Na Península Ibérica encontra-se em toda a região Norte (rara nos Pirinéus) e ao longo das montanhas do centro e do Sul.
Nota: o estudo de grão de pólen com alguns milhares de anos sugerem que esta espécie pode ser autóctone da Península Ibérica.

Bibliografia: Flora ibérica
                  Portugal-Atlas do Ambiente


Nota: o castanheiro não produz bolotas, mas é uma espécie da mesma família dos carvalhos (Fagaceae). Partilha com eles várias semelhanças morfológicas, anatómicas e ecológicas. Em muitos locais os castanheiros e os carvalhos-negrais ocupam os mesmos habitats.

sábado, 2 de junho de 2012

Habitat e distribuição do carvalho-de-monchique (Quercus canariensis)


O carvalho-de-monchique (Quercus canariensis) constitui bosques de pequenas dimensões, podendo ser encontrado juntamente com sobreiros, carvalhos-negrais e outras espécies. Este carvalho tem preferência por solos siliciosos e descarbonatados.
Normalmente, encontra-se até aos 700m de altitude e em casos mais raros até aos 1000m.
Esta árvore distribui-se pelo Sul e Este da Península Ibérica e noroeste de África, em enclaves frescos e abrigados, tais como na serra de Monchique, Andaluzia ocidental, Serra Morena e na Catalunha.

(Acedo C. 2004)

Referências:
Acedo C., 2004. Taxonomia del gereno Quercus
Flora Iberica
Portugal - Atlas do Ambiente.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Habitat e distribuição do carrasco (Quercus coccifera)


O carrasco (Quercus coccifera) é um arbusto que habita terrenos calcários, secos, pedregosos e, com menor frequência, terrenos com maior teor em sílica. Esta espécie forma matos densos e intrincados, encontrando-se em altitudes entre os 0 e os 1200m, que em muitos casos representam formações secundárias resultantes da degradação de azinhais.
O seu habitat natural localiza-se nas regiões mediterrânicas, especialmente na zona ocidental. Esta espécie constitui uma parte importante da vegetação do Sul e Este da Península Ibérica, sendo raro encontrá-los noutra zona da Península. 


                                                                (Acedo C.,2004)
Bibliografia:
- Acedo C., Taxonimia del genero Quercus
- Flora Iberica
- Portugal - Atlas do Ambiente

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Habitat e distribuição do carvalho-cerquinho (Quercus faginea subsp. broteroi)

O carvalho-cerquinho (Quercus faginea subsp. broteroi) é uma espécie característica do litoral centro e sul, encontrando-se maioritariamente na Península Ibérica. Em Portugal, distribui-se pelas Beiras, Estremadura, Alentejo e Algarve.
Habita preferencialmente margens de rios e ribeiros, encostas e fundos de vales, preferindo um clima mediterrâneo temperado e relativamente chuvoso. Distribui-se até aos 1000m de altitude, geralmente em solos ricos em sílica ou pobres em calcário.


(Acedo C., 2004)

Bibliografia:
Acedo C., 2004 - Taxonomia del genero Quercus
Flora Iberica
Portugal-Atlas do Ambiente

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Habitat e distribuição do pedamarro (Quercus faginea subsp. faginea)

O pedamarro (Quercus faginea subsp. faginea) pode encontrar-se em zonas de clima mediterrânico-continental e submediterrânico, em altitudes que vão dos 200 aos 1900m. Apesar desta espécie se desenvolver em todos os tipos de solo, demonstra alguma preferência por solos calcários e argilosos, em condições de humidade de transição entre o carvalho-alvarinho e a azinheira.
É a subespécie de Quercus faginea que tem maior área de distribuição, sendo mais comum no centro-norte da Península Ibérica.
(Acedo C., 2004)

Bibliografia:
Acedo C., 2004 - Taxonomia del genero Quercus
Flora Iberica
Portugal-Atlas do Ambiente

terça-feira, 29 de maio de 2012

Habitat e distribuição da azinheira (Quercus illex subsp. ballota)

A azinheira (Quercus ilex subsp. ballota) encontra-se normalmente em ambientes secos, sendo pouco exigente quanto à natureza do solo. Habita principalmente zonas de clima mediterrânico de influência continental, que se caracterizam por um longo período de secura estival e oscilações térmicas diárias e anuais elevadas.
Na Península Ibérica esta espécie distribui-se até aos 1400m de altitude, não sendo encontrada apenas em zonas de elevada influência atlântica e nas zonas costeiras excessivamente áridas do sudoeste da península.

(Acedo C. ,2004)

Bibliografia: 
Acedo C., 2004 - Taxonomia del genero Quercus
Flora Iberica
Portugal - Atlas do Ambiente 

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Habitat e distribuição da carvalhiça (Quercus lusitanica)

A carvalhiça (Quercus lusitanica) pode ser encontrada sob pinheiros e sobreiros ou em matagais, até altitude de 600m. Habita terrenos ricos em sílica, preferindo solos arenosos em zonas de clima suave.
A sua distribuição é maioritariamente na Península Ibérica e Marrocos. Na Península Ibérica pode ser encontrada na zona ocidental da Andaluzia, sendo muito raro na Galiza. Em Portugal, habita na zona mais ocidental do centro e sul de Portugal, bem como, desde o vale do Tejo até ao sul da Beira Baixa.


(Acedo C. ,2004)

Bibliografia:
-Acedo C., 2004 Taxonomia del genero Quercus
-Flora Ibérica
-Portugal - Atlas do ambiente

domingo, 27 de maio de 2012

Habitat e Distribuição do Carvalho-negral (Quercus pyrenaica)


Os carvalhos-negrais (Quercus pyrenaica) formam bosques de grande extensão, situados em solos ricos em sílica e, mais raramente, em solos calcários.
Desenvolvem-se em climas sub-atlânticos ou ibérico-continental e distribuem-se entre os 400 e 1600 metros de altitude, substituindo progressivamente as azinheiras.
Distribuem-se na Península Ibérica, em especial na metade Norte, no oeste e sudoeste de França, e em Marrocos.
                                                             (Acedo C., 2004 )
Bibliografia:
Acedo C., 2004- Taxonomia del genero Quercus
Flora Ibérica
Portugal - Atlas do Ambiente