quarta-feira, 10 de outubro de 2018

O Manual da Bolota 2018

Falta um mês para comemorarmos o 10º Dia Mundial da Bolota e mais uma vez disponibilizamos o Manual da Bolota, revisto novamente este ano, com algumas novidades.



Boas leituras com muitas bolotas!

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

O sobreiro: uma ficha para a sua identificação (parque da Fundação Serralves)

O sobreiro (Quercus suber), a "Árvore Nacional de Portugal", encontra-se um pouco por todo o nosso território continental, mas é na região sul litoral que encontra as melhores condições ambientais, sendo aí a espécie dominante na maioria dos habitats (ver link em bologta).

A sua importância ambiental é acompanhada pela sua utilidade económica (ver link em bologta), particularmente pelaa sua cortiça.


No site da Fundação Serralves encontra-se disponibilizada uma ficha para a sua identificação/caraterização: Sobreiro

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

A azinheira: uma ficha para a sua identificação (parque da Fundação Serralves)

A azinheira (Quercus ilex) é uma espécie tipicamente mediterrânea (ver link em bologta), distinguindo-se duas subespécies: Quercus ilex subsp. ballota e Quercus ilex subsp. ilex.

Alguns autores classificam estas duas subespécies como duas espécies distintas. A subespécie ballota é referida como Quercus rotundifolia (azinheira-de-bolotas-doces) e a subespécie ilex é referida como Quercus ilex (azinheira-marítima).

Em Portugal, ocorre naturalmente apenas a subespécie Quecus ilex ballota (ou Quercus rotundifolia), a qual apresenta uma folha muito arredondada - daí o termo "rotundifolia".

A subespécie Quercus ilex ilex (Quercus ilex) ocorre essencialmente na zona este da Península Ibérica, próxima de regiões costeiras, compreendendo-se deste modo a designação comum de "marítima".


No site da Fundação Serralves encontra-se disponibilizada uma ficha para a sua identificação/caraterização: Azinheira

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

O carvalho-negral: uma ficha para a sua identificação (parque da Fundação Serralves)

O carvalho-negral (Quercus pyrenaica) é a espécie arbórea mais caraterística do centro norte interior de Portugal, ocorrendo, geralmente, acima dos 400m de altitude (ver link em bologta).

A designação "pyrenaica" revela a sua abundância na região oeste da cordilheira do Pirenéus.


No site da Fundação Serralves encontra-se disponibilizada uma ficha para a sua identificação/caraterização: Carvalho-negral

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

O carvalho-alvarinho: uma ficha para a sua identificação (parque da Fundação Serralves)

O carvalho-alvarinho (Quercus robur) é principal árvore autóctone da região norte litoral de Portugal continental, ocorrendo em locais onde o clima temperado atlântico é dominante (ver link em bologta).


No site da Fundação Serralves encontra-se disponibilizada uma ficha para a sua identificação/caraterização: Carvalho-alvarinho

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

O carvalho-cerquinho: uma ficha para a sua identificação (parque da Fundação Serralves)

O carvalho-cerquinho (Quercus faginea) ocorre naturalmente em Portugal, podendo distinguir-se duas subespécies:

Quercus faginea subsp. broteroi (carvalho-cerquinho ou carvalho-português), com uma distribuição mais meridional (ver link em bologta);

Quercus faginea subsp. faginea (pedamarro), no norte interior de Portugal (ver link em bologta)


No site da Fundação Serralves encontra-se disponibilizada uma ficha para a sua identificação/caraterização: Carvalho-cerquinho


terça-feira, 18 de setembro de 2018

Fichas de identificação de carvalhos autóctones portugueses (parque da Fundação Serralves)

No post anterior referimo-nos ao levantamento georeferenciado das árvores e arbustos do parque da Fundação Serralves.

Bolotas imaturas de Quercus pyrenaica no início de agosto

De modo a facilitar a consulta das fichas de identificação dos carvalhos autóctones portugueses disponibilizadas no site da referida fundação, vamos publicar nos próximos dias os links para cada espécie (carvalho-cerquinho; carvalho-alvarinho; carvalho-negral; azinheira; sobreiro). Fiquem atentos!

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

O parque da Fundação Serralves - levantamento georeferenciado das árvores e arbustos

O parque da Fundação Serralves, na cidade do Porto, possui um extraordinário conjunto botânico.

Apesar de no nosso país existirem muitos e bons jardins botânicos, neste parque foi realizado um levantamento georeferenciado das suas árvores e arbustos. Além de diversas espécies exóticas, neste local encontram-se também muitas espécies autóctones, em particular, carvalhos (género Quercus).


A identificação de espécies no meio natural é, frequentemente, complexa e requer um nível de conhecimentos que demora a adquirir.

Uma das vantagens dos jardins botânicos é que num espaço relativamente pequeno e com bom acesso pedonal se podem descobrir e contemplar muitas espécies de plantas com a facilidade de, na maioria dos casos, muitos espécimes se encontrarem identificados.

Um percurso num destes parques, acompanhados de um pequeno guia de árvores e arbustos, e de uma máquina fotográfica, torna-se numa pequena mas enriquecedora "expedição" natural.

Mas o motivo que nos levou a criar este post foi o facto de para este parque se encontrar on-line um levantamento georeferenciado da sua flora, o que permite uma experiência ainda mais enriquecedora ou, alternativamente, que se descubram as espécies presentes sem a nossa presença física.

Para tal, podemos aceder ao site da Fundação Serralves e na página inicial encontramos o separador Parque. Ao selecionarmos Flora do Parque encontramos no final da página o link Levantamento georeferenciado das árvores e arbustos do Parque

Ao realizar-se uma pesquisa livre do género Quercus, obtemos todas as ocorrências dos diversos carvalhos (autóctones e exóticos).

A georeferenciação encontra-se complementada com várias informações, tais como a descrição morfológica, época de floração, aplicações, entre outras (deixamos aqui, como exemplo, o link para o carvalho-cerquinho).


 

sexta-feira, 8 de junho de 2018

O "Sobreiro Assobiador" de Águas de Moura (Palmela) - Árvore Europeia de 2018

O "Sobreiro Assobiador" foi eleita a Árvore Europeia de 2018.

Este espectacular espécime de Quercus suber localiza-se em Águas de Moura, uma aldeia da União das Freguesias de Poceirão e Marateca, concelho de Palmela, distrito de Setúbal.

Apesar de ter uma altura relativamente comum para um sobreiro (16 metros), as restantes dimensões são realmente excecionais para esta espécie... tronco com 5 metros de diâmetro e uma copa que cobre uma área aproximada de 660 m2, sendo necessário percorrer 91 metros para contornar toda a sua copa, a qual se apresenta com 29 metros de diâmetro.

Terá sido plantado em 1783, tendo 234 anos (em 2018). Apesar de atualmente se situar numa zona urbanizada, os proprietários (e/ou) habitantes tiveram o cuidado de o não abater, o que certamente justifica a sua longevidade e, consequentemente, as suas dimensões.

www.treeoftheyear.org

"O Assobiador deve o nome ao som originado pelas inúmeras aves que pousam nos seus ramos. Plantado em 1783 em Águas de Moura, este sobreiro já foi descortiçado mais de vinte vezes. Além do contributo para a indústria, é impossível quantificar o seu impacto na manutenção do ecossistema e no combate ao aquecimento global. Com 234 anos, o Assobiador está classificado como “Árvore de Interesse Público” desde 1988 e e inscrito no Livro de Recordes do Guinness como "o maior sobreiro do mundo"!" (www.treeoftheyear.org)








Jornal do Pinhal Novo


Localização (Google Maps)


sexta-feira, 1 de junho de 2018

Montado de regadio

Um dos maiores problemas com que os possíveis produtores florestais se deparam é o demorado retorno dos seus trabalhos e investimentos.

São essas as principais razões que levam a que muitos proprietários florestais optem pela plantação de eucaliptos. Esta espécie, em relativamente poucos anos, permite um retorno lucrativo.

Foto revista Expresso

Infelizmente, estas monoculturas extensivas, são do ponto de vista ambiental extremamente nefastas, contribuído para a perda de solo, biodiversidade, não conservando recurso hídricos, e sendo grandes propagadores de incêndios florestais (caso surjam ignições).

Nem todas as espécies florestais têm como fim a produção de madeira. Um dos melhores exemplos é o sobreiro, cuja plantação fornecerá a longo prazo a indústria corticeira.

A casca do sobreiro (cortiça) é extraída, no mínimo, de 9 em 9 anos, o que permite a obtenção de um bom rendimento pelo proprietário.

No entanto, a primeira cortiça a ser retirada (desbóia), assim como a segunda (secundeira), são de fraca qualidade, e só ao 25º e 34º-35º ano de vida da árvore é que podem ser extraídas.

Na realidade, só a partir da 3ª extração - no 43º-45º ano - é que se começa a retirar cortiça de qualidade (amadia) e a obter rendimento...uma eternidade!

Atualmente, encontram-se em desenvolvimento e estudo técnicas de silvicultura de sobreiros em regime de regadio, as quais apontam para que o primeiro descortiçamento ocorra aos 8-10 anos, ou seja, após 26-28 anos já se poderá obter cortiça de qualidade, com o devido rendimento.

Esta antecipação da obtenção de lucro, apesar de não ser tão rápida como a do eucalipto em regime de talhadia, poderá ser uma excelente alternativa que a médio e longo prazo trará muito maiores benefícios ambientais, sociais e económicos que as monoculturas extensivas de espécies introduzidas.

Para saber mais...





segunda-feira, 12 de março de 2018

Faixas de gestão de combustíveis: Decreto-Lei n.º 10/2018

A prevenção da propagação dos incêndios florestais passa pela devida manutenção das faixas de gestão de combustíveis.

Há que manter estas faixas devidamente limpas... mas isso não significa o corte total da vegetação, particularmente de árvores como os "carvalhos" (Quercus sp.: "carvalhos", sobreiros, azinheiras). 

Para algumas espécies de "carvalhos" (Quercus sp.), nomeadamente o sobreiro e a azinheira, existem restrições ao seu corte e poda, assim como para o azevinho (Ilex aquifolium):

"O corte ou poda de sobreiro e de azinheira, em qualquer situação de densidade, tem de ser autorizado pelo ICNF, IP. O corte total ou parcial de azevinho espontâneo é proibido."


Para que a a presença da floresta próxima das habitações seja uma mais valia económica e ambiental, e não um problema sempre que exista um elevado risco de incêndio, estas faixas devem ser mantidas, mas com o devido equilíbrio entre prevenção e conservação.

Para que não restem dúvidas, deixamos aqui alguns links fundamentais para aprofundar este tema:




quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Mudanças de práticas e mentalidades?

Não querendo discutir aqui aspetos técnicos e legais da Reforma Florestal, nem do caso específico da reflorestação do Pinhal de Leiria, partilhamos uma notícia publicada no Diário de Notícias que, aparentemete, denota uma mudança de mentalidades e o assumir de que as espécies autóctones de Quercus sp. têm o seu lugar e a devida valorização nas Matas Nacionais.


segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

"florestar.net" - um excelente site para os amantes das árvores e arbustos autóctones de Portugal continental

Dos vários sites dedicados a aspetos botânicos, alguns merecem todos os nossos esforços na sua divulgação.


Em "florestar.net" podemos encontrar várias informações sobre espécies de árvores e arbustos autóctones de Portugal continental - aspetos da sua taxonomia, morfologia, habitat e ecologia, usos e costumes, assim como modos de propagação de cada espécie, entre outros.


Adicionalmente, existe uma página no facebook (florestar.net facebook), que complementa este site com excelentes fotografias.


Um site a colocar nos "favoritos".

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Como distinguir um sobreiro de uma azinheira apenas pela folha?

O sobreiro (Quercus suber) e a azinheira (Quercus ilex) são as espécies de carvalhos arbóreos de folha persistente mais representativas no nosso país.

Em Portugal continental, estas duas espécies têm uma distribuição semelhante, ainda que o sobreiro prefira zonas um pouco mais húmidas.

A sobreposição de populações leva a frequentes hibridizações*, tal como sucede na maioria das espécies do género Quercus sp.. No entanto, e de um modo geral, cada espécie mantém caraterísticas próprias.

Quando adultos, sobreiros e azinheiras atingem portes semelhantes, mas são fáceis de distinguir por uma simples caraterística... o ritidoma* do sobreiro é um material por todos conhecido, a cortiça!

Muitas outras caraterísticas permitem a distinção entre estas espécies, tão semelhantes. Como a identificação de árvores unicamente a partir das folhas é uma prática comum - e que nos é colocada frequentemente, em particular entre estas duas espécies - deixamos aqui um pequeno contributo para uma mais fácil identificação.

Folhas de azinheira e sobreiro - os exemplares foram recolhidos na aldeia histórica de Marialva (Mêda, Guarda), num povoamento misto com predominância da azinheira, não sendo por isso espécimes "puros".

Páginas superiores das folhas de sobreiro (em cima) e azinheira (em baixo), esta ultima com sinais de hibridização pois o pecíolo é tomentoso (em exemplares "puros" o pecíolo é glabro).

Páginas inferiores das folhas de sobreiro (em cima) e azinheira (em baixo) havendo mais nervos secundários nas de azinheira.

Folhas de sobreiro (página superior) - geralmente, apresentam uma coloração mais intensa.

Folhas de sobreiro (página inferior) - a nervura central é "torta" e as secundárias inserem-se num ângulo superior a 45º.

Folhas de azinheira (página superior) - frequentemente mais acinzentadas 

Folhas de azinehira (página inferior) - nervura central mais retilínea e as secundárias inserem-se num ângulo superior a 45º.

Caraterísticas mais comuns das folhas
Sobreiro
Quercus suber
Azinheira
Quercus ilex subsp. ballota



Dimensões: as folhas dos sobreiros são maiores
Comprimento: 2,5 a 10cm
Largura: 1,2 a 6,5 cm
Comprimento: 1,5 a 4 cm
Largura: 1 a 2,5 cm



Pecíolo: o pecíolo das folhas do sobreiro é mais comprido e “peludo”
6 a 20 mm de comprimento
Tomentoso*
3 a 6 mm de comprimento
Não tomentoso



Nervura principal: a nervura principal do sobreiro é sinuosa
Sinuosa, principalmente na porção superior
Geralmente retilínea



Nervuras secundárias: as do sobreiro são mais “fechadas” e geralmente nunca são bipartidas na extremidade
5 a 7 pares
Inserem-se na nervura central num ângulo inferior a  45º
5 a 8 pares
Inserem-se na nervura central num ângulo superior a  45º



Cor e pelos: as folhas dos sobreiros apresentam, geralmente, cores mais intensas na página superior e são mais tomentosas na página inferior
Página superior: verde-escuro, glabras*
Página inferior: verde-acinzentado, muito tomentosas
Página superior: verde-escuro pouco intenso
Página inferior: verde-acinzentado, tomentosas



Contorno da folha: as folhas da azinheira apresentam maiores variações, sendo mais “arredondadas” as folhas mais velhas e mais “agressivas” as mais jovens
Ligeiramente denticuladas, sendo mais denticuladas as folhas jovens
Folhas mais velhas sem dentículos; folhas jovens muito denticuladas, quase espinosas

Muito resumidamente:

As folhas dos sobreiros apresentam uma cor mais intensa, são maiores, com nervura central sinuosa e nervuras secundárias mais "fechadas";

As de azinheira são mais "acinzentadas", menores, com nervura central retilínea e nervuras secundárias mais "abertas".

* Hibridização - cruzamentos de indivíduos de espécies diferentes
* Ritidoma - parte externa da casca
* Tomentoso - com pelos lanosos
* Glabro - sem pelos

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Um Carvalho por um Carvalhense

Os escuteiros do Agrupamento 1304 (São Nuno, Covilhã) está a organizar uma atividade de reflorestação, com carvalhos, na Serra da Estrela, no dia 20 de janeiro de 2018.

Deixamos aqui o cartaz desta excelente iniciativa, assim como o link para a página deste agrupamento.



Sempre Alerta!!! Boas plantações!!!