quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Distribuição mundial do eucalipto (Eucalyptus globulus)

Apesar deste blog ser mais direcionado para os carvalhos autóctones (Quecus sp.), a continuada substituição da nossa estrutura florestal - baseada em carvalhos, sobreiros, azinheiras e castanheiros, e mais recentemente pelo pinheiro-bravo - pelo eucalipto (Eucalyptus globulus) levantou-nos a seguinte questão: Qual é a dimensão deste fenómeno de "eucaliptização" das florestas autóctones?


Através de uma simples busca na internet, com dados mais ou menos atualizados (e mais ou menos fiáveis), percebemos que a expansão do eucalipto fora da sua zona autóctone - algumas regiões do Sul da Austrália e Tasmânia - ocorre principalmente na Península Ibérica, maioritariamente em Portugal continental.


Na nossa "pequena" área continental, ocorre cerca de 1/3 da distribuição mundial desta espécie.

Este post não é nenhum manifesto contra a utilização florestal intensiva desta espécie, mas o facto de hoje ser a nossa principal espécie florestal, de a sua área em Portugal ser equivalente ou superior ao da sua área natural, conjugados com o desordenamento da nossa floresta, são aspetos que poderão contribuir para regressão das espécies autóctones e para a diminuição da resistência aos fogos da nossa floresta.

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Greve climática estudantil

Hoje, 24/05/2019, decorre a greve climática estudantil.


Cartaz de alunos da E. S. Q. P.

Greve climática estudantil na Covilhã: 10:30, entrada Pólo Principal da U. B. I. - link

terça-feira, 7 de maio de 2019

Os nossos bolotários estão de muito boa saúde!

Lembram-se do guião que elaborámos para a dinamização de sementeiras de bolotas em vasos (aceder aqui ao post)?

Os resultados começam agora a surgir e nos nossos bolotários - os infantários das bolotas - os pequenos carvalhitos já se encontram a espreitar.

Carvalhitos em alvéolos com várias espécies autóctones.

Carvalho-negral, carrasco, sobreiro e azinheira.
Nos vasos mais "técnicos", os tabuleiros alveolares, as taxas de germinação têm variado consoante a espécie e o tipo de solo utilizado.

Nos vasos construídos a partir da reutilização de garrafas de plástico, devido ao maior volume de solo, o desenvolvimento dos carvalhitos é maior.

Carvalhitos em vasos construídos a partir da reutilização de garrafas de plástico.

Como as garrafas permitem um maior volume de solo, o desenvolvimento dos carvalhitos também é maior.

Como na nossa escola os alunos já são mais velhos (ensino básico e secundário), e contamos com muitos anos de experiência nestas sementeiras, o sucesso do crescimento dos carvalhitos já não nos surpreende, verificando-se uma taxa de sucesso entre 80-90%, e ainda estamos no início de maio.

Bolotário da E. B. do Rodrigo (Covilhã)
Mas este ano também realizámos uma grande sementeira numa escola primária* e fomos lá contar...em 146 vasos só ainda não se observa um carvalhito em 17, ou seja, perto de 90% de êxito!

Estes carvalhitos são especiais pois foram semeados por alunos do primeiro ciclo...e são a prova de que utilizando os procedimentos corretos os resultados são excepcionais!


* Projeto Escola Guardiã (futuramente publicaremos mais informações sobre este projeto)

terça-feira, 23 de abril de 2019

Intervenção ambiental com os Guradiões da Serra da Estrela e reportagem da RTP

O movimento cívico Guardiões da Serra da Estrela, criado em 2017, tem sido dos mais ativos na preservação e requalificação ambiental da Serra da Estrela.

Muitas das atividades do Dia Mundial da Bolota que desenvolvemos aqui na Covilhã tiveram uma interligação intensa e permanente com os Guardiões, resultando numa série de atividades conjuntas... ...que publicaremos brevemente.

Uma destas intervenções ambientais decorreu no dia 26 de fevereiro, na Mata Nacional da Covilhã, com o apoio técnico do ICNF e com uma grande participação de alunos da nossa escola (E. S. Quinta das Palmeiras).



Esta atividade contou com a presença de uma equipa de reportagem da RTP, tendo sido emitida no dia 17 de abril de 2019 no programa Praça da Alegria (RTP 1).

Fica aqui o link para mais tarde recordar.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Ação de reflorestação - 15 de fevereiro de 2019, Cortes do Meio, Serra da Estrela

Deixamo-vos aqui a divulgação de mais um evento de reflorestação...que nunca são demais!



Participem!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Um carvalho da Canárias que nunca foi a Tenerife...

O carvalho-de-monchique é mais um dos nossos carvalhos autóctones cujo nome científico - Quercus canariensis - lhe foi atribuído devido a um equívoco.

O "culpado" foi, novamente, o botânico alemão Carl Ludwing von Willdenow. Ao descrever esta espécie com base em exemplares secos de herbário, não pode comprovar in loco a origem dos espécimes, tal com lhe tinha sucedido aquando da classificação do carvalho-negral.

Carvalho-de-monchique (Quercus canariensis)

Por erro próprio, ou por confiar na indicação da etiqueta que referia a proveniência da ilha de Tenerife, no arquipélago das Canárias, atribuiu-lhe o epíteto "canariensis", apesar desta espécie não ocorrer naquelas ilhas.

Mas esta história poderá ainda ter um outro "responsável" e nem tudo é "culpa" de Carl Willdenow. É que as amostras foram herborizadas, e provavelmente incorretamente etiquetadas, pelo médico e naturalista francês Pierre Marie Auguste Broussonet.

Carl Ludwing von Willdenow (1765-1812) - fonte "Wikipédia"

Na verdade, os espécimes eram provenientes de Marrocos. E assim, em vez de Quercus canariensis talvez lhe tivesse sido atribuída uma designação mais árabe ou africana!

Apesar deste equívoco, atualmente aceita-se a designação Quercus canariensis Willd. (1809).

Pierre Marie Auguste Broussonet (1761-1807) - fonte "histoire-medecine.fr"

Mas esta espécie é também referida com outras designações. Na "Flora de Portugal", de António Xavier Pereira Coutinho, surge como Quercus salzmanniana. Ainda não descobrimos a origem do epíteto "salzmanniana" atribuído em 1935... teremos que investigar um pouco mais.

Um outro nome, atribuído em 1864, é Quercus lusitanica subsp. baetica, considerando este carvalho como uma subespécie de carvalho-cerquinho. Talvez a origem deste nome se deva ao facto da folha apresentar algumas semelhanças com a do carvalho-cerquinho (Quercus faginea, mas anteriormente designado Quercus lusitanica) e se distribuír principalmente na Andaluzia ocidental, junto às montanhas dado "Sistema Bético".

Carvalho-cerquinho (Quercus faginea atualmente, mas anteriormente Quercus lusitanica)

Nome científico: Quercus canariensis Willd. (1809).
Sinónimos: Quercus salzmanniana Webb (1935); Quercus lusitanica subsp. baetica Webb (1864)

Nomes comuns: Carvalho-de-monchique, carvalho-das-canárias, carvalheira* (português);
    Quejigo, quejigo andaluz, roble andaluz (castelhano);
    Roure africà, roture africà - este último nome surge em "Flora Ibérica", mas pensamos ser um erro de impressão, sendo correto o termo para carvalho "roure" (catalão).

* No concelho de Monchique surge a designação "carvalheira" para esta árvore.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Um carvalho "pirenaico" que é escasso nos Pirenéus... porque será?

A duas das espécies de carvalhos autóctones portuguesas - o carvalho-negral e o carvalho-de-monchique - foram-lhes atribuídos nomes científicos bastante curiosos, respetivamente, Quercus pyrenaica e Quercus canariensis

Ao primeiro, Quercus pyrenaica, associamos que seja abundante nos Pirenéus, e o nome do segundo, Quercus canariensis, leva-nos numa "viagem" até às ilhas Canárias.

Pois nem uma coisa nem outra está correta. Apesar do carvalho-negral ser uma árvore comum em zonas montanhosas do centro e norte da Península Ibérica, a sua presença nos Pirenéus é muito escassa. Quanto ao carvalho-de-monchique, nem sequer ocorre naturalmente no referido arquipélago.

Então, de onde vêm estas confusões? A resposta é relativamente simples... vamos desvendar os "culpados".

Carvalho-negral (Quercus pyrenaica

O nome científico do carvalho-negral foi atribuído pelo botânico alemão Carl Ludwing von Willdenow em 1805 e por isso a correta designação é Quercus pyrenaica Willd. (1805).

No entanto, este botânico não se baseou em observações desta espécie na natureza, mas apenas a partir de exemplares secos de herbário que (não sabemos porquê) lhe chegaram, provavelmente com muitos outros exemplares de outras espécies, com um etiqueta que referia a proveniência Pirenéus, sendo essa a muito provável origem desta confusão.

Na literatura científica, o carvalho-negral surge também com uma designação mais antiga - Quercus toza Bosc - mas este nome nunca foi publicado de um modo válido, tendo sido utilizado inicialmente num trabalho relativo ao surgimento dos "bugalhos" nesta espécie. Ainda assim, é este o nome que consta na grande obra "Flora de Portugal" de António Xavier Pereira Coutinho.

Imagem obtida de "oportunityleiloes"

Porque terá sido sugerido o nome "toza" para o carvalho-negral?

Apesar de não teremos sido capazes de encontrar nenhuma referência à origem desta designação, pusemos "mãos-à-obra" e encontramos o seguinte no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia de Ciências de Lisboa:

"tosa": Ação de cortar rente.
"tosar" (do latim tonsare): Cortar a rama das árvores, arbustos ou quaisquer plantas.

Imagem obtida de "custojusto"

Realmente, uma das caraterísticas marcantes do carvalho-negral é a sua enorme capacidade de regeneração após o corte. Provavelmente, talvez seja esta a origem de "toza".

Quanto à atribuição do nome Quercus canariensis para o carvalho-de-monchique...ficará para o próximo post

Folhas e bolota de carvalho-negral

Nome científico: Quercus pyrenaica Willd. (1805)
Sinónimos: Quercus toza

Nomes comuns: Carvalho-negral, carvalho-pardo-das-beiras, carvalho-da-beira, carvalho-pardo-do minho (português)*;
    Melojo, marojo, roble negro, roble negral, rebollo, curco villano, tocio, tozo (castelhano);
    Carballo negro, cerqueiro, cerquiño (galego);
    Reboll, roure reboll (catalão);
    Ametza, ametz arrunta (basco).

* Apesar de não existir na bibliografia, já ouvimos a designação "carvalho-ferral". Numa rua de uma aldeia do concelho de Penamacor - Meimoa - existe a toponímia "Rua do carvalho ferral".

sábado, 10 de novembro de 2018

10 de novembro - Dia Mundial da Bolota

Comemora-se hoje, pelo 10º ano consecutivo, o Dia Mundial da Bolota.

Como comemorar esta data:

- Semear bolotas no campo;

- Semear bolotas em vasos;

- Distribuir bolotas;

- Plantar carvalhitos;

- Outras atividades tais como workshops de sementeira, cozinha com bolotas, caminhadas na Natureza … e mais ideias criativas!

Bolota de sobreiro (Quercus suber)

"Todos os carvalhos desenvolvem-se a partir de uma bolota. É da germinação de muitas destas sementes que se formam os carvalhais. Se queremos participar na conservação da Natureza, necessitamos de recuperá-los. Basta para isso semearmos bolotas. Simples, não é?

Bastaria apenas um dia por ano em que recolhêssemos e semeássemos bolotas de espécies autóctones, diretamente no campo, ou as levássemos para casa e as colocássemos em vasos. No ano seguinte teríamos carvalhos para plantar.

Os carvalhos não existem em todos os continentes. Apenas no hemisfério norte, essencialmente em regiões temperadas e mediterrâneas, é que ocorrem naturalmente as plantas do género Quercus sp. 

Contudo, uma parte significativa da população mundial vive nestes locais. Para muitos, é aí que nós vivemos, e é aí que a nossa ação pode ser decisiva e é aí que podemos fazer algo para nós, por nós e pelos nossos, os de hoje e os de amanhã. 

E quase que basta apenas um dia. Um dia em que a nossa insignificante ação local, na força que a união faz, seja um dia verdadeiramente mundial. Esse dia pode ser qualquer um... mas também pode ter data marcada.

Vamos fazer do dia 10 de novembro um dia de contributo para o nosso mundo. Vamos transformá-lo no Dia Mundial da Bolota."

Excerto do "Manifesto da Bolota" (in Manual da Bolota)

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

O Dia Mundial da Bolota em Montemor-o-Novo (a "Capital da Bolota"?)

Mais uma vez o município de Montemor-o-Novo assinala devidamente o Dia Mundial da Bolota.

Fica já aqui a sugestão de se "candidatarem" ao título de Capital da Bolota, designação inteiramente merecida.



Para mais informações:

C. M. Montemor-o-Novo

Dia Mundial da Bolota Montemor-o-Novo

terça-feira, 6 de novembro de 2018

II Conferência Ibérica Sobre a Bolota

Nos próximos dias 10 e 11 de novembro realizar-se-à a II Conferência Ibérica Sobre a Bolota, servindo este post para a sua divulgação.


Notícia de "Tribunaalentejo.pt" (notícia original):

"O Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais Mediterrânicas da Universidade de Évora está a organizar a II Conferência Ibérica sobre a Bolota. A organização conta com a participação de 14 investigadores e cerca de duas centenas de participantes, num evento que se divide entre Évora e Montemor-o-Novo, em pleno território de Montado.

No dia 10 de Novembro, coincidindo com o dia internacional da Bolota, o Auditório da Universidade de Évora, no Colégio do Espírito Santo, reúne 14 oradores para falar da Bolota numa perspectiva histórica, ambiental, económica, nutricional e sociocultural. Será também possível degustar uma grande diversidade de alimentos feitos à base deste produto natural em pleno renascimento.

O dia 11 de Novembro é passado na Herdade do Freixo do Meio, em Montemor-o-Novo, onde se realizarão visitas ao Montado (Escoural), seguidas de almoço onde se realizarão sessões de demonstração/transformação e degustação de produtos da bolota.

Ao longo dos dois dias haverá mostra/venda de produtos de bolota."



Alguns links úteis:

II Conferência Ibérica Sobre a Bolota

https://www.facebook.com/events/1912856685683424/

http://www.agrotec.pt/noticias/ii-conferencia-iberica-dedicada-a-bolota-chega-em-novembro/

http://www.rederural.gov.pt/12-informacao/1638-2-conferencia-iberica-sobre-a-bolota

http://leader2020.minhaterra.pt/2-conferencia-iberica-sobre-a-bolota.T729.php

http://www.dianafm.com/conferencia-iberica-sobre-bolota-realiza-se-em-evora-e-montemor-o-novo/

http://www.drapal.min-agricultura.pt/drapal/index.php/9-noticias/782-2-conferencia-iberica-sobre-a-bolota



Parabéns a esta iniciativa!

Ver também "I Conferência Ibérica Sobre a Bolota"

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Sementeira de bolotas em vasos - guião simplificado para a dinamização de workshops

Uma das atividade que realizamos regularmente, e que tem maior aceitação, consiste em ensinar e demonstrar alguns dos aspetos mais significativos relacionados com o processo de sementeira de bolotas em vasos, assim como quais os cuidados e o destino a dar aos carvalhitos daí obtidos.


A ideia original de um workshop não foi nossa, mas de um dos mais antigos e meritórios semeadores de bolotas e aderentes à iniciativa do Dia Mundial da Bolota - a Escola Álvaro Velho, em Lavradio, Barreiro (ver post).

Como uma boa ideia não deve ficar só, rapidamente começámos a realizar atividades semelhantes e sempre com muito boa aceitação.




Não conseguindo responder a todos os (inúmeros) pedidos de realização destas sementeiras, optámos por criar um pequeno guião, elaborado a partir da nossa experiência que já conta com muitas dezenas de workshops.

Fica assim disponível um pequeno resumo dos aspetos mais significativos da sementeira em vasos, para que qualquer aderente do Dia Mundial da Bolota possa implementar estas atividades ainda com maior sucesso.

Boas sementeiras!

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Vem aí o 10º Dia Mundial da Bolota - 10 de novembro

Em 2009 criámos o Dia Mundial da Bolota… um pretexto para a união de esforços no sentido da preservação e recuperação da Natureza e Educação Ambiental, data esta que já se comemora um pouco por todo o país… e também em diversos países da Europa, América e Ásia!

Ao longo destes anos, foram milhares as pessoas que aderiram a esta iniciativa, tendo semeado centenas de milhares de bolotas, um pouco por todo o lado.


Para participar, basta recolher previamente bolotas de carvalhos autóctones para que no dia 10 de novembro (ou outra data que vos seja mais conveniente) se realizem as seguintes actividades:

- semear bolotas no campo, a partir das quais se desenvolverão os carvalhos;

- semear bolotas em vasos, para no ano seguinte obter pequenos carvalhos para plantar;

- distribuir bolotas a elementos de uma organização - escolas, escuteiros, etc. - para que as possam semear no campo ou em vasos (terão pequenos carvalhos para serem plantados no próximo ano);

- reflorestar um local com carvalhitos de espécies autóctones;

- dinamizar outro tipo de atividades, tais como caminhadas para semear bolotas, workshops sobre sementeira, elaboração de cartazes alusivos a esta data, oficinas de cozinha com receitas de com bolotas...

... ou qualquer ouro tipo de iniciativa que nos lembre que de uma só bolota pode nascer um arbusto, uma árvore ou uma floresta!

Brevemente iremos disponibilizar um guião para a a dinamização de workshops de sementeira de bolotas.

A comemoração do Dia Mundial da Bolota não carece de nenhuma inscrição prévia. É uma atividade a ser desenvolvida autonomamente.

Para vos ajudar, disponibilizamos neste blog alguns materiais que vos poderão ser úteis, tais como o Manual da Bolota, um ficheiro editável para a construção de pacotinhos para as bolotas e um guião para a a dinamização de workshops de sementeira de bolotas (brevemente).

Contamos com a vossa participação de modo a que localmente possamos contribuir para a conservação e recuperação dos bosques e florestas autóctones.

E se possível, divulguem esta data para semearmos o Dia Mundial da Bolota um pouco por todo o lado.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Vasos para as bolotas: uma solução prática, económica e amiga do ambiente (2)

A sementeira de bolotas em vasos tem como objectivo a plantação futura das pequenas árvores. Um bom início de vida permite que as jovens plantas, quando colocadas no seu local definitivo, tenham muito mais hipóteses de sobreviverem e de se desenvolverem saudavelmente.


Há muitos fatores que contribuem para o sucesso ou insucesso da germinação em vaso e da posterior plantação, mas um dos que melhor podemos e devemos controlar é o recipiente que utilizamos para a germinação das bolotas e formação dos pequenos carvalhitos. Um sistema radicular bem desenvolvido e saudável é absolutamente fundamental.

Eis como construir vasos apropriados para a germinação das bolotas a partir da reutilização de garrafas de plástico:

Reutilize uma garrafa de 500ml a 2 litros. Vai necessitar de um canivete e uma tesoura.

Corte o fundo da garrafa de modo a obter um pequeno “copo” que permita que o gargalo fique inserido no copo, mas sem tocar no fundo.

Com a tesoura, abra 4 pequenos orifícios a meio da lateral do copo.
Assim, permite que o ar circule e que o copo funcione como colector do excesso de água.

Verifique se ao colocar a garrafa invertida dentro do copo, o gargalo não toca no fundo.

Coloque a rolha e encha com alguma terra. A rolha é usada exclusivamente neste passo de modo a segurar a terra. Após o enchimento retire definitivamente a rolha.

O aspeto final do vaso deverá ser este: a garrafa invertida com terra colocada sobre o copo perfurado, o qual suporta a garrafa, permite o arejamento da raiz e possibilita a recolha de alguma água em excesso. 

Verifique sempre se o gargalo se encontra a alguma distância do fundo do copo.

Geralmente, cada carvalhito emite uma raiz aprumada que ao chegar à abertura do fundo do vaso não se desenvolve mais. Caso ela se prolongue para o "copo", corte a parte exposta.

O objectivo é impedir que a raiz cresça indefinidamente e se enrole. A interrupção do seu crescimento por exposição ao ar ou por corte leva a que da bolota cresçam outras raízes que irão adensar o sistema radicular, permitindo, futuramente, uma melhor sobrevivência aquando da plantação.

Nota: Em 2017 publicámos um post semelhante (Vasos para bolotas 1)

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

O Manual da Bolota 2018

Falta um mês para comemorarmos o 10º Dia Mundial da Bolota e mais uma vez disponibilizamos o Manual da Bolota, revisto novamente este ano, com algumas novidades.



Boas leituras com muitas bolotas!

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

O sobreiro: uma ficha para a sua identificação (parque da Fundação Serralves)

O sobreiro (Quercus suber), a "Árvore Nacional de Portugal", encontra-se um pouco por todo o nosso território continental, mas é na região sul litoral que encontra as melhores condições ambientais, sendo aí a espécie dominante na maioria dos habitats (ver link em bologta).

A sua importância ambiental é acompanhada pela sua utilidade económica (ver link em bologta), particularmente pelaa sua cortiça.


No site da Fundação Serralves encontra-se disponibilizada uma ficha para a sua identificação/caraterização: Sobreiro