Boas leituras...com muitas bolotas!
segunda-feira, 28 de outubro de 2019
O Manual da Bolota 2019
Estamos cada vez mais próximos do Dia Mundial da Bolota - 10 de novembro - e mais uma vez disponibilizamos o Manual da Bolota, revisto novamente este ano, com algumas novidades.
quarta-feira, 23 de outubro de 2019
Rodrigo Escola-Guardiã
A Escola Básica do 1º Ciclo do Rodrigo, na Covilhã, está a dar continuidade ao projeto "Rodrigo Escola-Guardiã", um projeto que pretende envolver alunos e alunas da escola em atividades ligadas à recuperação dos ecossistemas da Serra da Estrela.
Este projeto, que começou no ano letivo 2018/2019, pretende sensibilizar os mais pequenos para o património natural da Serra da Estrela, de forma a que os alunos criem a consciência de um Guardião que, com pequenos gestos, pode fazer a diferença na preservação do seu ambiente. Pretende-se aproximar as crianças da terra, das suas origens e dar-lhes a conhecer a biodiversidade da Serra, a sua beleza e grandiosidade.
Com as diferentes atividades, que se vão desenvolver ao longo do ano, os Mini-Guardiões poderão aprender, como ajudar a Serra da Estrela a ter um futuro melhor e poderão motivar os outros – colegas , amigos e família – a também serem Guardiões no seu dia-a-dia, porque todos devemos contribuir.
Este projeto, que começou no ano letivo 2018/2019, pretende sensibilizar os mais pequenos para o património natural da Serra da Estrela, de forma a que os alunos criem a consciência de um Guardião que, com pequenos gestos, pode fazer a diferença na preservação do seu ambiente. Pretende-se aproximar as crianças da terra, das suas origens e dar-lhes a conhecer a biodiversidade da Serra, a sua beleza e grandiosidade.
Com as diferentes atividades, que se vão desenvolver ao longo do ano, os Mini-Guardiões poderão aprender, como ajudar a Serra da Estrela a ter um futuro melhor e poderão motivar os outros – colegas , amigos e família – a também serem Guardiões no seu dia-a-dia, porque todos devemos contribuir.
Estas atividades - reflorestação com espécies autóctones, controlo de espécies invasoras, monitorização de espécies e ecossistemas, recolha de lixo, entre outras - deverão contribuir para a conservação desses ecossistemas promovendo, em simultâneo, a Educação Ambiental das crianças participantes através da sua aproximação à Natureza e a uma mudança de perspetivas e comportamentos para com o mundo natural.
Vai uma ajudinha??? Comecem por consultar este link...vá lá, não sejam preguiçosos!!!
Vai uma ajudinha??? Comecem por consultar este link...vá lá, não sejam preguiçosos!!!
sexta-feira, 4 de outubro de 2019
Qual a melhor época para recolher bolotas?
Em 2010 publicámos um post relativo à melhor época de recolha das bolotas (ver post).
No entanto, a informação aí publicada não está totalmente coerente com o conteúdo do Manual da Bolota (ver manual), pelo que decidimos refazê-la.
Por "saudades dos velhos tempos", não alterámos a informação inicial. Serviu também para nos lembrar que já fomos umas bolotas pouco maduras nestes assuntos. Na época tínhamos pouco aprofundamento bibliográfico assim como alguma falta de prática.
Então vamos lá ao "novo" texto...
As diversas espécies de carvalhos (Quercus sp.) completam a maturação das suas sementes ao longo do outono. No entanto, a maturação não é simultânea para as diferentes espécies.
Bolotas bem madurinhas de carvalho-negral (Quercus pyrenaica) recolhidas em 05/11/2018
Acresce que o clima as condições meteorológicas de cada ano podem atrasar ou adiantar a frutificação e que algumas espécies produzem sementes em diferentes alturas.
Assim, é possível encontrarmos bolotas em Portugal continental de setembro..até fevereiro!
Mas ainda não respondemos à questão "Qual a melhor época para recolher bolotas?". De um modo geral, a melhor época e em que encontramos boas quantidades de bolotas maduras de todas as espécies é no final de outubro e início de novembro.
Já agora, uma sugestão...porque não recolher as bolotas durante a semana que antecede o Dia Mundial da Bolota? Ou até no próprio dia? Esta é que é mesmo a época ideal!
Boas colheitas!
sexta-feira, 20 de setembro de 2019
Vem aí o 11º Dia Mundial da Bolota - 10 de novembro
Dia Mundial da Bolota - 10 de novembro
Sem a influência do Homem, grande parte do nosso país seria um enorme carvalhal. Quando o percorremos, de Norte para Sul ou do litoral para o interior, observamos, com grande preocupação, que na maioria do território pouco ou nada existe destas florestas e bosques autóctones.
Os carvalhos desenvolvem-se a partir de bolotas. Se quisermos participar na conservação da Natureza e recuperar os carvalhais, temos apenas que semear bolotas. Simples, não é? Bastaria apenas um dia por ano em que recolhêssemos e semeássemos bolotas autóctones no campo, ou as levássemos para casa e as colocássemos em vasos. No ano seguinte teríamos carvalhos para plantar.
Esse dia já existe, é o Dia Mundial da Bolota, dia 10 de novembro!
Como se comemora o Dia Mundial da Bolota?
Esta data pode ser assinalada de diversas formas. As mais comuns têm sido a distribuição e sementeira de bolotas de carvalhos autóctones, mas outras atividades tais como caminhadas, workshops sobre sementeira e reflorestação, plantação de carvalhitos, concursos de fotografias ou até a confeção de alimentos com bolotas são sempre muito concorridas.
Mas este dia pode ser comemorado de qualquer outra forma (ou mesmo noutra data). O importante é que façamos algo que contribua para a proteção e requalificação da nossa floresta autóctone.
É necessária alguma inscrição?
Não é necessária nenhuma inscrição ou adesão oficial.
A comemoração desta data é feita livremente. É apenas um pretexto para a realização de atividades que promovam a conservação dos carvalhais autóctones de cada região... semeando bolotas, plantando pequenos carvalhos, entre muitas outras atividades. E em qualquer altura se pode comemorar o Dia Mundial da Bolota, desde que haja bolotas e/ou pequenos carvalhitos autóctones.
Encontra-se disponível algum material de apoio a esta iniciativa?
Sim.
Encontram-se disponíveis on-line alguns materiais de apoio para quem pretenda organizar a comemoração desta data, tais como:
O Manual da Bolota – um guia para conhecer melhor os objetivos e comemoração desta iniciativa e também os carvalhos autóctones portugueses link
Sementeira de bolotas em vasos – um guião simplificado para a dinamização de workshops sobre sementeira de bolotas em vasos ou outros recipientes link
O Dia Mundial da Bolota em vídeo – um pequeno vídeo explicativo desta iniciativa link
Links de apoio à comemoração do Dia Mundial da Bolota – uma compilação de links do nosso blog link
Pacotinhos para as bolotas – um ficheiro editável para a construção de pacotinhos para as bolotas (link) e respetivas instruções (link)
Plenamente!
Apesar desta iniciativa ser aberta a toda a comunidade, ela tem particular relevância nas escolas. Facilmente se adequa a disciplinas como “Cidadania e desenvolvimento”, particularmente nos domínios “Desenvolvimento sustentável”, “Educação Ambiental” e “Voluntariado”. A origem desta iniciativa foi na Escola Secundária Quinta das Palmeiras (Covilhã), tendo já sido replicada em centenas de outras escolas, desde o pré-escolar atá ao ensino secundário com resultados muito positivos.
Adiram ao Dia Mundial da Bolota!
A vossa ação é fundamental para construirmos um ambiente melhor!
Dia Mundial da Bolota - 10 de novembro
quarta-feira, 11 de setembro de 2019
Distribuição mundial do eucalipto (Eucalyptus globulus)
Apesar deste blog ser mais direcionado para os carvalhos autóctones (Quecus sp.), a continuada substituição da nossa estrutura florestal - baseada em carvalhos, sobreiros, azinheiras e castanheiros, e mais recentemente pelo pinheiro-bravo - pelo eucalipto (Eucalyptus globulus) levantou-nos a seguinte questão: Qual é a dimensão deste fenómeno de "eucaliptização" das florestas autóctones?
Através de uma simples busca na internet, com dados mais ou menos atualizados (e mais ou menos fiáveis), percebemos que a expansão do eucalipto fora da sua zona autóctone - algumas regiões do Sul da Austrália e Tasmânia - ocorre principalmente na Península Ibérica, maioritariamente em Portugal continental.
Na nossa "pequena" área continental, ocorre cerca de 1/3 da distribuição mundial desta espécie.
Este post não é nenhum manifesto contra a utilização florestal intensiva desta espécie, mas o facto de hoje ser a nossa principal espécie florestal, de a sua área em Portugal ser equivalente ou superior ao da sua área natural, conjugados com o desordenamento da nossa floresta, são aspetos que poderão contribuir para regressão das espécies autóctones e para a diminuição da resistência aos fogos da nossa floresta.
sexta-feira, 24 de maio de 2019
Greve climática estudantil
Hoje, 24/05/2019, decorre a greve climática estudantil.
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| Cartaz de alunos da E. S. Q. P. |
Greve climática estudantil na Covilhã: 10:30, entrada Pólo Principal da U. B. I. - link
terça-feira, 7 de maio de 2019
Os nossos bolotários estão de muito boa saúde!
Lembram-se do guião que elaborámos para a dinamização de sementeiras de bolotas em vasos (aceder aqui ao post)?
Os resultados começam agora a surgir e nos nossos bolotários - os infantários das bolotas - os pequenos carvalhitos já se encontram a espreitar.
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| Carvalhitos em alvéolos com várias espécies autóctones. |
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| Carvalho-negral, carrasco, sobreiro e azinheira. |
Nos vasos mais "técnicos", os tabuleiros alveolares, as taxas de germinação têm variado consoante a espécie e o tipo de solo utilizado.
Nos vasos construídos a partir da reutilização de garrafas de plástico, devido ao maior volume de solo, o desenvolvimento dos carvalhitos é maior.
Nos vasos construídos a partir da reutilização de garrafas de plástico, devido ao maior volume de solo, o desenvolvimento dos carvalhitos é maior.
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| Carvalhitos em vasos construídos a partir da reutilização de garrafas de plástico. |
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| Como as garrafas permitem um maior volume de solo, o desenvolvimento dos carvalhitos também é maior. |
Como na nossa escola os alunos já são mais velhos (ensino básico e secundário), e contamos com muitos anos de experiência nestas sementeiras, o sucesso do crescimento dos carvalhitos já não nos surpreende, verificando-se uma taxa de sucesso entre 80-90%, e ainda estamos no início de maio.
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| Bolotário da E. B. do Rodrigo (Covilhã) |
Estes carvalhitos são especiais pois foram semeados por alunos do primeiro ciclo...e são a prova de que utilizando os procedimentos corretos os resultados são excepcionais!
* Projeto Escola Guardiã (futuramente publicaremos mais informações sobre este projeto)
terça-feira, 23 de abril de 2019
Intervenção ambiental com os Guradiões da Serra da Estrela e reportagem da RTP
O movimento cívico Guardiões da Serra da Estrela, criado em 2017, tem sido dos mais ativos na preservação e requalificação ambiental da Serra da Estrela.
Muitas das atividades do Dia Mundial da Bolota que desenvolvemos aqui na Covilhã tiveram uma interligação intensa e permanente com os Guardiões, resultando numa série de atividades conjuntas... ...que publicaremos brevemente.
Uma destas intervenções ambientais decorreu no dia 26 de fevereiro, na Mata Nacional da Covilhã, com o apoio técnico do ICNF e com uma grande participação de alunos da nossa escola (E. S. Quinta das Palmeiras).
Esta atividade contou com a presença de uma equipa de reportagem da RTP, tendo sido emitida no dia 17 de abril de 2019 no programa Praça da Alegria (RTP 1).
Fica aqui o link para mais tarde recordar.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2019
Ação de reflorestação - 15 de fevereiro de 2019, Cortes do Meio, Serra da Estrela
Deixamo-vos aqui a divulgação de mais um evento de reflorestação...que nunca são demais!
Participem!
Participem!
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
Um carvalho da Canárias que nunca foi a Tenerife...
O carvalho-de-monchique é mais um dos nossos carvalhos autóctones cujo nome científico - Quercus canariensis - lhe foi atribuído devido a um equívoco.
O "culpado" foi, novamente, o botânico alemão Carl Ludwing von Willdenow. Ao descrever esta espécie com base em exemplares secos de herbário, não pode comprovar in loco a origem dos espécimes, tal com lhe tinha sucedido aquando da classificação do carvalho-negral.
Carvalho-de-monchique (Quercus canariensis)
Por erro próprio, ou por confiar na indicação da etiqueta que referia a proveniência da ilha de Tenerife, no arquipélago das Canárias, atribuiu-lhe o epíteto "canariensis", apesar desta espécie não ocorrer naquelas ilhas.
Mas esta história poderá ainda ter um outro "responsável" e nem tudo é "culpa" de Carl Willdenow. É que as amostras foram herborizadas, e provavelmente incorretamente etiquetadas, pelo médico e naturalista francês Pierre Marie Auguste Broussonet.
Na verdade, os espécimes eram provenientes de Marrocos. E assim, em vez de Quercus canariensis talvez lhe tivesse sido atribuída uma designação mais árabe ou africana!
Apesar deste equívoco, atualmente aceita-se a designação Quercus canariensis Willd. (1809).
Apesar deste equívoco, atualmente aceita-se a designação Quercus canariensis Willd. (1809).
Um outro nome, atribuído em 1864, é Quercus lusitanica subsp. baetica, considerando este carvalho como uma subespécie de carvalho-cerquinho. Talvez a origem deste nome se deva ao facto da folha apresentar algumas semelhanças com a do carvalho-cerquinho (Quercus faginea, mas anteriormente designado Quercus lusitanica) e se distribuír principalmente na Andaluzia ocidental, junto às montanhas dado "Sistema Bético".
Carvalho-cerquinho (Quercus faginea atualmente, mas anteriormente Quercus lusitanica)
Foto: J.B. U.T.A.D.
Nome científico: Quercus canariensis Willd. (1809).
Sinónimos: Quercus salzmanniana Webb (1935); Quercus lusitanica subsp. baetica Webb (1864)
Nomes comuns: Carvalho-de-monchique, carvalho-das-canárias, carvalheira* (português);
Quejigo, quejigo andaluz, roble andaluz (castelhano);
Roure africà, roture africà - este último nome surge em "Flora Ibérica", mas pensamos ser um erro de impressão, sendo correto o termo para carvalho "roure" (catalão).
* No concelho de Monchique surge a designação "carvalheira" para esta árvore.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2019
Um carvalho "pirenaico" que é escasso nos Pirenéus... porque será?
A duas das espécies de carvalhos autóctones portuguesas - o carvalho-negral e o carvalho-de-monchique - foram-lhes atribuídos nomes científicos bastante curiosos, respetivamente, Quercus pyrenaica e Quercus canariensis.
Ao primeiro, Quercus pyrenaica, associamos que seja abundante nos Pirenéus, e o nome do segundo, Quercus canariensis, leva-nos numa "viagem" até às ilhas Canárias.
Pois nem uma coisa nem outra está correta. Apesar do carvalho-negral ser uma árvore comum em zonas montanhosas do centro e norte da Península Ibérica, a sua presença nos Pirenéus é muito escassa. Quanto ao carvalho-de-monchique, nem sequer ocorre naturalmente no referido arquipélago.
Então, de onde vêm estas confusões? A resposta é relativamente simples... vamos desvendar os "culpados".
Carvalho-negral (Quercus pyrenaica)
O nome científico do carvalho-negral foi atribuído pelo botânico alemão Carl Ludwing von Willdenow em 1805 e por isso a correta designação é Quercus pyrenaica Willd. (1805).
No entanto, este botânico não se baseou em observações desta espécie na natureza, mas apenas a partir de exemplares secos de herbário que (não sabemos porquê) lhe chegaram, provavelmente com muitos outros exemplares de outras espécies, com um etiqueta que referia a proveniência Pirenéus, sendo essa a muito provável origem desta confusão.
Na literatura científica, o carvalho-negral surge também com uma designação mais antiga - Quercus toza Bosc - mas este nome nunca foi publicado de um modo válido, tendo sido utilizado inicialmente num trabalho relativo ao surgimento dos "bugalhos" nesta espécie. Ainda assim, é este o nome que consta na grande obra "Flora de Portugal" de António Xavier Pereira Coutinho.
Imagem obtida de "oportunityleiloes"
Porque terá sido sugerido o nome "toza" para o carvalho-negral?
Apesar de não teremos sido capazes de encontrar nenhuma referência à origem desta designação, pusemos "mãos-à-obra" e encontramos o seguinte no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia de Ciências de Lisboa:
"tosa": Ação de cortar rente.
"tosar" (do latim tonsare): Cortar a rama das árvores, arbustos ou quaisquer plantas.
Imagem obtida de "custojusto"
Realmente, uma das caraterísticas marcantes do carvalho-negral é a sua enorme capacidade de regeneração após o corte. Provavelmente, talvez seja esta a origem de "toza".
Quanto à atribuição do nome Quercus canariensis para o carvalho-de-monchique...ficará para o próximo post.
Nome científico: Quercus pyrenaica Willd. (1805)
Sinónimos: Quercus toza
Nomes comuns: Carvalho-negral, carvalho-pardo-das-beiras, carvalho-da-beira, carvalho-pardo-do minho (português)*;
Nomes comuns: Carvalho-negral, carvalho-pardo-das-beiras, carvalho-da-beira, carvalho-pardo-do minho (português)*;
Melojo, marojo, roble negro, roble negral, rebollo, curco villano, tocio, tozo (castelhano);
Carballo negro, cerqueiro, cerquiño (galego);
Reboll, roure reboll (catalão);
Ametza, ametz arrunta (basco).
* Apesar de não existir na bibliografia, já ouvimos a designação "carvalho-ferral". Numa rua de uma aldeia do concelho de Penamacor - Meimoa - existe a toponímia "Rua do carvalho ferral".
sábado, 10 de novembro de 2018
10 de novembro - Dia Mundial da Bolota
Comemora-se hoje, pelo 10º ano consecutivo, o Dia Mundial da Bolota.
Como comemorar esta data:
- Semear bolotas no campo;
- Semear bolotas em vasos;
- Distribuir bolotas;
- Plantar carvalhitos;
- Outras atividades tais como workshops de sementeira, cozinha com bolotas, caminhadas na Natureza … e mais ideias criativas!
Bolota de sobreiro (Quercus suber)
"Todos os carvalhos desenvolvem-se a partir de uma bolota. É da germinação de muitas destas sementes que se formam os carvalhais. Se queremos participar na conservação da Natureza, necessitamos de recuperá-los. Basta para isso semearmos bolotas. Simples, não é?
Bastaria apenas um dia por ano em que recolhêssemos e semeássemos bolotas de espécies autóctones, diretamente no campo, ou as levássemos para casa e as colocássemos em vasos. No ano seguinte teríamos carvalhos para plantar.
Os carvalhos não existem em todos os continentes. Apenas no hemisfério norte, essencialmente em regiões temperadas e mediterrâneas, é que ocorrem naturalmente as plantas do género Quercus sp.
Contudo, uma parte significativa da população mundial vive nestes locais. Para muitos, é aí que nós vivemos, e é aí que a nossa ação pode ser decisiva e é aí que podemos fazer algo para nós, por nós e pelos nossos, os de hoje e os de amanhã.
E quase que basta apenas um dia. Um dia em que a nossa insignificante ação local, na força que a união faz, seja um dia verdadeiramente mundial. Esse dia pode ser qualquer um... mas também pode ter data marcada.
Vamos fazer do dia 10 de novembro um dia de contributo para o nosso mundo. Vamos transformá-lo no Dia Mundial da Bolota."
Excerto do "Manifesto da Bolota" (in Manual da Bolota)
quinta-feira, 8 de novembro de 2018
O Dia Mundial da Bolota em Montemor-o-Novo (a "Capital da Bolota"?)
Mais uma vez o município de Montemor-o-Novo assinala devidamente o Dia Mundial da Bolota.
Fica já aqui a sugestão de se "candidatarem" ao título de Capital da Bolota, designação inteiramente merecida.
Para mais informações:
C. M. Montemor-o-Novo
Dia Mundial da Bolota Montemor-o-Novo
Fica já aqui a sugestão de se "candidatarem" ao título de Capital da Bolota, designação inteiramente merecida.
Para mais informações:
C. M. Montemor-o-Novo
Dia Mundial da Bolota Montemor-o-Novo
terça-feira, 6 de novembro de 2018
II Conferência Ibérica Sobre a Bolota
Nos próximos dias 10 e 11 de novembro realizar-se-à a II Conferência Ibérica Sobre a Bolota, servindo este post para a sua divulgação.
Notícia de "Tribunaalentejo.pt" (notícia original):
"O Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais Mediterrânicas da Universidade de Évora está a organizar a II Conferência Ibérica sobre a Bolota. A organização conta com a participação de 14 investigadores e cerca de duas centenas de participantes, num evento que se divide entre Évora e Montemor-o-Novo, em pleno território de Montado.
No dia 10 de Novembro, coincidindo com o dia internacional da Bolota, o Auditório da Universidade de Évora, no Colégio do Espírito Santo, reúne 14 oradores para falar da Bolota numa perspectiva histórica, ambiental, económica, nutricional e sociocultural. Será também possível degustar uma grande diversidade de alimentos feitos à base deste produto natural em pleno renascimento.
O dia 11 de Novembro é passado na Herdade do Freixo do Meio, em Montemor-o-Novo, onde se realizarão visitas ao Montado (Escoural), seguidas de almoço onde se realizarão sessões de demonstração/transformação e degustação de produtos da bolota.
Ao longo dos dois dias haverá mostra/venda de produtos de bolota."
Alguns links úteis:
II Conferência Ibérica Sobre a Bolota
https://www.facebook.com/events/1912856685683424/
http://www.agrotec.pt/noticias/ii-conferencia-iberica-dedicada-a-bolota-chega-em-novembro/
http://www.rederural.gov.pt/12-informacao/1638-2-conferencia-iberica-sobre-a-bolota
http://leader2020.minhaterra.pt/2-conferencia-iberica-sobre-a-bolota.T729.php
http://www.dianafm.com/conferencia-iberica-sobre-bolota-realiza-se-em-evora-e-montemor-o-novo/
http://www.drapal.min-agricultura.pt/drapal/index.php/9-noticias/782-2-conferencia-iberica-sobre-a-bolota
Parabéns a esta iniciativa!
Ver também "I Conferência Ibérica Sobre a Bolota"
segunda-feira, 29 de outubro de 2018
Sementeira de bolotas em vasos - guião simplificado para a dinamização de workshops
Uma das atividade que realizamos regularmente, e que tem maior aceitação, consiste em ensinar e demonstrar alguns dos aspetos mais significativos relacionados com o processo de sementeira de bolotas em vasos, assim como quais os cuidados e o destino a dar aos carvalhitos daí obtidos.
A ideia original de um workshop não foi nossa, mas de um dos mais antigos e meritórios semeadores de bolotas e aderentes à iniciativa do Dia Mundial da Bolota - a Escola Álvaro Velho, em Lavradio, Barreiro (ver post).
Como uma boa ideia não deve ficar só, rapidamente começámos a realizar atividades semelhantes e sempre com muito boa aceitação.
Não conseguindo responder a todos os (inúmeros) pedidos de realização destas sementeiras, optámos por criar um pequeno guião, elaborado a partir da nossa experiência que já conta com muitas dezenas de workshops.
Fica assim disponível um pequeno resumo dos aspetos mais significativos da sementeira em vasos, para que qualquer aderente do Dia Mundial da Bolota possa implementar estas atividades ainda com maior sucesso.
Boas sementeiras!
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